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domingo, 10 de fevereiro de 2013





Fui sendo presenteada
Dia após dia
Com o silêncio

Vinha embalado de várias formas
Em papel escuro, não sabia do que se tratava
No outro dia tinha na boca o sabor de saudade
Logo mais ficou com a cor da distância na pele

O silêncio foi indigesto
Me causou alergia
Coçava toda a alma
Ruborizou até a ponta do nariz

O silêncio é furta-cor
Me furta a cor do sorriso
E o sabor dos olhos

Mas foi dado com tanto carinho, imagino
Não precisou usar nenhuma palavra
Para ofertá-lo

Então guardei
Na caixinha de música da mente
Para nunca mais esquecer o som
Que embalava o vazio




sábado, 9 de fevereiro de 2013







No teu silêncio
Surge uma outra de dentro de mim
Que pode ser eu mesma, ou não
Me desconheço, me reconhecendo
Nos traçados profundos

No teu silêncio
Me inquieto
Me surpreendo
Surjo em algum viés
Me felicito
No teu silêncio


Escrito: 24.09.12
Postado no facebook: 03.12.12

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013







No teu silêncio, tudo dorme
As palavras, a alegria, a luz
No teu silêncio, a maciez do nada
Arranha a pele desnuda
No teu silêncio, silente e forte
Arrumo ruídos 




Escrito em 24.09.12 e postado no facebook.
 Agora aqui, para compor a série - silêncio.







quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013







Estou tecendo minhas palavras junto com fios de silêncio
Darei de presente para você
Espero que goste deste trabalho
Os fios de silêncio foram dados por você



Escrito 25.10.11



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013






Sinto saudade de mim
Pelas sensações que você me provocava
Você se foi
Emudeceu
Confiscou minha emoção no seu silêncio





Escrito 29.10.11



quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


Não afunda com o silêncio do mar
Balança, balança
Impacienta-se com o vento frio
Com as ondas inquietas

Aprendeu a nadar com tempestades
Mesmo quando sente a fragilidade bater no casco

01.01.10

terça-feira, 5 de janeiro de 2010



Sob o silêncio da lua
Que me sorria e acenava
Mostrando a sua ausência
E o seu silêncio
Explodi em palavras




Se a tristeza me faz escrever
Fico com a alma pulando contente
01.01.10

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Continuando a Série Silêncio. Estou bem. Foi um momento que fez surgir vários escritos.


Foto: Paraty-09


O silêncio do outro desfolha
Arranca seiva dos olhos
Faz da alma uma árvore nua
Vulnerável ao vento, ao sol, a chuva
Ao mar de inquietações
Desestabiliza as raízes

01.01.10

domingo, 3 de janeiro de 2010



Foto: Recife-dez/09



No meio do caminho
Foi largada
Trilhos de silêncio
Que não levam a lugar nenhum

01.01.10


sábado, 2 de janeiro de 2010



Importa ver você voar



Se precisas de silêncio
Tentarei encontrar junto as minhas vozes
Aquela que possa se ausentar
Para te dar a paz que se faz necessário nesse momento
Visando proporcionar tua felicidade


Se precisas de silêncio
Para pintar as asas dos teus sentimentos
Ficarei o mais distante possível
Para acompanhar o teu processo de libertação


Se precisas de silêncio
Para voar com as asas coloridas
Perfumando outro jardim
Serei a flor muda
Que o teu silêncio tenta silenciar

01.01.10

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010


Foto- Niterói-RJ


Dia um de Janeiro foi um dia parado. O céu estava fechado. O vento não funcionou. As nuvens não abriram.

As árvores assistiam a ausência de cor, a mudez do vento, a paralisia das nuvens.

Um cachorro latia ao longe. Solitário. Talvez inquieto com o silêncio que se instalava no ar.

Na ausência é preferível latir (escrever) o barulho que o silêncio faz.

01.01.10