sexta-feira, 30 de abril de 2010

Folhas ao vento
Caindo bailando
Ruas atapetadas

Árvores desnudas
Respirando aliviadas
Galhos esguios e fortes
Braços ao céu

É chegada a hora
Nova etapa de uma vida
Ciclos, mudanças
Fase, renovação
É outono


quarta-feira, 28 de abril de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010




Cato vento
Para sorrir sonhos coloridos

sexta-feira, 23 de abril de 2010


Solto sonhos no ar

Para empinar a vida

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Brasília - 50 anos - Um pouco do muito que vi e vivi e senti....







21 de Abril – Aniversário de Brasília - 50 anos.
Faz um ano que estava lá. Acolhida por uma linda família.
Poderia escrever muitas coisas sobre Brasília, dos seus problemas políticos, econômicos, sociais. Das suas belezas. Mas falar dela é falar de sonhos.

Ela surgiu de um sonho. Alguém um dia sonhou, imaginou, acreditou que era possível. A partir de um sonhador, outros sonhadores foram idealizando, projetando, planejando, construindo.

Todas as cidades teem sonhadores, mas Brasília é a materialização de um sonho. Em todos os lugares existe gente, mas Brasília foi construída por pessoas que acreditavam em sonhos. Acreditou naquele sonho, acreditou num futuro, numa vida diferente.

Em cada obra, tem suor, lágrimas, sorrisos, sonhos, tem a vida daqueles que deixaram vidas para trás, para sonhar e construir sonhos. Brasília é a certeza que o homem pensa o futuro. Constrói no presente, mas se agarra no futuro para existir. Os filósofos, me perdoem, podem até continuar filosofando, mas o homem é um sonhador, e sonhar é pensar no futuro. É se projetar, para continuar vivendo um presente, que nem sempre é tão presente.

Brasília, é muito mais que sonhar é a certeza que se deve acreditar, ousar, arriscar, planejar, projetar e fazer o sonho acontecer. Com ônus (e nessa história tem muitos) e bônus.

O homem, muitos já disseram, não existe sem sonhos. Mesmo que muitos sonhos não aconteçam. Se os sonhos crescem demais, se as dívidas internas e externas se desgovernam. Há de ter valido a pena sonhar e realizar. Falar em sonho é falar dos pós e contras, e não é diferente comigo, nem com esta cidade. Mas Brasília é sem dúvidas, o sonho concreto, o sonho que se realizou.

sábado, 17 de abril de 2010

da série andarilha

Praia de Itaparica - Vila Velha

O sol olhava o dia. Sempre muitas belezas. Eternamente o encanto do dia que fluía. Corria solto por qualquer caminho que decidisse seguir. Tinha segurança nos passos. O dia. Ele, o dia.

Levantava-se com desenvoltura. Deixava pelos caminhos os seus rastros líricos. Inundava o sol da inquietude da vida. Nos passos seguros, os caminhos bifurcados. O dia. Ele, ainda o dia.
O sol apreciava a plenitude daquele ser. Aspirava à beleza do dia. Emocionado, em silêncio, o sol admirava o dia, que seguia com desenvoltura, dia após dia.

quinta-feira, 15 de abril de 2010


“Quando as pessoas falam, ouça com atenção. A maioria das pessoas nunca ouve”
Leio essa frase logo cedo, desta quinta-feira chuvosa. Trago para refletirmos. Talvez eu também não esteja ouvindo atentamente.


Ontem conversava com minha filha sobre o quanto tem me espantado a dificuldade que tenho sentido em conversar ultimamente. As pessoas atropelam a nossa fala, antes mesmo de terminarmos o que íamos dizer. Ela concordou comigo, e até citou algumas passagens recentes. Combinamos, caso uma atropele a outra, na fala, que íriamos dizer uma a outra.


Tentei contar a um grupo de amigas que assisti um filme brasileiro (O Contador de Histórias) muito interessante, que gostei muito. Enquanto tentava contar o filme, uma diz de lá, não gosto de filmes brasileiros, assumo o meu preconceito. Cortou o meu entusiasmo, a minha fala, o meu raciocínio. Será que vinha ao caso naquele momento a qualidade de filmes brasileiro? A conversa pula do filme para outros temas.

