segunda-feira, 29 de junho de 2009

Era uma vez um desejo adormecido que foi acordado. Mas muito precavido continuava a se esconder. Ele sempre foi submisso aos receios, medos, preconceitos, a razão. Um dia saiu para brincar o carnaval e foi desmascarado. Surrupiaram a máscara do desejo intocável. O medo reclamava da imprudência do desejo de sair por aí, se expondo, se arriscando. E o desejo tentava se esconder.O folião afoito arriscou falar o que sentia. Era tudo que o desejo sentia e queria ouvir. Mas o desejo só sabe falar com as palavras do medo. E repetiu o que sempre ouviu quando estava no seu esconderijo. O folião recuou. Achou que tinha magoado. Respeitou o medo do desejo, pois o seu desejo também sofre de muitos medos, entendeu, silenciou. Este silêncio perturbou o desejo, que ficou furioso de ser submisso ao medo. Se rebelou, arriscou, ousou, e se lançou. Sempre que o desejo supera o medo, o corpo agradece com um calor diferente, as carnes aplaudem a libertação, todos os poros sorriem. Então os desejos fizeram um pacto, calando o medo com um beijo.

domingo, 28 de junho de 2009

Não sei do menino. Nem da menina. Nem do passarinho. O ninho está vazio. O homem está cheio de pensamentos e sentimentos. A menina virou mulher e a mulher também tem muitos sentimentos e pensamentos. Dentro dele tem o menino. Dentro dela tem a menina. Estão guardados em algum lugar. Vivos, cheios de energia. Não foram eles que deram sumiço no passarinho. Mas tem asas dentro deles. Cada um voa como pode. E faz voar a quem se permite. Mas tanto o homem e a mulher sabem que é preciso voar com os pés no chão. E talvez por isso vivam procurando o menino e a menina. A menina e o menino corriam, sonhavam, pensavam voar. Será?
O menino não sei. A menina era quieta. Muito quieta. Não subia em muros com medo de cair. Mas corria e ralava a perna toda. Tem marcas de todos os tamanhos, nas pernas, na alma. E o pai dizia, vai ficar uma moça com as pernas toda marcada. A menina sempre pensou que podia voar, mas cortaram as asas delas, e a menina amedrontada, sem asas se escondeu dentro da mulher que ainda pensa que pode voar. E voa em pensamentos.

sábado, 27 de junho de 2009

“Na verdade a vida é um trânsito” – Comentário de Dauri Batisti em 15.05.09, virou algo assim.

A vida é um trânsito Livre, congestionado
Fluindo, engarrafado
Buzinas atormentando a paz
Sinais fechados, quando queremos seguir
Sinais abertos, quando queremos parar
Sabedoria, discernimento
Sempre, sempre!

A vida é um trânsito
Com rua, ruelas
Avenidas, becos sem saída
Esquinas, encruzilhadas
Caminhos a serem decididos
Sempre, sempre!

A vida é um trânsito
Dizem para não viver do passado
Mas é preciso olhar para trás
Nem que seja pelo retrovisor
Mas é preciso seguir
Olhando para frente
Para os lados
Desviando dos obstáculos
Atentos
Sempre, sempre

A vida é um trânsito
Pessoas vão e vem
Querem passar
Observam
Carros com uma pessoa
Individualismo, solidão
Ônibus lotado
Nem sempre o companheirismo
Famílias, união, desunião
A vida não pára
O trânsito da vida segue
Querendo ou não
Sempre, sempre!

A vida é um trânsito
Mão estendida
Olhar desviado
O ser em construção
A vida fluindo
O egoísmo atropelando as relações
O individualismo congestionando o trânsito
O atropelamento
A alma estendida no chão
A vida pede passagem
Sempre, sempre!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Olinda


Só para relaxar....Feriado 24.06.09 - quarta-feira - São João.
Nenhuma programação especial. Nem dancei. De forró só o cd que tocava no carro.
Um volta por Olinda. Eu e a filhota sem rumo, subindo e descendo ladeiras, de carro.
Um barzinho a beira-mar. Igrejas fechadas precisando restaurar. Casarios. Ruas desertas. A magia da cidade, que me agrada.





