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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Este texto e o da postagem anterior tem relação. Falam da mesma pessoa, pelo mesmo motivo, a atenção. Um fala da presença e o outro é a ausência da atenção. O interessante é constatar que só valorizamos a ausência ou a presença de alguém pelo valor que damos aquela pessoa. Se ela não significa nada para nós, os sentimentos não são significativos a ponto de nos alegrar ou de nos fazer entristecer e sofrer.

Este foi escrito em 05.02.10. O anteriior em fevereiro de 2012. Dá para perceber que minha emoção ainda valoriza a atenção da pessoa, não é? (sorrisos).

A tristeza me assola. Dói no peito. Dói, não uma figura de linguagem, dói o peito literalmente, se contorce diante da sua ausência. É sua presença para outras pessoas, e ausência para mim, quando você é tão significativo para mim, que meu peito fica em pedaços. Agora é só uma figura de linguagem, ele está inteiro, porém doído. 
Nada disso importa para ninguém. Nem para você. Você é tão alheio à minha dor. Logo logo também me alheio a ela. E a dor que dói se transforma em alegria, é  só tuas palavras se aconchegarem em minhas pupilas, para que o peito doído, fique amplo feito o largo horizonte no encontro com o mar.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012






Meus pés estão nas nuvens. Meus corações flutuam. Depois que descobri meus muitos corações, aceitei as taquicardias, e fico brincando com os corações que batem nos braços, nas pernas, na cabeça, no umbigo...e por aí vão os corações em cavalgadas.

Pulei da cama e chamei Deus para viver mais um dia comigo. Ah, acordei com vontade de conversar com ele sobre Deus. Mas eles estão distantes. E estão tão próximos, estão dentro, nestes corações acelerados. Então decidi escutar Deus. Vi folhas se jogando das árvores, dançando no asfalto. Vi o sol acariciando as copas das árvores. Escutei os bem-te-vis, sei que sempre cito eles nos meus textos, mas é porque eles existem. O céu está azul celeste brilhante. Entendi que Deus me sorria.

Então ele também falou comigo. E aí escutei melhor Deus. Me abracei, me beijei, me cheirei, fiz carinho nas minhas costas. Ele está distante. Por isso me acaricio. Mas hoje, pelo menos hoje, em algum momento do dia ficamos próximos. E eu flutuei.

Lágrimas escorreram. O semáforo ficou vermelho. Sorri. Foi bom o semáforo me lembrar de parar o coração acelerado. Acelerar nos cruzamentos das poesias é inflacionar a emoção. É inflar os pensamentos. É infração grave. É atropelar o dia que caminha lindamente na faixa esquerda do peito. O céu azul me abduziu. E ele, ufa!!!, me emocionou. Tirou meus pés do chão. Estou nas nuvens.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012



Tem pessoas que são inesquecíveis. Até aí tudo bem. Tudo normal. O que começa a ser um problema é que tem pessoas que são lembráveis demais. São essas pessoas que se fazem lembradas, é, se fazem, porque eu estou quieta no meu canto, num cadeira de cinema, na cama da minha sobrinha lendo o jornal, andando na beira do mar, olhando o céu azul, apreciando o sol se pôr, observando o dia raiar, escutando os bem-te-vis e toda turma de pássaros cantarolando, estou vivendo...e lá vem aquela pessoa se infiltrando nos meus pensamentos. Fazendo conecções dentro de mim.
Estava lendo sobre Manoel de Barros, ah, e aquela pessoa, a lembrável,  fez Manoel ficar pequenino. Nela cabe muitos Manoeis. Nela cabe um mundo de conexões. Levantei a cabeça, olhei mais um vez o céu azul em contraste com a flor vermelha, sorri. O lembrável é assim, me faz esticar o olho para o mundo, para a vida. E vai ficando imortalizado na natureza. Ou melhor, vai vivendo na natureza.



