Este texto e o da postagem anterior tem relação. Falam da mesma pessoa, pelo mesmo motivo, a atenção. Um fala da presença e o outro é a ausência da atenção. O interessante é constatar que só valorizamos a ausência ou a presença de alguém pelo valor que damos aquela pessoa. Se ela não significa nada para nós, os sentimentos não são significativos a ponto de nos alegrar ou de nos fazer entristecer e sofrer.
Este foi escrito em 05.02.10. O anteriior em fevereiro de 2012. Dá para perceber que minha emoção ainda valoriza a atenção da pessoa, não é? (sorrisos).
A tristeza me assola. Dói no peito. Dói, não uma figura de
linguagem, dói o peito literalmente, se contorce diante da sua ausência. É sua presença para outras pessoas, e ausência para mim, quando você é tão significativo para mim, que meu peito fica em pedaços. Agora é só uma
figura de linguagem, ele está inteiro, porém doído.
Nada disso importa para ninguém. Nem para você. Você é tão
alheio à minha dor. Logo logo também me alheio a ela. E a dor que dói se
transforma em alegria, é só tuas palavras se aconchegarem em minhas
pupilas, para que o peito doído, fique amplo feito o largo horizonte no
encontro com o mar.