Claro que lembrei de vocês....por isso deixo as fotos.

quarta-feira, 24 de junho de 2009


abril - do avião
Saboreio nuvens
 Pôr do sol pertinho do céu
Pinta as brancas nuvens
De tons laranjas, sabor mimo
Me movo parada
As nuvens passam
 Pôr do sol tranqüilo
 Raios em minha alma
 Tintas pintam céu, nuvens brancas, meus olhos
Pôr do sol em mim
Saboreio nuvens laranjas, vermelhas
Sabor algodão doce

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Li um texto lindo falando de cafuné . Logo lembrei de você. Meus dedos sentiram vontade de acariciar sua cabeça, fazer cafuné. Imaginei você deitado no meu colo, conversando sobre qualquer coisa, trabalho, a vida, viagem, família... E o meu colo sentiu o peso da sua cabeça. O calor do seu corpo. O seu cheiro. Sei que você gostaria de um colo, de carinho, de uma companhia. Pode não ser a minha. Mas a minha vontade é que no meu colo estivesse a sua cabeça. Que nos meus dedos eu pudesse sentir os seus cabelos. Que nos meus braços estivesse seu corpo. Queria poder encaixar meu corpo no seu. Sentir o corpo todo latejando. Sentir cheiros. Ouvir sons. Olhar nos olhos. Sentir os toques. Ouvir as fantasias. Sentir os desejos. E os beijos. Quero você!

domingo, 21 de junho de 2009

Poção-PE - Paula Barros





A visita



Você chegou, puxou o tamborete da cozinha, e começou a conversar. Muitos meses se passaram desde o dia que deixei as portas abertas para você entrar. O café no fogão a lenha, cheirava. O pão torrado com manteiga, a simplicidade, postos à mesa. Uma conversa boa. O melhor era a felicidade de ter você conversando comigo. O prazer indescritível. Você trazia uma bagagem enorme das suas viagens. Viagens pelas estradas do interior. Onde as curvas da mente guardam o passado. O passado que está ali no próximo cruzamento. Muitas vezes tendo que nos fazer parar. Você viaja e eu vou junto, tento. Nas suas viagens você vê suas paisagens, eu vejo as minhas. Muitas e muitas vezes paisagens ressecadas pelo passado, mas vivas dentro de mim. Algumas viagens são mais leves, sem turbulências, quando preciso voar. Sem buracos na estrada, quando preciso seguir a pé. Outras viagens são complicadas, turbulências, nuvens carregadas, chuvas nos olhos. Outras, buracos enormes, inacessíveis ainda. O melhor de tudo, a melhor viagem é me ver, me pegar, me resgatar, me guiar....e sorrir para a vida. As vezes é preciso olharmos pelo retrovisor da vida para fazermos uma viagem mais tranquila. Nunca deixe de viajar. Apareça sempre.
Estou indo junto....

sexta-feira, 19 de junho de 2009

(Jardim Botânico - Rio de Janeiro jun/08)


Uma conversa...... Um dia Buda chegou como quem não quer nada e sentou-se na minha mente. Eu pensei, de hoje ele não me escapa. Oi Buda, sei que estais a meditar, posso interromper. Diga filha. Desde pequena me pergunto porque você vive assim sentado. Não, filha, não vivo sentado, eu faço muitas coisas, eu vivo a vida. Apenas me sentei um dia, estava cansado e decidi contemplar a vida e a minha alma, alguém bateu um foto e espalhou pelo mundo que eu não fazia nada, só fazia pensar. Ah, entendo.... Sabe filha, sempre precisamos sentar a alma para contemplar os momentos da vida. Na vida tudo passa. Sejam os momentos intensos de alegria, de prazer, como os momentos intensos de dor. Não podemos nos perder nem na alegria, nem na dor. Precisamos sempre estar com a alma centrada em nós mesmos. Tudo passa. Aprenda isso filha. Então, sente a alma e contemple todos os momentos que estais a viver, fique atenta, todos os momentos nos ensinam muito. E nunca esqueça, eles passam. Se for alegria, alimente com o melhor de você. Se for tristeza, não a alimente, não deixe que ela coma o melhor que você possui, que é você mesma. Contemple-a, aprenda com ela, mas não a alimente. Muitos dizem, viva o momento, mas só querem viver o prazer, sem aprender com a dor. Filha, sei que não é fácil, procure tirar lições de tudo. Viver bem com você mesma não é fácil, mas nunca desista.Viva....e Buda se foi. Me deixou conversando comigo mesma.



