Se um dia tivesse dinheiro para comprar um barco mandaria pintar flores. Mandaria pintar com a beleza do teu sentimento por ela. Colocaria no mar, e deixaria ele navegar. Mas não sonho em ter muito dinheiro. Nem compraria um barco. Meus sonhos combinam mais com uma canoa. Então, se tivesse coragem, compraria uma canoa e pintaria com flores. Bem delicadas, feito quem pinta uma canoa de porcela. Com flores pequeninas, e a corola-coração repleta de emoção. Mas não tenho coragem. Mas sei sonhar. Ah, sonho sonhos passageiros e sonhos duradouros. Sonho em ter uma canoa de porcela, na minha estante onde guardo lembranças, pintada igual a canoa que é para o teu amor. Enquanto escrevo, surge uma ideia, estas ideias passageiras, que poderia pintar uma canoa. Mas não sei pintar. Sei furtar teus sentimentos. E guardar nas palavras, que se transformam em canoas-fantasias, navegando mares, ares, amares.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
série: o sentir da emoção
Logo depois que escutei a música que você indicou, cliquei na música Carinhoso. Preciso fazer uma pausa neste pequeno conto. Escrevi cliquei só para não mentir. Porque antes havia escrito vitrola, e ia transformar você num personagem, mas não sei ainda fazer estas transformações. Não escuto carinhoso na vitrola, e sim na tela do computador. Este pequeno conto não combina com mentiras, ele pode ser até uma invenção. Ou algo que vem da minha imaginação. Só isso, fim da pausa. Continuação do meu conto. Escuto carinhoso. Antes você me indicou uma música, e me emocionei. Carinhoso combina com a trilha sonora de todos os contos e poesias que escrevi quando meus olhos te acompanharam. Meu coração, não sei por quê, bate feliz quando te vê... Nada mais que a música diga, te diria, não te amo. Nem quero que venha matar esta paixão que devora meu coração, não sinto paixão por você. Outro sentimento me devora. Admiração. Gosto de sentir meus olhos te seguirem. Mesmo que fujas de mim. E meus olhos ficam sorrindo, mas eles também choraram. E então fico feliz, muito feliz. Preciso terminar este conto. Já repeti várias vezes a música Carinhoso no replay, e me repito, em te seguir.
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
série: o sentir da emoção
....e então sigo me emocionando. Permito a cada momento teu me emocionar. Coloco a mão no queixo, vou sentindo os olhos encherem de água, como um copo que transborda. Eu gosto. Não, não me pergunte porque acontece assim quando se trata dos teus momentos. Não, eu não sei explicar porque gosto de me deixar encher de emoção, ficar preenchida até transbordar. Faço deste momentos um ritual. Chego cheia de ânsia. Respiro. E me preparo para deixar a alma ser tocada. E sou. Sempre sou. E então vou entornando lágrimas. E é chegada a hora de deixar as palavras brincarem. Elas escorregam pelas lágrimas.
....e então sigo emocionada. Aliviada. Esperando um outro momento teu.
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domingo, 8 de janeiro de 2012
Ser poeta. Ser poeta quem é? Quem escreve com rimas e métricas? Um sólitario na multidão? Um apaixonado sem ser correspondido? Uma pessoa de alma inquieta? É um apaixonado? Não sei. A vida às vezes não é poética, é um romance inacabado.
Ser poeta. Quem é? Um mentiroso do amor? Um palhaço que faz malabarismo com a emoção? Um inventor de mundos? Um artesão de sentimentos? Um construtor de fantasias? Um lapidador de almas? Não sei. Não sou poeta. Nem de poesia entendo. A vida às vezes não é poética, é um drama.
Ser poeta. Quem é? Aquele que no silêncio da madrugada transforma ruídos em poesia? Aquele que no barulho do mundo tranforma silêncios em poesia? Aquele que diante da vida que pega fogo transforma palavras em águas-poesia? Aquele que diante do mar escuta os murmúrios do espírto? Não sei.
Ser poeta. Quem é? Aquele que no silêncio da madrugada transforma ruídos em poesia? Aquele que no barulho do mundo tranforma silêncios em poesia? Aquele que diante da vida que pega fogo transforma palavras em águas-poesia? Aquele que diante do mar escuta os murmúrios do espírto? Não sei.
Ser poeta. Quem é? Quem destrói a realidade com gritos de poesia? Quem constrói um mundo melhor através da poesia? Quem não enlouqueceu porque vive na poesia? Não sei. Não compreendo está razão que escapa nas entrelinhas. Nem das emoções que jorram das poesias.
Ser poeta. Quem é? Quem sente o imaginário e transforma em palavras? Quem ver imagens nos cheiros da vida? Quem inventa mundos? Não sei. Não sei.
Ser poeta. Ser poeta quem é? Nem de poesia eu gostava. E me encontro enlaçada em encontros poéticos. Abraçada em fantasias poéticas. Apaixonada por prosas poéticas. Encantada com matérias jornalísticas poéticas. Amando contos poéticos.
