terça-feira, 28 de setembro de 2010

Lago Alqueva

Maior lago artificial da Europa Ocidental.

Minha palavras quando anoto o que vejo tem sido...belo....belíssimo...maravilhoso...extraordinário....Deixo aqui um pouco do que vi no passeio de barco pelo Lago Alqueva.

Os amigos Carlos e Rosa tem feito mais do que o possível para me proporcionarem o melhor em termos de acolhimento, de passeios, de lugares a conhecer....e para me deixarem com vontade de voltar.

Gostaria de registrar que conheci Carlos através de comentários no blog, com carinho e respeito transformamos o virtual em real. Através dele, conheci Rosa. Quando eles estiveram no Brasil em maio passeamos muito, viajamos juntos, eles conheceram uma parte da minha família. Agora estou a conhecer a terra deles (Portugal-Alentejo-Évora) e  familiares deles.

É possível encontros desta natureza.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Evora / Alentejo / Portugal

Praça do Giraldo
Templo Diana
Aqueduto da Água da Prata

Capela dos Ossos da Igreja de São Francisco
Campos Alentejanos


O primeiro dia em Portugal. Passeio em Évora.

terça-feira, 14 de setembro de 2010



no céu de São Lourenço-MG


Muitas vezes nas minhas conversas comigo mesma, me repito o óbvio, aquilo que já sei e todos sabem. Na vida tudo é opção. São escolhas. E digo: se vou não fico, se fico não vou.

Passamos a nossa vida fazendo escolhas. Quando crianças fizeram por nós. Nem sempre nos agradaram, nos deixaram satisfeitos e felizes. Pagamos um preço por algo que nem queríamos, só porque acharam que era o melhor para nós.

Adultos, vivemos a fazer escolhas, e nem sempre fazemos de forma consciente, ou é o melhor para nós. Fazemos escolhas tomados pela emoção e muitas vezes são catastróficas. Outras vezes são libertadoras e prazerosas.

Se vou não fico, se fico, não vou. Para todas duas pagamos um preço. Vários preços que estão agregados ao preço final, feito fossem impostos embutidos que aumentam o valor a ser pago.

Se vou não fico, se fico não vou. Muitas vezes não fui, e carrego a incógnita do que poderia ter sido. Porque optei por ficar quando queria ir.

Outras vezes fui. E paguei um preço alto, muito alto. Mas tive a felicidade de assumir com consciência que era o que eu queria, e sofri de cabeça erguida, e sofri chorando, dançando e caminhando, mas tirando do sofrimento alegria, aprendendo e vendo o lado bom do sofrimento.

Pago o preço satisfeita quando assumo as minhas escolhas, aquelas feitas por mim e para mim, mesmo que pague o preço do sofrimento embutido, aquele que não estava aparente.

Se vou não fico, se fico não vou.....E a vida acontece tanto ao ficar, como ao ir. Eu é que fico mais satisfeita quando faço minhas escolhas, mesmo tendo perdas, vejo os ganhos.

domingo, 12 de setembro de 2010

da série andarilha




.....vou interagindo com seus personagens
vou saltando de galho em galho da memória
vou sambando na emoção
vou sapateando no tablado do meu peito
ouvindo o toc toc do meu coração

.....vou interagindo com seus personagens
vou chorando lágrimas do passado
vou sorrindo sorrisos de futuro
por libertar vivências tão antigas

....vou interagindo com seus personagens
vou sendo um pouco eles
vou querendo escrever feito você
mas fico aqui com minha emoção dançarina

.....vou interagindo com seus personagens
vou brincando no teclado
vou lá na infância e me jogo no futuro
feito quem brinca de amarelinha
pulando de quadrado em quadrado

.....vou interagindo com seus personagens
e vou....e vou....e vou.....

sábado, 11 de setembro de 2010

Borboleta Cobre

Hoje venho de parceria com fotos e título de Armindo. Gostaria de fazer mais parcerias, mas minhas palavras são voluntariosas, e só surgem quando querem, o último trecho saiu na caxinha de comentários do blog dele, o início foi quando ia desligar o computador.

Lycaena phlaeas- (Vista interior e exterior das asas)
Nikon; Nikkor 105 mm, VR, Micro.
Local: Proença-a-Nova.
 
 
Já vou. Me despeço. Agora posso dormir e sonhar. Vi duas Borboletas Cobre, pousaram em galhos de plantas diferente. Eram lindas. Queria ser borboleta, poderia ser qualquer borboleta. Até aquela amarela que sobrevoa o meu jardim, o jardim que meus olhos alcançam pela vidraça. Melhor ainda ser a Borboleta Cobre, tão esbelta, tão linda, tão rara. Com uma roupagem diferente.
Já fui lagarta. Tive que sair do casulo a pulso. Fui jogada na vida. Mas não sei porque não me tornei uma borboleta. Criei asas. Asas partidas. Não são coloridas e leves e bonitas feitas a da Borboleta Cobre. Mas eu vôo, sabia? Ah, no pensamento sou borboleta, sou beija-flor, sou arara, sou até urubu. Qualquer bicho que tenham asas me encantam, e posso ser um deles. Quando deixo o pensamento me levar na brisa da emoção.
Então já vou. Está tarde. Preciso dormir. Vem Borboleta Cobre.....
 