(esse texto não tem significados com a filosofia Budista, foi só uma ideia)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Por esses dias me apaixonei. Suspirei! Fui dormir apaixonada, foi bom. Pensei ter sonhado e que ao abrir os olhos não estivesse sentindo nada. Fiquei a manhã seguinte ainda apaixonada. É um sentimento muito bom. O corpo pensa que o amor existe. Que está ali, que pode ser tocado. Que o sorriso pode ser visto. Que as mãos podem ser sentidas. Que o abuso, a cara feia, o mau humor com uma conversa podem ser contornados. O amor pensa que pode tudo. Mas estou cansada de amores impossíveis. Sonhados, distantes, imaginados. Estou cansada das pegadinhas que meu coração me apronta. Ele me faz acreditar que é o improvável é provável. E eu me pego alimentando ele, o amor. Porque quero que cresça essa sensação boa. Quero provar, tocar de leve a língua para não me queimar. Porque borbulha o sangue. O corpo aquece. O vulcão em mim volta a funciona.r As lavas escorrem, levando a sensatez, a razão. Ficam as tão faladas borboletas no estômago. E as estrelinhas dos olhos brilhando, saltitando. A imaginação .Preciso acordar...ainda estou sonhando. Mesmo sonhando sentimos o corpo .Querendo, chamando, se dando. Preciso viver!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Cemitério Brasília - foto Paula Barros
Nunca falei tanto de morte em tão pouco tempo. Antigamente falava de morte simbólica, de morte de sentimentos, de morte poética. Agora é morte morte. Em quinze dias morreram três colegas da minha empresa. Menos de 60 anos. E perto do meu trabalho, um menino com 13 anos, tomando banho de rio, morreu afogado. Vem o espanto, a tristeza disfarçada (ninguém chora), o trabalho não para, brincadeiras sobre morte são uma constante. Um já olha para o outro pensando e/ou dizendo, o próximo pode ser você, e quem está pensando caí em si e pensa, eu também posso ser o próximo. Um dia desses comecei a olhar para os meus colegas e dizer que ia sentir saudades, que gostava deles, que quando acontecesse tal coisa ia me lembrar deles. E me perguntaram D. Paula você vai ser transferida? Não, por que? Desde cedo que você se despede. É mesmo? É. Sei lá, talvez seja porque se eu morrer você vai saber que eu gostava de você, e se você morrer eu não vou me arrepender de não ter dito. Oxê, D. Paula sai pra lá. E rimos. Esse negócio de tratar o outro como se ele pudesse morrer a qualquer instantes é meio louco, fúnebre, até porque por mais que a gente trate bem, faça o bem, sempre fica a sensação que poderia ter feito mais e melhor. A morte lá virou piada. Sei que é fruto do medo, do nervosismo. Cada um que lembre da pressão alta, que nunca mais foi para o médico, da diabetes, do excesso de peso, do estresse, e ainda tem um agravante a maioria do meu setor está tomando viagra do Paraguai sem nenhum cuidado médico, e com freqüência. Bate o medo neles, mas querem viver, aproveitar.
O significado de viver bem me parece bem relativo.
Hoje quando soubemos da morte de mais um colega, começaram as frases do primeiro instante do pensamento. “Agora é que vou beber mesmo, posso ser o próximo”. “Agora é que vou namorar bem muito”, “Vou deixar de me estressar com o trabalho (esse é o mais irresponsável, eu aproveitei que ontem fiquei braba com ele e disse, é bom você me avisar porque quem vai morrer de estresse com você sou eu). No entanto fiquei me perguntando e perguntei a alguns, e ninguém me respondeu com convicão, nem eu me respondi. Você tem vivido bem a sua vida? O que é viver a vida bem, que tanto se fala? E se ficar em cima de uma cama, vou me arrepender de ter feito algo, ou de não ter feito? Fico me perguntando, mas não encontro respostas convincentes.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Queria sentir esse amor
Como quem senta na beira da praia
E sente a brisa tocar os cabelos
Sente a água tocar os pés
Se abaixa, molha as mãos e passa no rosto
Olha o horizonte
Se distancia de todos os problemas
E agradece a Deus a vida

