sexta-feira, 30 de novembro de 2007






Depois de mais de dois anos foram tomar o caldinho prometido. Longa espera. Muita coisa aconteceu. Boas e ruins. Chegou o dia. Uma quarta-feira à tarde. Muito calor. Local distante. Um grupo reunido e o caldinho cheirando. Surumarão. Caldo de sururu com camarão. Uma delícia. Valeu esperar tantos anos o tão prometido caldinho. Quando menos espera, ela percebe que ele estava lá. Também tinha ido. Não tinha sido convidado. Apenas chegou. Ficou perto dela, bem próximo e conversava. Ela tentava explicar onde estavam, que local era aquele. Nem ela sabia muito. E ele ali presente. Tão real. Convidou-o a tomar o caldinho. Saboreavam. Mas ela não sabe se ele gosta de caldinho. Não sabe se gosta de conversar. Ou se iria a um boteco num subúrbio, próximo a estação do mêtro. Ela não o conhece. Mesmo assim estava lá. Em pé, na calçada, encostado no balcão. Dos presentes, o ausente mais presente. Mais real. Estava próximo, curtindo, conversando. Até ria. Estava descontraído. Ela também. Curioso por saber mais. Saboreando o caldinho. Voltaram juntos. Ele sempre está com ela. Mas ela não sabe onde ele está, quem é ele, ou o que gosta. Boa fugida, numa tarde ensolarada de quarta-feira

2 comentários:

Erika disse...

Fui viajando entre os textos.. não conseguia para de ler.

Posso comer só o camarão e botar fora o sururu? rsrs

Beijo e ótimo final de semana

www.oncoto.erikamurari.com.br

paula barros disse...

Oi Erika, pode sim. Fique a vontade. O camarão por sinal estava uma delícia. obrigadão
bjs