Ser poeta. Ser poeta quem é? Nem de poesia eu gostava. E me encontro enlaçada em encontros poéticos. Abraçada em fantasias poéticas. Apaixonada por prosas poéticas. Encantada com matérias jornalísticas poéticas. Amando contos poéticos.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
série: o sentir da emoção
Que bom sentir esta leveza que se anuncia. Mesmo que seja momentânea. Mais é uma leveza. Até as árvores lá fora se anunciam sorrindo balanços de galhos. E o sol? O sol está firme nesta caminhada de céu azul. De beira mar. De fauna e flora com cheiros e cores. Um alívio de belezas chega macio. Que bom sentir.
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
série: o sentir da emoção
Olho pela janela e vejo barcos. Sinto a beleza deles. Me fascinam. Eles têm o mar. E eu? Ah, brinco de ver o mar e os barcos. Só isso. Só isso? Claro que tem muito mais, mas lembra que estou falando pouco? Por enquanto estou sentindo as belezas. É muito, considerando que gosto deste fascínio, pelas janelas onde vejo barcos que me fazem voar. E tenho o mar para brincar de sentir.
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Antes, há muito tempo, dizia muito. Era chamada de visceral. Assustava. Incomodava. Agora fico quieta, inquieta, com vontade de dizer muito, mas não digo. Aprendi a controlar um pouco o dizer muito. Confabulo com você, e me calo. Minha emoção conversa com a sua. Então as vísceras se contorcem, deve ser por isso que se chama visceral. Sei lá. As minhas lágrimas quando não pingam para fora, pingam para dentro, e ficam parecidas com as estalactites que se formam nas rochas calcárias. Pelas fendas da emoção pingam lágrimas. Formam cones no meu estômago, pontiagudos, me perfuram. São palavras cristalizadas, impedidas de serem faladas.
foto: Gruta da Moeda - Portugal
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Ano novo, sonho antigo.
Sempre gostei de ler jornais, mas não me dava conta que jornalista é gente. Apenas lia as matérias. Um dia li uma matéria que tinha vida. E li outra matéria que tinha vida, pulsavam as palavras. E li outra matéria que tinha vida, as letras sorriam enquanto eu chorava. Então descobri o jornalista, e descobri que jornalista é gente. Descobri tanta vida em mim, a partir daquelas matérias que tinham vidas. Tinha também a vida do jornalista, em algumas frases, no olhar, na escuta, na forma de descobrir vidas. Os anos se passaram. Começo a descobrir que jornalistas morrem. Aquele jornalista não morre dentro de mim. Mas vai morrer um dia, assim feito eu vou morrer. Não sabemos o dia, nem quem vai morrer primeiro. Mas será que eu não vou conhecer ele, enquanto ainda tem vida dentro de mim?
O sonho mais trabalhoso de se sonhar, é o que se sonha conhecer gente.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Meu presépio, minha vida.
O presépio mais lindo que eu já vi, foi o que eu fiz. O menino Jesus é o Cristo Redentor. Representa tudo que amo. Representa meus sonhos realizados. Representa a minha força de sonhar e realizar. Maria é uma negra de barro de Caruaru. O José é um boneco do Alentejo, que são meus amigos e amigas. O galo é um galo de Barcelos, são todos que cantam na minha emoção. Jesus não está na manjedoura. As manjedouras estão representadas pela Catedral de Brasília, uma casinha do Alentejo e por um Moinho de Vento. O vento move as hélices do moinho, eu movo sonhos e os sonhos me movem. Os três reis magos, são: o mascarado de Triunfo, Santiago de Compostela, e um bailarino Argentino, acompanhado de sua parceira e cúmplice de dança. Os animais são: o boi do Maranhão, um elefantinho trazido de Minas Gerais, um Tuiuiu do Pantanal, um bumba meu boi de Pernambuco. E o Anjo que protege é uma carranca de Petrolina.O bom do meu presépio é que ele me diz dos sonhos realizados, das pessoas que se lembraram de mim, das pessoas que fizeram parte da minha vida, e dos sonhos que sonho realizar. O meu presépio me fala da minha vida, me fala de mim.
Dois mil e doze nasceu muito bonito. Vi da varanda os fogos reluzindo no céu, eram muitos, explodiam, brilhavam, anunciavam o nascimento do novo ano. Mas eu, eu ainda sou a mesma de ontem. Até meus sonhos já estavam escrito desde o ano passado. Tenham paciência comigo, os fogos explodiram, mas eu ainda estou cheia de sentimentos antigos. Um novo ano nasce e tem 366 dias para cumprir o ciclo dele. Mas eu, eu não sei quanto tempo tenho. Só sei que nem dormi ainda e já estou num novo ano. E ainda sentindo todos os sentimentos do ano que passou. Sei que preciso mudar alguns sentimentos de lugar, para dar lugar a sentimentos novos. Mas entre saber e acontecer existe um grande lacuna, diferença de anos. Talvez 366 dias seja pouco para renovar sentimentos. Renovar sentimentos acontece num passo de mágica, não adianta me preocupar. Dois e mil doze já está caminhando, não espera eu mudar. Então, preciso dormir, logo mais preciso acordar para continuar a sonhar. Que em 2012 eu continue sonhando realidades, foi assim nos últimos anos, e tem dado certo.
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