Queria sentir esse amor
Como quem caminha num parque
E olha as crianças correndo e sorrindo e sorri também
E olha a criança que cai e chora, e se compadece da dor
Olha o verde e sente paz
E agradece a Deus por ser abençoada por seus sentidos
Queria sentir esse amor
Descendo feito quando bebemos água e estamos com muita sede
Ou uma comida quando estamos com muita fome
Quando deito a noite e agradeço por ter uma cama
Quando acordo e estou feliz

Queria sentir esse amor
Fazendo parte dos meus dias de forma natural
Onde o sonho seja o complemento da realidade
E a realidade seja o que foi sonhado se realizando
E que eu lembre de valorizar esse amor
E agradecer a Deus por ter um companheiro
Por enquanto eu só estou ensaiando um poema de amor.....

domingo, 14 de junho de 2009

O clique cupido


Quando criamos um blog, seja qual for o conteúdo nele contido, ou nos aventuramos a ler um blog, não sabemos onde vamos parar. Clica aqui, clica ali, e muitas vezes alguma emoção é clicada. Ao ler algo, olhar uma foto, imaginar o que está por trás do que se ler, ficamos preso naquele mundo. Às vezes por horas, por dias e até meses. Um sorriso se abre espontâneo, uma lágrima escorre feito criança que não tem medo de escorrego. Podemos ficar indignados, espantados, indiferentes, chateados e....e....apaixonados!!! E falta até fôlego. Que coisa louca, abrir um blog e de repente sentir o corpo todo sentindo algo que um dia foi nomeado como paixão. Dormir pensando na pessoa que não se conhece. Personificar tudo o que se leu e criar a pessoa que queremos para nós. O coração acelerado. Os olhos brilhando. A boca salivando. O pelo arrepiado. Querer falar daquele blog para todo mundo. Querer viver o belo do que foi lido. Ficar alegre ou triste com o que vive o blogueiro. Querer está junto. Sentir uma vibração diferente. Sentir vida no que se ler. Se sentir vivo. Sentir saudade do que não se viveu. Sentir vontades e desejos. E o coração acelera, acelera, acelera, pensando que está na maratona de São Silvestre, dando tudo de si. Só para confundir. Só para confundir. Amor platônico virtual. É bom que nem amor de verdade. Mas vamos cair na real. Uma vez escrevi que tenho mais medo de amor virtual do que qualquer outra coisa. Porque ele nos pega do nada, basta o tal do bendito clique, laça os dois pés e nos joga no chão. Acabou-se razão, discernimento, pés no chão. Ficamos andando com os pés nas nuvens, de cabeça para baixo, vendo tudo fora de foco, porém lindo e colorido. Tudo vira poesia. A vida tem melodia. O homem do picolé tocando o sininho lembra aquele beijo tão sonhado, o abraço desejado, a mão na mão para passear em qualquer rua. Porque nessa fase qualquer rua é linda, qualquer lugar é belo. Ah, cadê o meu colete que me protege de amores virtuais? Onde coloquei?