Cobre com as tuas asas
Os meus sonhos
Vou deitar
Vou dormir
 
Quero ter asas logo mais
Pousa nos meus pensamentos
Com esta leveza e beleza
Uma delicadeza ímpar
 
São tantas cores que te cobre
Oh, Borboleta Cobre
Ilumina de fios de cobre as minhas asas
Para serem maleáveis e condutoras de boas energias
E serei rara feito és tu


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Minas Gerais



Vocês acreditam que fiz a blogagem no blog errado? De vez em quando me acontece isso, e refaço, mas hoje nem paciência, nem a internet está ajudando

Faz um ano que estive em Belo Horizonte e conheci Lu, que não tem blog e é prima do meu amigo que viajamos juntos. E três blogueiros, Ava, Cadinho e Everson.

Minas Gerais é um estado muito bonito, várias cidades históricas, muitas Igrejas, cachoeiras, grutas, garimpos, gostei do verde das serras, parecem que são forradas com tapetes verdes.

Fui olhar meu caderno de anotações, muitas anotações. Algumas vieram ao blog por metáforas. Outras anotações que eram ideias para se tornarem textos e nunca se tornaram.

Encontrei algo assim - ouvir o outro olhando nos olhos (este outro me referia aos blogueiros, que não vejo, mas sinto carinho).....ou ....ver o outro através das marcas históricas das trilhas da vida (ouvir um pouco da história de cada um, das dores, dos amores, dos sonhos, das perdas...) ...ou...Quanto mais viajo, conheço pessoas, convivo, mais me vejo e me descubro muitas.

Cada blogueiro me trouxe experiências diferentes de mim mesma.

Rua de Belo Horizonte - as árvores me chamaram a atenção.
Praça de Belo Horizonte




 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Crianças

Sete de Setembro, praia, sol, céu azul, pessoas de todos os tipos, crianças, muitas crianças. A ordem era não ficar parada. Nada de parada e sim muito agito, muito mar. O progresso que importava era o dos braços e pernas em movimento, olhos atentos. A comemoração era da independência nas areias da praia, na água do mar. Correr, pular, gritar, mergulhar. Nada de construir uma nação, e sim construir castelos de areia. Nenhuma preocupação com o futuro, muito menos com quem descobriu o Brasil, ou quem gritou Independência ou Morte, ali, não tinha às margens do rio Ipiranga, só a beleza do mar e suas ondas, os gritos de alegria, e vida, muita vida.


















A mais fofa, a que me encantou. Sorri com ela.
Enquanto a mãe não via, ela bebia água e ainda lambia os lábios. Várias vezes fez este movimento.


domingo, 5 de setembro de 2010

Domingo, céu lindo, céu que convida a ir à praia. Voltei para cama, e por arte de algum neurônio raciado com extraterrestre, fui transportada para o Arpoador, lá no Rio de Janeiro. De olhos abertos, me via caminhando lá, de olhos fechados sonhei que estava lá...a manhã passou. Queria está lá.
Arpoador - Rio de Janeiro - foto 2009

Acordei mal. O bichinho da saudade, da melancolia me corroia. Senti solidão. Me senti só, muito só. Horrível. Tantas saudades sem ser uma saudade específica. Tantas lembranças. Tantas vontades. Tantos me povoando a mente (alguns de vocês). E o céu continuava lindo,,,e a minha alma assim, contorcida. Então pensei, oh, desgraçada, pega a máquina fotográfica e vai andar, nada que uma rua não cure.
Monumento Tortura Nunca Mais -Recife 05.09.10


Fui bater fotos na Praça da República, das Deusas Gregas. Todos nós temos algo das deusas e dos deuses, já prestaram atenção? E quem encontro lá, uma família do Rio de Janeiro, com aquele sotaque lindo. Aí, aí....eu mereço. Até sai de casa com vontade de chorar bem muito, mas me entreti com tantas belezas, que esqueci de chorar. Tá, confesso, até ensaei um choromingo, mas não saiu foi nada.  As deusas coloco as fotos outro dia, hoje deixo o baobá. Forte, imponente, crescendo em direção ao céu.

Praça da República- 05.09.10´

Rumei para Olinda, um dia de turista num feriadão. E o céu continuava lindo, e o nó do peito se dissolvia. É, e eu conversava com alguns de vocês, não dava para conversar com todos,  não era um comício. Apenas um passeio com aqueles que eu sei que gostaria de tirar fotos, sentar num barzinho, andar nas ladeiras de Olinda...e a saudade até ficou menor. Agora o tamanho da loucura, sei não.


