domingo, 10 de fevereiro de 2013





Fui sendo presenteada
Dia após dia
Com o silêncio

Vinha embalado de várias formas
Em papel escuro, não sabia do que se tratava
No outro dia tinha na boca o sabor de saudade
Logo mais ficou com a cor da distância na pele

O silêncio foi indigesto
Me causou alergia
Coçava toda a alma
Ruborizou até a ponta do nariz

O silêncio é furta-cor
Me furta a cor do sorriso
E o sabor dos olhos

Mas foi dado com tanto carinho, imagino
Não precisou usar nenhuma palavra
Para ofertá-lo

Então guardei
Na caixinha de música da mente
Para nunca mais esquecer o som
Que embalava o vazio




4 comentários:

EDER RIBEIRO disse...

Entender a música do silêncio é não sofrer com ele. Belo poema, Paulinha. Bjos.

myra disse...

embalar o vazio, voce e genial!!!!!
um beijao!!!!

O Sibarita disse...

Pois é, o silêncio... Quem sabe que lá ele não estava fora a trabalho, né não? Aiaiaiai... kkkk

O Sibarita

A. disse...

Nem sempre o silêncio se faz ouvir tão claramente!... E nem sempre se faz tão silêncio, ao ponto de não ser possível ler-se!... O silêncio que se espera, quando o silêncio o aguarda, é recado levinho a flutuar na esperança de não ser interrompido nem apagado!... É como uma confidência que sorri e que, silenciosamente se faz ouvir!... Talvez como o beijo mais silencioso se faz todo de viva voz!...

Bom fim de semana


Abraço