sábado, 13 de junho de 2009

A bipolaridade da vida
Estava essa semana assistindo ao noticiário local e me senti numa crise de transtorno bipolor imposto pela mídia. Com todo respeito aos que sofrem desse transtorno, sei o quanto é doloroso. É só uma analogia para um sentimento que me ocorreu. Não sei se esse sentimento é mais forte aos pernambucanos pelos últimos acontecimentos e pela proximidade dos fatos. Nos angustiamos com o avião mergulhado no mar e todo o mistério. Vibramos a cidade da copa para 2014. Choramos os corpos boiando na imensidão do mar. Sorrimos a chegada da seleção brasileira ao aeroporto, e as fãs histéricas com os jogadores. Seleção que vai jogar, corpos boiando, bares enfeitados, familiares chegando em busca de informações, a seleção ganhou, mais corpos boiando..... Esse texto surgiu porque comecei a imaginar Kaka boiando e os corpos fazendo esteira, tal era a a rapidez das mudanças de informações no noticiário local. Cheguei no trabalho e todos estavam entre eufóricos e tristes, igual ao ritmo do noticiário. Sentimos a dor e o pesar dos familiares dos corpos embrulhados em sacos e postos nas câmaras frigoríficas. Nos alegramos com a euforia dos que enfrentam filas enormes para comprarem ingressos, que nem todos podem comprar. A expressão da apresentadora também muda a cada notícia. Hora os corpos boiando, Kaka fazendo esteira na melhor academia de ginástica da cidade. Pedaços do avião boiando, São João que já começou na Capital do Forró (o melhor, o maior, o mais ...eita, mania de grandeza). Mais corpos boiando, a expectativa dos familiares, os gols da Seleção. E assim vamos vivendo, chorando e sorrindo, tudo dentro da maior normalidade. Se não chorar com o desastre é insensível. Se não sorrir e não for para o campo, ou para o bar torcer pela seleção é deprimido. O humor tem que acompanhar a velocidade dos acontecimentos, das notícias. No jornal das 6h30 chore bem muito os mortos. A noite dance forró. Isso é a vida!

sexta-feira, 12 de junho de 2009


Quero....
Quero ser envolvida por um amor
 Um amor que acabe meus questionamentos de certo e errado
Um amor onde a razão não brigue com a emoção
 Um amor que faça meus olhos enxergarem a beleza do próprio amor
Um amor que não me faça ter dúvidas
Um amor que quebre minhas defesas
Um amor que me arrebate inteira
Corpo, mente, espírito.
Um amor que me faça compreender que posso viver um amor
Um amor que me faça fazer o que nunca fiz e muito mais
Um amor que me torne melhor 
Me torne mulher Um amor que me faça me dar
Me faça ser Um amor que me faça saber receber o amor e dar amor
Um amor, apenas um amor Um amor que me envolva toda....
(reedição)

quinta-feira, 11 de junho de 2009




Ler poemas, não me faz poeta
Me emocionar, não me faz mais gente
Ficar engasgada com os poemas
De poesia poética
É rodopiar no olho do redemoinho
Engolir poeira cintilante
Ficar sentindo na ponta da língua
As estrelas que se desprendem do céu da boca
E escorrem pelo corpo....

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A lua... Já escrevi muito sobre a lua Hoje é só ela...a lua... Domingo - 07.05.09 entre 17h26 e 17h40




domingo, 7 de junho de 2009

Poesia da vida

Saio pelo mundo, a poesia da vida me lembra os seus encantos. O seu canto. Poesias sensoriais despertam os meus sentidos. Até me deixam sem sentido. Qual o sentido? Inúmeros, a ciência ainda nem os descobriu. Eu sei, eu sinto. Eu os invento, crio, subverto. Se soubesse desenhar poemas, já teria desenhado vários. Como não sei, fotografo e mentalmente lembro dos poemas lidos. Lá na estrada declamava os poemas para a natureza, mesmo que não lembre dos poemas, lembro das imagens e do que senti. Lembro de mim.
A estação de trem. Os trilhos sem uso. Ali muitas vidas passaram....
O ninho está vazio. Vazio? Não sei do passarinho. Do menino, nem da menina.
Existe um canto no peito, que canta.
O cavalo que voa. Sim, ele tem asas, sei que você as vê. Eu também vejo. Eu até já voei num cavalo assim. Fotografei antes que ele voasse.
A cruz na estrada. A morte? Pode ser.
A vida se faz em outra dimensão. Basta sentir-se pulsando, vibrando. O passarinho. Ele anda em busca de alimento. Alimento para a alma. Para a imaginação. Para continuar voando. O carro e a viagem que você fazia. Muitas e muitas vezes eu viajei. Eu viajo ainda. Não era esse o carro? Tudo bem, mas ele tem uma música tocando. Escuta! Ele tem cor, amarelo sol, amarelo presente, amarelo som, amarelo vida.
A serra com neblina. Lembrança da infância. Saudades....
A fazenda. Ah, é apenas uma casinha simples, não é uma fazenda.
Eu sei. Mas eu posso sonhar. Lembra?
No simples muitas vezes encontramos mais coração.

