segunda-feira, 30 de novembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
Fujo
Fujo dos olhares famintos. Me reservo o direito de morrer sem ser devorada. Invento histórias para sair daquele lugar, daquele olhar, daquele cheiro. Um beijo pedido, uma bomba atômica no peito. Faço malabarismos nos lábios para acertar a bochecha, apenas, e por demais, a bochecha.
Dançar pode ser um prazer, se não escutar vozes que não me interessam o enredo. Nem mãos entrelaçadas a mim, quando não houver desejo. Os dedos entre os dedos é invasão, é quase um estupro de mão.
Quero música e melodia. Rodopiar por sonhos, bailar nos pensamentos. Fujo de tudo que me rouba de ti. Fujo de outros olhares, de outras mãos, de outros beijos. Fujo só. Para me encontrar comigo, e sentir você palpitando dentro de mim, no meu silêncio, no meu quarto, na imaginação e nos desejos.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Gente que é gente
(Jardim Botânico - RJ)
Gente que é gente
De carne e osso
Virtual real, real real
Que toca músicas dentro da gente
Que faz coreografias na mente
Que embala o coração
Ainda tem gente que sabe ser gente
E que me ensina a importância de ser um pouco mais - gente
Gente que toca
Com dedos invisíveis
Com dedos reais e quentes
Com olhar atento
Que dança um dança muito especial
A dança do carinho
Os passos do cuidado
Com a leveza do sorriso
Gente que sabe que para ser gente
Precisa dançar junto
Harmonizar os passos
Lembrar do outro
Que está a frente, que vem atrás
Que está lado a lado
Gente que descobriu
Que sem ter o toque de carinho
Do cuidado, do olhar atento
A dança da vida não flui
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Corredores que passo, e sinto que eles passam por mim
Tem guirlandas nas portas ( Natal se anuncia, e eu ali), luzes no teto
Medos, receios, insegurança caminham lado a lado
Papai Noel enfeita a sala. Os olhos tentando ver os detalhes
Sorrisos, amabilidade, mãos que acariciam o rosto.
Esperança, lembrança, carinho, caminham comigo e me dão força
Gente, ah!, gente enfeitam a sala, os corredores, o quarto, a mente.
Gente que está cuidando de gente, com muito zelo e cuidado.
Podia ter um som tocando, por um segundo pensei. Mas tinha os sons das vozes.
Os sons dos sorrisos que tocavam nas fibras do coração. Harmonizando o ser.
Fazia tempo que não encontrava tanta gente amável, sorridente, atenciosa.
Me impressionou. Me emocionou.
E o meu mau humor da semana? E o meu sorriso?Em quantas vidas interferiu?
Um sorriso modifica vidas. Uma palavra de aconchego abranda dores físicas e espirituais.
O corredor passa. A vida passa. Passa eu.
Não vejo tudo, não escuto tudo, não sinto tudo.
Me sinto acompanhada. Dos presentes e dos ausentes.
Na mente, tenho gente. Escuto, converso. Me sinto tocada.
O telefone toca. Pessoas lembraram de mim.
Me tocam. Tantas formas de carinho.
Vozes que escuto. Reais, imaginárias.
Vidas que se entrelaçam, porque escutam com o coração e olham com a alma.
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texto e poema
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Angra do Reis - RJ
Vários rios e mares correm por minha veias
Embalam o sangue, afogam mágoas
Renascem foz de esperanças
Rios com águas límpidas
Clareza nos sentimentos
Olhares de ver através das águas
No fundo dos olhos
A profundidade da alma
Mares ainda não navegáveis
Barcos navegando águas escuras
Descobrindo portos
Ancorando emoções
sábado, 21 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Quero ser
Poetas dedilham....
Fornecem sons e rimas as palavras
Dão cor, luz, textura
Tocam em cada palavra formando frases
Que sorriem e choram
Gritam, gemem, se contorcem
Poetas sonham...
Imaginam, sentem
Transformam palavras
Percorrem frases em beijos
Acariciam estrofes
Poetas amam...
Palavras e frases
Criam com o poder dos Deuses
Um toque de perfume
Néctar da essência do ser
Poetas tocam...
Acariciam
Deitam-se com as palavras
Fecundam
Parem
Poetas cheiram...
Pontos, vírgulas, exclamações
Sussurram nas entrelinhas sentimentos
Encontram rima
Cavalgam cadências
Acelera e desacelera o ritmo
Poetas emocionam....
Beijam almas
Dão luz aos poemas
Quero ser um poema
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Imaginar não me custa nada
Me solta de mim
Vou galopando o vento
E chego nas raízes do teu cabelo
Bem perto do pescoço
Aspiro o teu cheiro
Te arrepiando
Imaginar só me custa
Delinear a tua imagem
Em minha memória
E tocar-te do meu jeito
Com a tua permissão
Ousada e cheia de vontades
Uma permissão que vem
Junto com o olhar, com a respiração
Com teu corpo se embalando no meu
São tantos rodopios da imaginação
Chego tonta em teus braços
E beijo de leve, e de leve, e de leve....
Ah, imaginação de poderes mágicos
De toques cúmplices
De mentes que se permitem viajar
Fantasiar e se tocar
Me solta de mim
Vou galopando o vento
E chego nas raízes do teu cabelo
Bem perto do pescoço
Aspiro o teu cheiro
Te arrepiando
Imaginar só me custa
Delinear a tua imagem
Em minha memória
E tocar-te do meu jeito
Com a tua permissão
Ousada e cheia de vontades
Uma permissão que vem
Junto com o olhar, com a respiração
Com teu corpo se embalando no meu
São tantos rodopios da imaginação
Chego tonta em teus braços
E beijo de leve, e de leve, e de leve....
Ah, imaginação de poderes mágicos
De toques cúmplices
De mentes que se permitem viajar
Fantasiar e se tocar
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Essa sanidade louca
Aprisionada
Que sufoca a liberdade
O ser
O estar
Essa sanidade imposta
Que aprisiona
Que oprime os desejos
Essa sanidade construída
Moldada
Que enlouquece o ser
Essa sanidade brutal
Estúpida
De uma moral sem moral
Essa sanidade do ser exemplo
Do não dito
Do não tocado
O não exposto
Dilacerando o ser
E tantos certos que são errados
E tantos errados que são certos
Conceitos dúbios
Valores sem valores
Sociedade se desintegrando
O ser esfacelado
Anônimos com crachás
Rostos sem nomes
Olhar vago
E o ser, onde está?
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