A Feira Literária de Pernambuco esteve mais próxima do povo. Esteve literalmente na praça. Se houve interesses políticos partidários para tal mudança, não sei, não ouvi falar, não li nada sobre o assunto. Embora não duvide, bem sabemos que nada sabemos dos motivos que sempre estão por trás de mudanças desta natureza.
O que percebi, senti, observei é que a mudança trouxe a aproximação da literatura, da cultura pernambucana, nacional e internacional para perto do povo.
Foram palestras, feira do livro, poesia declamadas, músicas.... o povo circulando junto com a literatura, com a cultura.
Imortais das mais diversas academias de letras circulando com os mortais. Mortais de todos os tipos, mortos de fome de ler, conhecer, ver, de serem ouvidos. Até os mortos de fome de comida, de atenção básica nas políticas públicas para a saúde, saneamento, moradia e educação estavam circulando neste evento.
Todos num mesmo ambiente. Palestras pagas, ao preço de R$ 5,00 (cinco reais) e a mesma palestra passando em telão e televisões, num ambiente agradável, de forma gratuita.
Muitas pessoas circulando o dia todo. Observando, pegando em livros, comprando, ouvindo histórias. Teve tendas com atividades culturais para crianças. Famílias com seus filhos num ambiente onde se vivia e respirava cultura.
No meu ponto de vista, na minha análise, acho que foi um grande avanço para Pernambuco aproximar este tipo de evento da população.
Quantos podem ir a Porto de Galinhas? Quantos podem se hospedar em Porto de Galinhas?
Num país com alto índice de analfabetismo, com políticas públicas voltadas para a educação com ações deficitárias, equivocadas, onde as academias de letras estão distante da população, salvo algumas ações pontuais, temos então um evento de literatura valorizando os escritores do estado e trazendo escritores de outros estados e de outros países, com uma proposta de abrir o diálogo e a participação.
Para mim foi um grande avanço, e ficou melhor para que eu pudesse participar. Ouvi o mesmo de outras pessoas. Espero que esta mudança seja definitiva e sempre com propostas de melhorias para aproximar mais e mais a cultura em suas diversas formas do povo.
A música no coração da poesia (e vice-versa)
Marcus Accioly, com César Barreto
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Tem uma homenagem para mim neste blog http://goldinnatura.blogspot.com/2010/11/cais.html
Poema e uma foto que tirei em Porto - Portugal.
Junto com uma foto de Eduardo Poisl
Obrigada Tossan!