Assim viajo por mundos......

sábado, 6 de junho de 2009

Do poema, o sentimento. Do sentimento a lágrima, da lágrima o texto. Simbolismos


Do fim a transformação....


Dizer adeus não é fácil. Não, não é. Me despeço da semana, das asas, do jardim, das borboletas....Sabia que esse dia ia chegar. Sabia. Eu sabia. Mas fiquei com os olhos marejando. Fiquei aturdida. Sexta-feira é sempre um dia esperado para comemorar o fim de uma semana. Mas eu não queria parar de voar agora. Sexta-feira, noite chuvosa, guardar as asas e dizer adeus. Veja como são a coisas, tudo é a nossa forma de ver a vida. Uma semana com duas mortes de colegas de trabalho, um menino de treze anos que morreu tomando banho no rio perto do meu trabalho, um avião que some com várias vidas. Mas me senti leve, entrei no mundo da fantasia e transformei meus dias. Tudo depende do ponto de vista. Em vez de ficar triste pela despedida, pelo o adeus podia está comemorando a estrada que se abre. Mas às vezes nos apegamos a algo que consideramos bom, que nos faz nos sentir leve e por isso sofremos. Sofremos pelos simbolismos que criamos. E sofremos pelo novo, pela mudança, sem nem saber como vai ser. Sofremos muitas vezes só de imaginar.
Vou voltar a caminhar. Talvez seja uma estrada de barro. Comendo poeira. Chutando pedras. Me enganchando em arame farpados. Não sei ainda. Parece dolorida essa estrada. Se for muito dolorosa a caminhada, eu posso desistir. Eu sei que posso. Estou fazendo drama. Posso caminhar calada, sem me aprofundar, só observando. Posso ser superficial. Posso? Ainda não. Voar eu gostei...voar é tão bom. Tornou os dias leves. Esqueci as mortes. O enfado da semana. A rotina. Tentei sorrir mais vezes. Parei para escutar. Tentei olhar o olhar. Ouvi música. Dancei. Trouxe a fantasia para o real. Vamos ver se caminho com asas....vou tentar.
Tive uma ideia. Vou tentar caminhar pela estrada de barro, plantando as flores que colhi. Vou tentar colocar asas nas pedras do caminho. Em vez de construir castelos de fantasias, vou tentar outras construções. Pontes pode ser uma boa construção. Vou pensar. Outra idéia, sorrir e alisar os cactos. Poxa, alisar cactos e ainda sorrir não é fácil. Um bom desafio. Será que ele já pensou nisso? Tenho certeza que sim. Ele sabe que gente também tem espinhos. Me alegrei, comecei escrevendo triste. Ele me ajudou, sempre ajuda. Já pensou se mostro a ele que cactos precisam de carinho, e tem frutos bonitos. Alimentam com sua essência, mesmo tendo espinhos.
Ah, talvez fique mais fácil a caminhada. Que alívio! Talvez eu encontre uma saída na estrada de barro. Uma porteira. Hoje é uma linda sexta-feira chuvosa, aconchegante sexta-feira para se ficar em casa e se preparar para a caminhada. Todos tem a capacidade de transformar. De se transformar. Vou tentar....

sexta-feira, 5 de junho de 2009

(é uma abelha, assim eu vejo)

