O que eu disse que não serve para compor a mim, apagarei.
Vou destruindo minhas pegadas na areia, antes mesmo que o mar venha e as apague.
Palavras, palavras, palavras. De que
serve? Para que serve? Somos contraditórios entre o falar e o agir. Entre o
escrever e as ações. Faz parte da vida. Do ser humano. O equilíbrio da palavra
se perde diante da emoção. A sensatez é um fio descoberto.
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sábado, 26 de janeiro de 2013
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Rastros - 4
A onda vem, vem, vem. A maré está subindo. É lua cheia. Vai ter ressaca. O mar vai regurgitar por todos os poros o que lhe aflige. Vai gritar em murmúrios de ondas altas o que lhe aperta a emoção. Vai se jogar nas rochas. Vai afundar barcos. Vai matar banhistas. Vai afogar as próprias mágoas nos arrecifes. Vai lavar as feridas com água salgada para cicatrizar mais rápido.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Rastros - 3
Vou seguindo o mesmo caminho. Na tentativa de me tornar invisível. Insensível não. Impossível. Ser invisível já custa muito. Mais meus rastros devem ser rastros em areia de praia. A onda vem e apaga. A onda quente de emoção me inunda. Me toma. E sempre enche os olhos. Ou o mar tem muita água, ou os olhos são excessivamente rasos. Me afogo. Me afobo em ficar invisível.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Rastros - 2
Sofro. E vou em busca dos
meus rastros. Encontro tanto de mim naquele lugar. Temos tantas facetas. Somos
tantos. Somos mais que nós mesmos. Nos surpreendemos com a gente mesmo, para o
bem e para o mal. Vivemos como se fossemos muitos personagens, de muitos
capítulos, de muitos livros. De uma vida que às vezes não tem lógica. Lógica e
viver parecem que não combinam.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Rastros - 1
De dentro de mim saem muitos sentimentos, muitos pensamentos, e eu os perco por aí. Um dia ou outro recolho um pouco de mim deixado nas estradas da vida. E que me levam a refletir meus atos, minhas atitudes, minhas emoções, meu comportamento, meus sentimentos. E assim, naquela manhã, de um estação qualquer do ano,que não tinha importância, porque para mim era inverno, me encontrei, jogada num canto qualquer da vida. E estava lá, o que um dia eu pensei, e que naquele inverno provocado por nuvens repentinas, entre as folhas do último outono, me encontrei, me reli: Às vezes não escutamos os pássaros que cantam para nós e nos dizem com carinho bem-te-vi, bem-te-vi...tenho a mania de escutar pássaros que não cantam.
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