De Olinda olhando para o Recife
Convento das Doróteias
Igreja da Sé

À noite, fui para um concerto apresentado por Carlos Malta na Capela Dourada. Evento paralelo que faz parte da MIMO - Mostra Internacional de Música em Olinda. Mais um lugar bonito, a Capela Dourada é belíssima, e com música para suavizar a cantiga da solidão e das saudades e das vontades...e passou o domingo. Viram como o céu estava lindo?



sábado, 4 de setembro de 2010

Contagem regressiva...

Foto da capa de um livro recebido com a seguinte dedicatória:

“Acreditando, que um dia a virtualidade se torne uma realidade...que a água de coco esteja bem fresca por essa margem...e que o generoso vinho destas terras que a esperam, escorram pelas gargantas alegres dos encontros que nos esperam em tempos futuros.

Admitindo que a amizade se faz de encantamento produzido por pequenos dados na interligação de afinidades, me cumpre afirmar a minha singela amizade perante uma amiga tão generosa e encantadora.”
Seu sempre amigo. Carlos


Carlos, foi por acreditarmos que podemos ir além do virtual, que em maio estívemos juntos no Brasil, e agora serei recebida em terras portuguesas.
Prepara o vinho, o pão, o sorriso (que achei lindo) e o abraço que estou chegando.
Vou conhecer as outras flores do teu jardim, porque a Rosa principal e o Jardineiro   já conheci.

Hoje fui ao teu blog pegar alguns comentários que fiz, e foi brincando, sonhando, imaginando, acreditando....que hoje temos histórias para contar.

"As fotos que tem colocado de Alentejo deve ser um pedacinho do paraíso celestial. São lindas, um encanto."

"Nunca estive em Portugal. .......fiquei com vontade de conhecer."

"A foto da janela está um lindeza. Me imaginei a passear na rua e olhando e fotografando" (Diz a Rosa que a máquina vai, mas vou poupá-la, ela nem precisa reclamar rsrs, porque o Alentejo e outros lugares encantadores me aguardam)

"E você também prepara o prato? Sendo assim acho que vou logo, logo para Portugal"

"Essas receitas me enchem a boca de água, aumentam o apetite, mas como vou comer aí qualquer dia, nem me preocupo em aprender"

E foram muitos e muitos...e agora o coração acelera na reta final....

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Passei o dia triste com a morte de mais um blogueiro - Hod. Uma pessoa que achava muito legal, mas que tive pouca aproximação. Uma pessoa que nunca disse que achava legal. E fiquei triste por mim, por minhas limitações.
Achei este texto que falava de morte, escrito em 09.02.09, data da morte do meu sogro.

Cemitério em Brasília



Uma morte não se encerra por si só. Ali em pé, diante daquele corpo inerte, pálido, sem cor de gente, que estava preenchido pelas mortes, ela observava as muitas mortes que flutuavam naquela sala. Mortes que aquela morte reavivava.

“Não adianta morrer, o teu legado será continuar a viver. Viverás em mim enquanto eu viver”. Assim diz a morte, estampada no peito dela.

Ambiente perfumado. Um cheiro irritante de gente viva em dia de festa. A funerária colocou um negócio pendurado na parede que soltava cheiros de tempos em tempos. Programado para confundir o cheiro da morte. E até espantava os vivos que não suportam tanto aroma.

Outras mortes rondavam aquela mente. Feito abelhas em mel. Beija-flores nas flores. Ou moscas nas fezes. Depende. As lembranças nunca morrem. Adormecem. Revivem. Cheiram ou fedem.

Quantos vivos estão mortos dentro de nós para tentar vivermos em paz?

Mas os mortos voltam. Sejam eles mortos morridos ou mortos matados por nós. Não temos domínio sobre as lembranças. Elas voltam através de um estalo na mente feito a madeira verde que grita na fogueira. Nos fazem arder em chamas.

Somos compostos de lembranças. Passados bem vividos ou mal resolvidos. Pensava ela, em pé, diante da vela que queimava e iluminava as lembranças. Recordações. Não adianta negar o passado. Ele existe. Quanto mais se nega, mas ele volta para assombrar o presente. Basta uma brecha na mente, para entrar o cheiro, o tato, o paladar, a visão e as lembranças retornam feito água de enxurrada. Perambulam pelo corpo. Em sonhos, dores, envergaduras, doenças.

Em pé, no cemitério, escorriam lágrimas , por ela, pelos mortos vivos, pelos mortos mortos, pelos vivos vivos e pelos vivos mortos, que ela tentou matar e não conseguiu, ou que tentaram se matar, mas ainda estão vivos.