terça-feira, 13 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
domingo, 11 de dezembro de 2011
Impossível ter sobriedade
Depois de beber do teu sangue
Sugar tuas entranhas
Reais ou ficcionais
Pulsa a artéria
Escorre um sumo da alma
Embriago-me
Tonta, esbarro em mim
Me derrubo neste mar profundo
Mergulho sem ar para enxergar
O próximo passo, o próximo nado
Dai-me lucidez
Porque desaprumei mais uma vez
Entortei as linhas paralelas do ser
sábado, 10 de dezembro de 2011
O encontro
Tinha certeza que lhe reconheceria pelo sorriso. Embora algumas vezes ficava em dúvida. Teria você já passado por mim e eu não teria percebido? Pensava, às vezes, tirando a minha certeza que lhe reconheceria pelo sorriso. Onde lhe encontraria? No supermercado do bairro, já que moramos próximos, no Parque da Jaqueira, na Praia de Boa Viagem? Sempre pensava porque ainda não tínhamos marcado para nos conhecermos? Passaram alguns dias que somam uns três anos. E eu sempre acompanhando a sua vida. Você me dizia que estudava para concurso, passou no concurso, aguardou ser chamado, está trabalhando, viajando. Me contou da gravidez da sua esposa, acompanhei os nove meses. Torcendo para o fofo nascer no dia do meu aniversário, mas ele nasceu um dia antes. Os dias passando e o fofo crescendo, as noites acordadas, o choro de madrugada, quandocomeçou a engatinhar, andar, e eu acompanhando e pensando porque ainda não tinha lhe conhecido. Descobrimos que sua cunhada é irmã de uma pessoa amiga e querida. Os dias passavam. Naquele dia, na Praia de Boa Viagem, pensava entre tantos outros pensamentos porque não tínhamos ainda nos conhecido. E assim, não sei como, observo uma criança, olho na direação que ele vai, estas cenas sempre me chamam a atenção, e estava o seu sorriso no rosto daquele pai. E pensei: é ele, é ele. Me aproximei. E o pai de Gabriel Rodolfo sorria. Agora não és mais só Rodolfo, és o pai do fofo. Enquanto falava com você procurei pipas no ar, lembrei das suas lembranças de infãncia, quando chamávamos pipa de papagaio. Naquele dia o céu estava lindo, mas não tinha papagaios no ar. Lembrei do seu texto sobre o abraço apertado, mas nem sempre, nestes encontros, acontecem os abraços apertados escritos nos textos. Foi bom lhe encontrar na praia, sob um céu lindo, curtindo a vida com sua família.
Praia de Boa Viagem - Recife
04.12.11
Blog de RODOLFO
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Não gosto de ver o mar sujo com as oferendas para Iemanjá.
Penso que teria melhor serventia as frutas jogadas no mar, assim como as flores e outros objetos.
E que retornam deixando a orla muito suja.
Se eu fosse Iemanjá, a rainha do mar, não gostaria deste tipo de homenagem.
E não atenderia nenhum pedido.
fotos: Praia de Boa Viagem - dias 03 e 04.12.11
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Dezembro chegou. Você percebeu? Sim, sei que sim. Talvez ele tenha significado diferente para você. Chegou dezembro, tenho percebido as árvores floridas. Algumas estão com luzes. É o Natal se aproximando, o fim do ano. Mais um ano. Este passou tão rápido. Você floriu meus dias, fiquei primavera. Nem sabes, não é mesmo? Teve dias que fiquei triste como você me tratou, me tornei inverno. Deixei cair lágrimas, como se fossem folhas secas no outono. As lágrimas forraram meu solo, esperei novas estações. O tempo passa, mudanças ocorrem, e eu sempre te acompanhando, de longe, bem perto, bem dentro. Esperava as nuvens passarem e brincava de ser girassol. Sabes quem era o sol? Vivi dias de verão. Ah, sol e mar. Eu brincava de pegar fogo. Ardia sorrisos. Brincava de mergulhar. Me descobria. Me incandiei com o teu brilho, fechei os olhos, fiquei silêncio. Brotavam flores amarelas em mim, feito sóis. Só, brincando de girassol. Brinquei tanto de sentir, que o ano passou. Já é dezembro. As árvores estão floridas.
foto: Brasília/2010
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Lembro. Lembro sim. Lembro do meu primeiro sorriso ao te olhar. Lembro como se fosse hoje. E hoje, agorinha, o sorriso sorriu de novo. O silêncio da madrugada está assobiando. Só mais tarde quando amanhecer o dia é que colho o som dos bem-te-vis. Por enquanto o assobio da madrugada escuta o canto dos meus olhos sorrindo. É você desfilando vestido de poesia. Nunca pensei que alguém pudesse viver vestido de poesia, mas você se veste assim, sempre. E o perfume é Poema. Um aroma gostoso se confunde em mim.
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