Horas depois, tentei falar de um outro filme, Amigos para Sempre. Uma pergunta, você viu em video ou no cinema? Na hora fiquei sem entender a pergunta, o que importava naquele momento. Respondi que assisti em casa. E ouvi – não gosto de assistir filmes em casa. E novamente o rumo da conversa mudou. Não falei do filme.
Falar de viagem, fotografia, lugares bonitos, blog, então nem pensar. É me sentir uma extraterrestre, num mundo de desabamentos, chuvas, doenças, estupros, pedofilia, políticos corruptos, padres com condutas duvidosas e por aí vai.

Ontem estava almoçando e me perguntaram algo, quando fui responder, veio outro assunto, e não respondi mais. Mais tarde toca o telefone era a pessoa me fazendo a mesma pergunta, e já foi dizendo, eu perguntei mas entrou outro assunto.

E o pior que também tenho percebido, que a pessoa ficar calada, olhando para nós, não significa que está nos ouvindo.

As mentes parecem que estão muito inquietas. Pensamentos atordoados, de mentes que não param de pensar, de confabular, saltam atropelando a fala do outro.
Muitos falam, poucos escutam.

segunda-feira, 12 de abril de 2010


Poema do amor louco

Algo escrito dentro de mim
No dia a dia, com a voz que não escuto
Com os olhos que não vejo
Sem sentir as mãos que me tocam
É o poema do amor louco

Tão louco
Que me trouxe a calma
A serenidade
A vontade de viver dia por dia
Sem o ontem, sem o amanhã
Só o hoje

Este é um poema
O único
Que tenho sentido
Rimar
Presença com presença
Mesmo quando a ausência é grande
Quando a distância é enorme
Porque loucamente os pensamentos se pensam

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Quero um beijo.....

Que toque a face
Umedeça os olhos
Inunde a alma

Suave
Que me deixe tonta
Com as pernas trêmulas
E me derrube nos abraços

Doce
Delicioso
Com gosto de quero mais

Salgado
Que me dê sede de mais
Que me deixe suada
Molhada
Emocionada
Que me deixe sorrindo
Leve
Rodopiando
Que me deixe amando
Sonhando
Pensando
Esperando
Desejando
Querendo mais
Quero um beijo
Apenas um beijo......revelador!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Barcos que vi no Espírito Santo


Não posso
Ancorar meus beijos em teus lábios
Nem atracar
Meu corpo ao teu
Navego em pensamentos

terça-feira, 6 de abril de 2010




Pessoas inteligentes me emocionam profundamente. É muito interessante ler alguém inteligente. Conversar com alguém inteligente. A pessoa está ali, visível ou não, mas a inteligência está, é feito um aroma. Vai me envolvendo. Penetrando até os poros da alma. Revolvendo ideias, sentimentos, pensamentos, emoções.

As palavras podem passar para atos. Para fatos. Para a história. Mas é algo mais. É volátil. Talvez porque se misture com a emoção de quem ler/escuta.

É quase uma teia, onde vou ficando envolvida. Uma presa do que está dito, e muito mais do que não está dito, e está latente no outro e na profunda inteligência, e latejando em mim ouvinte, mesmo quando as palavras não possuem um som audível, apenas o som dos pensamentos que se encontraram, que se falam, que se escutam.

Pessoas inteligentes me fazem suspirar. Me transportam e me abraçam. Me perfumam de emoção.


foto - Venda Nova do Imigrante - ES

domingo, 4 de abril de 2010

da série andarilha

Queria tanto lhe ver, e vi você cantando lá no alto. Falava com as palavras que você entende, entoava o seu canto, o canto da alma.

Tocou profundamente uma melodia suave no meu entendimento. Só ainda não entendo a mim. Quisera eu um dia ter tal entendimento.

Estavas ali, tão perto e tão distante. Eu lhe via, fotografava com o olhar, com a escuta, mas você não me via.

O som da sua mente, o que fazia rugas na sua testa, esse som eu não ouvia. Nem nunca você entoará para mim.

Você cantava alto. Seu canto tocava tantos corações. O som se propagava nas lágrimas brandas que escorriam no leito da face.

