terça-feira, 29 de junho de 2010

O Governo do Estado de Pernambuco, ao mesmo tempo em que agradece a contínua demonstração de solidariedade que vem sendo dada pelos pernambucanos, brasileiros e até por pessoas de outras nacionalidades à população afetada por essa tragédia, continua conclamando a todos a continuarem ajudando a dar socorro e esperança a essa população.


DONATIVOS PREFERENCIAIS: 
Água mineral 
Material de higiene pessoal 
Material de limpeza 
Alimentos para pronto consumo 
Roupas, agasalhos e cobertores 
Colchões

LOCAIS DE COLETA DE DONATIVOS EM RECIFE 
Quartel do Comando da Polícia Militar no Derby 
Quartel do Comando do Corpo de Bombeiros 


CADASTRAMENTO DE VOLUNTÁRIOS 

DOAÇÕES EM DINHEIRO 
Tribunal Solidário
Banco Real 
Agência: 1016 
Conta 6.023076-2 
CNPJ: 07.730.717/0001-38 


Fonte dos dados: Jornal do Commercio do dia 28.06.10

terça-feira, 22 de junho de 2010



Dizer que o silêncio do outro fala, até acho que fale. Mas não posso dizer que eu entenda, eu nunca entendo.

Para mim fica sempre soando como abandono. Como quem ficou chateado comigo. Como se eu tivesse feito algo que magoei.

É um sino torturante, a badalar meus fantasmas que morreram envenenados pelo silêncio.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Deixo o endereço do blog de Rodolfo que fez um comentário/poesia a partir de umas fotos minhas.

Quando li, parecia ouvir uma pessoa falando comigo. E hoje para minha surpresa ele deu o título que combina com o que eu senti ao ler. Que combina com um momento que vivi. Que combina com o que eu pensei ter tido e não tive - Prudência.


Gosto quando acontece essa interação.

Ele viu as fotos neste outro blog http://diariovirtualmeu.blogspot.com/












Ela e ele

Ela vivia naquela casa, rodeada de todos os mimos, com vários bichinhos de plásticos coloridos. Os adultos davam carinho, ela até esnobava. As crianças, eram suas crianças, ela brincava, dava seus bonequinhos de plásticos coloridos para jogarem de volta a ela.

Ele chegou. Foi achado na rua. Atropelado. Nem latia. Trauma ou sequela do acidente? Chegou magrinho, as costelas aparecendo, andando de banda, a batida tinha tirado ele de eixo. Massagem, remédios, médico, atenção e muito carinho. Ele foi engordando, criando vida. Ensaiou alguns latidos, ainda afônico, desafinado. Mesmo doentinho, o rabo enorme, nunca deixou de balançar.

Foi conquistando a todos. Adultos e crianças. Ela toda desconfiada foi ficando arisca. Até os animais tem ciúmes. Mas dizem que são irracionais.

Ele foi ganhando espaço com o seu jeito malandro. Doentinho e dengoso, mas diria sorridente. Sim o rabo sorria para todos, indiscriminadamente. Com tanto carinho, cuidados e o tempo, já latia, já delimitava espaço. Conquistou os corações.

Luiza, uma menina de 5 anos ao vê-lo apaixonou-se. É tão fofinho. É tão lindo. Ele é um amor. Quero ele para mim. Dizia ela com a voz de criança, ainda mais infantilizada pela ternura e o carinho que escorriam das suas palavras. Perguntada porque ela gostou tanto dele, ela dizia, ele é bonzinho, ele é carinhoso, ele deixa eu fazer carinho nele.

Também entre os animais existe ciúmes. Existe a disputa de espaço. Existe aqueles que sabem conquistar espaço e os que perdem espaço, pela forma carinhosa de ser ou por atitudes ariscas.

(Uma história real, contada pelo meu ponto e vista. Os animais não são meus)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ainda era uma menina quando “se perdeu”, assim diziam na cidade do sertão onde morava. Tão menina, tão frágil, mas foi colocada para fora de casa, o pai a chamou de desavergonhada. Você agora é uma mulher, vá viver sua vida, vá para o mundo, gritando, muito brabo. A mãe apenas a olhava, sem dizer nada, com os olhos cheios de lágrimas.

Maria Madalena, veio para a cidade grande, junto com outras moças que também tinham “se perdido”. Diziam que na cidade tinha emprego, e que elas se achariam.

Chegaram de madrugada, a rua não tinha um pé de pessoa, feito elas depois comentaram com as outras daquela pensão. Todas perdidas. Era a pensão de D. Odete, uma senhora de cabelos vermelho intenso, roupas elegantes, unhas sempre pintadas, sapatos de salto alto.

Quando Madalena chegou, mesmo de madrugada, D. Odete teve a conversa de sempre, que tinha com todas meninas, assim elas se referiam às moças da pensão.

Ensinava como seria a vida ali, o dia a dia, desde os afazeres domésticos, até o serviço a noite.