quarta-feira, 11 de janeiro de 2012




série: o sentir da emoção


Se um dia tivesse dinheiro para comprar um barco mandaria pintar flores. Mandaria pintar com a beleza do teu sentimento por ela. Colocaria no mar, e deixaria ele navegar. Mas não sonho em ter muito dinheiro. Nem compraria um barco. Meus sonhos combinam mais com uma canoa. Então, se tivesse coragem, compraria uma canoa e pintaria com flores. Bem delicadas, feito quem pinta uma canoa de porcela. Com flores pequeninas, e a corola-coração repleta de emoção. Mas não tenho coragem. Mas sei sonhar. Ah, sonho sonhos passageiros e sonhos duradouros. Sonho em ter uma canoa de porcela, na minha estante onde guardo lembranças, pintada igual a canoa que é para o teu amor. Enquanto escrevo, surge uma ideia, estas ideias passageiras, que poderia pintar uma canoa. Mas não sei pintar. Sei furtar teus sentimentos. E guardar nas palavras, que se transformam em canoas-fantasias, navegando mares, ares, amares.


terça-feira, 10 de janeiro de 2012


 
série: o sentir da emoção

 
Logo depois que escutei a música que você indicou, cliquei na música Carinhoso. Preciso fazer uma pausa neste pequeno conto.  Escrevi cliquei só para não mentir. Porque antes havia escrito vitrola, e ia transformar você num personagem, mas não sei ainda fazer estas transformações. Não escuto carinhoso na vitrola, e sim na tela do computador.  Este pequeno conto não combina com mentiras, ele pode ser até uma invenção. Ou algo que vem da minha imaginação. Só isso, fim da pausa. Continuação do meu conto. Escuto carinhoso. Antes você me indicou uma música, e me emocionei. Carinhoso combina com a trilha sonora de todos os contos e poesias que escrevi quando meus olhos te acompanharam. Meu coração, não sei por quê, bate feliz quando te vê... Nada mais que a música diga, te diria, não te amo. Nem quero que venha matar esta paixão que devora meu coração, não sinto paixão por você. Outro sentimento me devora. Admiração. Gosto de sentir meus olhos te seguirem. Mesmo que fujas de mim. E meus olhos ficam sorrindo, mas eles também choraram. E então fico feliz, muito feliz. Preciso terminar este conto. Já repeti várias vezes a música Carinhoso no replay, e me repito, em te seguir.



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012


série: o sentir da emoção



....e então sigo me emocionando. Permito a cada momento teu me emocionar. Coloco a mão no queixo, vou sentindo os olhos encherem de água, como um copo que transborda. Eu gosto. Não, não me pergunte porque acontece assim quando se trata dos teus momentos. Não, eu não sei explicar porque gosto de me deixar encher de emoção, ficar preenchida até transbordar. Faço deste momentos um ritual. Chego cheia de ânsia. Respiro. E me preparo para deixar a alma ser tocada. E sou. Sempre sou. E então vou entornando lágrimas. E é chegada a hora de deixar as palavras brincarem. Elas escorregam pelas lágrimas.

....e então sigo emocionada. Aliviada. Esperando um outro momento teu.



quinta-feira, 5 de janeiro de 2012





série: o sentir da emoção

Que bom sentir esta leveza que se anuncia. Mesmo que seja momentânea. Mais é uma leveza. Até as árvores lá fora se anunciam sorrindo balanços de galhos. E o sol? O sol está firme nesta caminhada de céu azul. De beira mar. De fauna e flora com cheiros e cores. Um alívio de belezas chega macio. Que bom sentir.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012




série: o sentir da emoção

 
Olho pela janela e vejo barcos. Sinto a beleza deles. Me  fascinam. Eles têm o mar. E eu? Ah, brinco de ver o mar e os barcos. Só isso. Só isso? Claro que tem muito mais, mas lembra que estou falando pouco? Por enquanto estou sentindo as belezas. É muito, considerando que gosto deste fascínio, pelas janelas onde vejo barcos que me fazem voar. E tenho o mar para brincar de sentir.