sábado, 9 de janeiro de 2010

Não prometo nada a ninguém
Quando se trata de me dar
De me prometer

 
Porque sou feita de porções
Carne, sangue, emoção
Corpo que pulsa
Coração que lateja
Alma que voa

Sou feita de uma matéria desconhecida
Nem eu me conheço
Não tente me entender
Razão e emoção brigam eternamente
Mas quando a emoção me inunda e transborda
Me dou, me entrego
Sem prometer, nem pedir nada em troca
E vivo o certo, e vivo o errado
Mas o errado vira o certo

Só os momentos vividos
Ultrapassando os meus limites
Assustando a razão
Foram os melhores
São lembranças que estão vivas

 
Não prometo nada
Porque é o cheiro que exala de mim
Junto com as mãos que ficam buliçosas
E a água na boca
Que define o quanto de mim terás
Nem eu sei.




 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


Não afunda com o silêncio do mar
Balança, balança
Impacienta-se com o vento frio
Com as ondas inquietas

Aprendeu a nadar com tempestades
Mesmo quando sente a fragilidade bater no casco

01.01.10

 


Os mistérios do amor são sempre muitos
O amor faz badalar os sinos do coração
Traz  novos ventos ao tempo.

 

terça-feira, 5 de janeiro de 2010



Sob o silêncio da lua
Que me sorria e acenava
Mostrando a sua ausência
E o seu silêncio
Explodi em palavras




Se a tristeza me faz escrever
Fico com a alma pulando contente
01.01.10

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Continuando a Série Silêncio. Estou bem. Foi um momento que fez surgir vários escritos.


Foto: Paraty-09


O silêncio do outro desfolha
Arranca seiva dos olhos
Faz da alma uma árvore nua
Vulnerável ao vento, ao sol, a chuva
Ao mar de inquietações
Desestabiliza as raízes

01.01.10

domingo, 3 de janeiro de 2010





Vejo furos na minha barriga. Um furo ali, outro acolá. Imagino que minha barriga poderia se transformar num campo lavrado para plantar flores. Tornaria um campo alado de pensamentos que brotam flores.

No umbigo, ali, central, o centro da vida, plantaria a mais bela. Só para você.

Seria uma flor alimentada por mim, para crescer forte e bela. Para você, só para você.

 








Foto: Recife-dez/09



No meio do caminho
Foi largada
Trilhos de silêncio
Que não levam a lugar nenhum

01.01.10


sábado, 2 de janeiro de 2010



Importa ver você voar



Se precisas de silêncio
Tentarei encontrar junto as minhas vozes
Aquela que possa se ausentar
Para te dar a paz que se faz necessário nesse momento
Visando proporcionar tua felicidade


Se precisas de silêncio
Para pintar as asas dos teus sentimentos
Ficarei o mais distante possível
Para acompanhar o teu processo de libertação


Se precisas de silêncio
Para voar com as asas coloridas
Perfumando outro jardim
Serei a flor muda
Que o teu silêncio tenta silenciar

01.01.10

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010


Foto- Niterói-RJ


Dia um de Janeiro foi um dia parado. O céu estava fechado. O vento não funcionou. As nuvens não abriram.

As árvores assistiam a ausência de cor, a mudez do vento, a paralisia das nuvens.

Um cachorro latia ao longe. Solitário. Talvez inquieto com o silêncio que se instalava no ar.

Na ausência é preferível latir (escrever) o barulho que o silêncio faz.

01.01.10

Foto-Arpoador-RJ

Sentou-se na ponta da ausência para escutar até onde ia o silêncio.

01.01.10