Posso ver borboletas saindo e entrando de mim, se derramando dos versos teus. Posso sentir. Mas naquela manhã chuvosa, senti abelhas me injetando mel. Me deu vontade de ficar lambendo os lábios dos olhos, enquanto em teu jardim passeava. Tuas rosas e flores, teus jasmins, tem um cheiro bom, em mins, sim, sou mais de uma quando em contato com o teu aroma me encontro. Meus eus se multiplicam.....por mim. Vão dizer que é amor. Vou sorrir. Eles ainda não entendem de jardim, de flores, de borboletas, joaninhas, abelhas....não entendem de asas no sentir. Não entendem que amor tem muitas frangâncias. Esse amor é encanto. O encanto que você deseperta em mim. O amor de me deixar apaixonada por mim. E assim voei a semana toda...... Você vai me ajudar a continuar voando? Só mais um pouquinho. Em breve preciso aterrisar e viver o amor. Para voar mais ainda.


quinta-feira, 4 de junho de 2009

Arrumei flores para me fazerem voar. Sugo o néctar. Crio asas. Arrumei um jardim para me transformar flor. Mesmo que seja só hoje. Ou só agora. Mas foi ontem também. E antes de ontem. E se eu quiser será amanhã. Eu quero! E quando asas desabrocham em mim sou borboleta. Sou abelha. Sou joaninha. Sou gente com asas. Derramando mel. É bom quando alguém entende que asas crescem, mesmo quando são podadas, ou arrancadas. Eu já entendi isso. Eu preciso voar.....para transformar o dia mais leve.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Por um instante, eterno, me senti próxima a você. Eu e você a rodopiar igual às crianças. Sorrindo, mãos dadas. Senti você leve. Gostei da leve sensação. Enorme sensação. Eu sorria. A fantasia de voar, de criar asas, de me transformar em.....borboleta. Ali, naquele breve, enorme, instante. Eu e você num bate papo, não tinha mortes, tristeza, nem o peso da rotina, nada ruim. A morte como ponto de mutação para os que ficaram. Porque a vida toda pode virar poesia (pelo menos escrita). Fez da manhã nublada, uma sinfonia de pássaros coloridos, uma dança de asas, alegria. Uma manhã de poesia. Singela. Já está de tarde, sol lindo, céu azul, a poesia, a sua, está em mim (por isso escrevo).

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Final de semana Pesqueira e Poção.
Cemitério na estrada - muro caido. Penso em fazer uma série de fotos de cemitérios.
A morte me faz pensar na vida.
Hoje estou triste com a morte de um colega de trabalho.
Mesmo assim convido vocês a passearem comigo pela estrada entre Pesqueira e Poção, agreste pernambucano. Um pouco do que vi nesse final de semana. A maioria das fotos foram batidas de dentro do carro.




A experiência de fotografar nessa viagem foi super interessante. Minha irmã decidiu fotografar, e terminei olhando o que se passava com outro olhar. Porque ela queria fotografar tudo, não perdia nada. Parava a todo instante, em todo lugar, causando um certo estresse, porque eu e minha mãe estávamos com medo de um acidente na estrada. Mas valeu e muito.
Olhar as pessoas



Esse rapaz atravessou a rua lendo, foi preciso diminuir a velocidade, parou na calçada e continuou lendo. Paramos o carro bem junto, tiramos várias fotos e ele nem notou.





As ruas já estão esperando o São João e o São Pedro. O prédio onde funcionava a estação ferroviária de Pesqueira
IGREJAS
Catedral de Santa Águeda (em reforma)
Réplica da Catedral de Santa Águeda. Feita por dois irmão, na época com 15 e 16 anos, com caixa de fósforos cheias de cimento. Um dos irmãos é falecido. O outro é arquiteto, deve ter 68 anos. Um dia fui a Pesqueira e conversei com ele, me imaginando o tal jornalista que gosto da forma dele escrever. Foi interessante, daria uma história.
Gravatá dos Gomes - municipio de Poção
Igreja do Colégio Santa Dorotéia
Catedral de Poção
Convento
Igreja no Alto da Serra. Dia com neblina, aproximando com o zoom.
Gosto de bater fotos de Igrejas.
CARROS


ANIMAIS



Passarinho comendo na bandeja na praça de alimentação de Caruaru.