D. Odete usava a placa escrita logo na entrada para explicar a vida ali – "É dando que se recebe." Sem muitos rodeios, explicava tudo.

Maria Madalena lembrou-se da música que aprendera no catecismo. E nessa nova vida encontrou o verdadeiro sentido, porque até então, não tinha encontrado sentido para o “É dando que se recebe”, porque na vida percebeu que existiam pessoas que tanto se dava, e nada recebia. Em troca só ingratidão.

Agora sim, ia dar e receber.

domingo, 13 de junho de 2010



Assim, de súbito, a emoção desgarrou-se de si e embalada no galope feroz das lágrimas foi. Teve medo, muito medo. Medo de enlouquecer com o turbilhão de lembranças, emoção e carinho. Feito um pássaro especial voou. Feito a flauta doce encantada cantou. Sem amarras, sonhou.
Assim, de súbito, acordou. Viu-se caída, asas coloridas, partidas, o bico trincado. Não cantava, não voava, sonhos depenados.

Olhou o céu azul, imenso, sem bordas. Viu o horizonte fazendo a curva, cheirou as nuvens, beijou o sol. Sorriu. Respirou aliviada.
Assim, de súbito, o chão era rolante. E passou a vida. Subiu e foi. Ainda está indo. Na palma das mãos as raízes seguram as linhas dos sonhos. Nos pés a planta da vida. Os frutos serão colhidos pelo caminho.






sexta-feira, 11 de junho de 2010

A flor

Achei a flor que procurava. Lá no jardim do meu trabalho.
A flor que lembra minha infãncia.


Mamãe teve alta. Obrigada a todos pelas palavras de carinho.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Flores do jardim da minha mãe










Domingo estava passeando nos blogs e encontrei uma flor no blog de Armindo (Flores do Cabo Verde - Hibiscus Rosa - Sinensis) que me fez lembrar a minha infância, o jardim da minha mãe, a comidinha que eu fazia para minhas “filhas”. E fui procurar a flor no jardim da casa dela, a árvore está podada, mas encontrei essas outras flores. Terminou sendo um momento de descontração, de contato com a natureza, de lembranças.

Estas flores foram dadas pelos portugueses a minha mãe e minha irmã. Eles perguntaram que tipo de flor ela gostava. E eu disse, dê uma que ela possa plantar. E aqui estão as flores.
Esta é a flor mais linda e mais delicada do meu jardim. Apareceu bem na hora dos clics. E sentou-se para acompanhar a busca da tal flor.

Minha mãe por um problema de diverticulite foi internada na segunda-feira, está bem.
Me lembrei do trecho da música que diz: "estou tão a flor da pele"

segunda-feira, 7 de junho de 2010




Se um dia você me perguntasse o que fazer com toda a loucura que brota das poesias plantadas, eu diria, planta borboletas e rega todos os dias com um pouquinho de asas coloridas, aduba com imaginação e quando for colher....deixa voar a fantasia no perfume das asas das poesias.

domingo, 6 de junho de 2010

Nas linhas dos lábios
Equilibra-se um beijo
Que quer  voar

sexta-feira, 4 de junho de 2010





Texto da série andarilha de 31.05.09.

O tempo foi passando, foi passando, e eu não via sua fazenda acusar nenhum sinal de vida. Se janelas e portas estavam fechadas, você poderia apenas ter ido passear um pouco.

Mas o meu medo que você não voltasse me deixou angustiada. Um sofrimento de poucos dias parecia uma eternidade. O meu maior receio ainda continua sendo o de dizer mais do que pode ser ouvido. Medo que o trotar do meu coração assuste quando se aproxima da porteira.

Olhar só a fazenda de longe é pouco para o cavalo que gosta de pular cercas e porteiras. Gosta de se deitar na relva. E alimentar-se do capim verde e úmido de orvalho.

A emoção desembestada a trotar é que faz a paisagem tornar-se linda, e ter ventos para balançarem a crina do cavalo.

Portanto, não demore a abrir a porteira da emoção. Preciso cavalgar no seu pasto.




quarta-feira, 2 de junho de 2010

foto: Instituto Ricardo Brennand - PE

Sou sonho e realidade
Lágrimas e sorrisos
Preto e branco

Sou incongruente
Agente de mim mesma
Poderosamente frágil

Sou o sim e o não
A fortaleza em ruínas
A mente em ebulição

Não sei o que espero
Se espero
Vou embalada na inquietação

Sou escuta de muitas vozes
A eterna guardiã
Do meu forte ser

Sou a certeza da conquista
O vão do querer
O sonho com o pé no chão
O olhar atento
Sou razão

terça-feira, 1 de junho de 2010



Destruir é mais fácil e mais rápido que construir.
Principalmente relacionamentos.

Ou se tem estruturas fortes
Construídas com respeito, confiança, sinceridade
Ou não resitirá ao tempo...


foto: Cabo de Santo Agostinho-PE