Tudo seguia um ritual. Você voava de um lado para o outro. Subia nas árvores. Entoava o seu canto e voava de novo. Tão apressado. Tem curtido a natureza?


foto: Praia de Itaparica - Vila Velha

sexta-feira, 2 de abril de 2010

da série andarilha




Continuei a caminhar nos verdes campos, tentava ver aquela casa em algum lugar, podia ter uma visão presenteada pelo acaso...um acaso que os olhos procuravam atentos....o verde estava idêntico, faltava a casa.....faltava você para me mostrar onde encontrá-la.

O verde corria, passavam as serras, o gado...os olhos atentos, nada. Queria ter ouvido um pouco de música, e no embalo da concertina ouvir as histórias do passado que parecem ter ficado naquelas serras. Em qual?

As serras passaram. Eu passei. Não faz diferença se vi você partir apressado. Não importa o que meus olhos viram. Nesse momento apago dos olhos a realidade, as imagens, os sons, a emoção. Fica nas pontas dos meus dedos a imagem do personagem que criei. Esse que me leva a suspirar pela mata verde, pelas estradas longas e sinuosas, ....pelas palavras, pela minha emoção....O importante é a viagem continuar....


foto: Domingos Martins/ES

quinta-feira, 1 de abril de 2010

BLOGAGEM COLETIVA - DIA INTERNACIONAL DO HOMEM - 1º DE ABRIL DE 2010
Um tema tentador...

Praia de Boa Viagem

Pensei ser fácil falar nesse ser.
Até fui olhar os textos que já escrevi.
- os homens do meu trabalho;
- os homens do meu trabalho e a onda verde (nada com a natureza e sim com o viagra do Paraguai);
- homens são todos iguais (o texto está inacabado, eles, confesso, não são todos iguais, por vezes querem a mesma coisa...);
- o que escuto dos homens, principalmente quando danço;
- os homens que convivi e convivo são mais sensíveis e perceptivos do que eu;
- homem só fala de futebol e mulher, mais de futebol que de mulher (isso os homens do meu trabalho);
- homens dizem: mulher é tudo complicada, mulher pensa demais .....será que é por isso que a maioria tem mais de uma, a vontade de entender?;
- um projeto para vivermos num harém (meus amigos homens adoram, minhas amigas abominam a ideia);
- mulheres que falam mal dos maridos, mas não dão e nem emprestam;
- a minha tentativa de me igualar aos homens, começando com a leveza de fazer um trabalho doméstico (comprei um licor, coloquei na geladeira, e toda vez que ia varrer a casa tomava um tacinha....já ia em mais de três tacinha toda vez que pegava na vassoura...chegou o ponto de não poder ver uma vassoura que lembrava do licor);
- homem é um ser que me fascina e intriga;

Uma infinidade de textos, que de alguma forma falam do homem, todos inacabados (os textos), me mostrando a minha incapacidade de escrever sobre o que não compreendo, e que por vezes me dei mal.

Lá se vão 46 anos que convivo com homens, escuto falar de homens, e até hoje não consigo falar deles como eles merecem. Nem de bem, nem de mal, é bom ressaltar.

Uns dizem que é racional, outros discordam.
Tem quem pense ser ele um ser complexo e por isso incompreendido.
Outros dizem que é tão simples, mas tão simples, que tornam-se complexos.
Há quem diga que está em extinção.
Outros defendem que deveria ser extinto.
É um ser que gera muitas controvérsias.
E muitas disputas....(até nos tornam gostosamente putas).
Muitas mulheres dizem viver sem homem.
Mas ainda brigam por eles.
Dizem que conquistaram a liberdade.
Mas esperam cada coisa do ser masculino que me impressiona.
Algumas tocaram fogo nos sutiãs, outras preferem tocar fogo nos "seus" homens.

Eles, confesso, me causam inveja. Não pelo falo, como dizia Freud.
Mas por tantas outras coisas que observo no comportamento. Na forma de lidar com os problemas. Na forma que tornam tudo brincadeira.

Mas também é verdade, que alguns por serem assim, às vezes transformam tudo num caos.

Tudo que eu diga hoje dos homens pode ter uma conotação diferente.
Se falar o lado positivo vão dizer que é primeiro de abril.
Se falar do lado negativo vão afirmar que é primeiro de abril.

E se dizem que nós mulheres só temos o dia 8 de março, e que todos os outros dias são dias dos homens....então todos os outros dias é primeiro de abril?