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sábado, 11 de setembro de 2010

Borboleta Cobre

Hoje venho de parceria com fotos e título de Armindo. Gostaria de fazer mais parcerias, mas minhas palavras são voluntariosas, e só surgem quando querem, o último trecho saiu na caxinha de comentários do blog dele, o início foi quando ia desligar o computador.

Lycaena phlaeas- (Vista interior e exterior das asas)
Nikon; Nikkor 105 mm, VR, Micro.
Local: Proença-a-Nova.
 
 
Já vou. Me despeço. Agora posso dormir e sonhar. Vi duas Borboletas Cobre, pousaram em galhos de plantas diferente. Eram lindas. Queria ser borboleta, poderia ser qualquer borboleta. Até aquela amarela que sobrevoa o meu jardim, o jardim que meus olhos alcançam pela vidraça. Melhor ainda ser a Borboleta Cobre, tão esbelta, tão linda, tão rara. Com uma roupagem diferente.
Já fui lagarta. Tive que sair do casulo a pulso. Fui jogada na vida. Mas não sei porque não me tornei uma borboleta. Criei asas. Asas partidas. Não são coloridas e leves e bonitas feitas a da Borboleta Cobre. Mas eu vôo, sabia? Ah, no pensamento sou borboleta, sou beija-flor, sou arara, sou até urubu. Qualquer bicho que tenham asas me encantam, e posso ser um deles. Quando deixo o pensamento me levar na brisa da emoção.
Então já vou. Está tarde. Preciso dormir. Vem Borboleta Cobre.....
 
Cobre com as tuas asas
Os meus sonhos
Vou deitar
Vou dormir
 
Quero ter asas logo mais
Pousa nos meus pensamentos
Com esta leveza e beleza
Uma delicadeza ímpar
 
São tantas cores que te cobre
Oh, Borboleta Cobre
Ilumina de fios de cobre as minhas asas
Para serem maleáveis e condutoras de boas energias
E serei rara feito és tu


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Gente que é gente

(Jardim Botânico - RJ)



Gente que é gente
De carne e osso
Virtual real, real real
Que toca músicas dentro da gente
Que faz coreografias na mente
Que embala o coração

Ainda tem gente que sabe ser gente
E que me ensina a importância de ser um pouco mais - gente
Gente que toca
Com dedos invisíveis
Com dedos reais e quentes
Com olhar atento
Que dança um dança muito especial
A dança do carinho
Os passos do cuidado
Com a leveza do sorriso

Gente que sabe que para ser gente
Precisa dançar junto
Harmonizar os passos
Lembrar do outro
Que está a frente, que vem atrás
Que está lado a lado

Gente que descobriu
Que sem ter o toque de carinho
Do cuidado, do olhar atento
A dança da vida não flui


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Corredores que passo, e sinto que eles passam por mim
Tem guirlandas nas portas ( Natal se anuncia, e eu ali), luzes no teto
Medos, receios, insegurança caminham lado a lado
Papai Noel enfeita a sala. Os olhos tentando ver os detalhes
Sorrisos, amabilidade, mãos que acariciam o rosto.
Esperança, lembrança, carinho, caminham comigo e me dão força
Gente, ah!, gente enfeitam a sala, os corredores, o quarto, a mente.


Gente que está cuidando de gente, com muito zelo e cuidado.
Podia ter um som tocando, por um segundo pensei. Mas tinha os sons das vozes.
Os sons dos sorrisos que tocavam nas fibras do coração. Harmonizando o ser.
Fazia tempo que não encontrava tanta gente amável, sorridente, atenciosa.
Me impressionou. Me emocionou.
E o meu mau humor da semana? E o meu sorriso?Em quantas vidas interferiu?
Um sorriso modifica vidas. Uma palavra de aconchego abranda dores físicas e espirituais.


O corredor passa. A vida passa. Passa eu.
Não vejo tudo, não escuto tudo, não sinto tudo.
Me sinto acompanhada. Dos presentes e dos ausentes.
Na mente, tenho gente. Escuto, converso. Me sinto tocada.
O telefone toca. Pessoas lembraram de mim.
Me tocam. Tantas formas de carinho.
Vozes que escuto. Reais, imaginárias.
Vidas que se entrelaçam, porque escutam com o coração e olham com a alma.





quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A folha
Esse post foi um comentário do comentário de Tossan
E esse tipo de folha lembra um outro post feito com uma fotografia dele.
 

Uma daquelas folhas me fez lembrar você. Sabe qual é?
Uma daquelas folhas tem influência do seu olhar Lembra?
Nunca me dei conta que ela está em todo lugar.
Na esquina, do outro lado da rua, nas praças, nas praias.
Em cada cantinho do Brasil.
No pátio do meu trabalho.
No meu coração.

Agosto Está ventando muito
Tem mais folhas no chão, muitas!
Tem mais lembranças
Tem uma árvore aqui no trabalho
Vejo quando chego.Aprecio da janela.


Foi batizada de Tossan Tem dias que dou bom dia a ela - “Oi, Tossan, bom dia!” Sorrio (com minha bobagem), e mando energias boas para você (e se eu não disser você nem vai saber) Quando vi “A Folha” no chão Me deu vontade de fazer uma série


Folhas

Além de ciclos, são lembranças
Além de vidas, são saudades
 É emoção
Quando pensei na série
Não pensei em escrever algo triste Muito pelo contrário Mas meu momento me fez escrever assim ( a morte de Yossif) E lembrar das folhas Dos ventos, das lembranças, das saudades, dos ciclos, da vida como um todo
Saiba que você me emocionou em vários momentos Emociona! Me fez escrever Me faz, não é? (sorrisos, olha o tamanho!!!) Me faz fotografar com um novo olhar Me faz sempre lembrar de você Porque carinho não se explica Nem essa relação emoção x escrever

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

As horas vão passando. Focamos muitas vezes nossa atenção em fatos aparentemente sem significados, mas que nos prendem a emoção. Talvez por isso ficamos presos, e vimos e voltamos e nos repetimos.As horas passam. Um dia não seremos mais os mesmos, e o que nos prendia a atenção já não nos prende. E nós podemos ir sem voltar. Ou mesmo voltando, voltamos mais libertos da emoção que nos prendia.As horas vão passando. Dias, meses, anos também vão passando. E nós? Passamos por horas, dias e anos e nem sempre nos desprendemos da emoção que nos prendia.Sei lá, é tão confuso, as amarras da emoção, nos ligando no tempo.
Sou sol, sou neblina
Sou estrela, sou lágrimas
Sou palavras não escritas
Sou também as escritas
Sou a bucha do canhão, sou rosa
Sou espinho, sou perfume
Sou caminhos, sou passos
Sou busca e desencontro
Sou espera e encontro
Sou idas e vindas
Sou braços cruzados, coração ferido
Sou mão estendida, sou abraços
Sou pedaços, sou inteira
Ainda não sei tudo que sou
Nem tudo que posso
Sou humana, sou pedra, sou emoção.



 

domingo, 14 de setembro de 2008

Anjo de luz
Com sua forma de escrever
Descobri em mim
A minha própria vida
Minha força
O sentido da vida
Descobri a mim
Vivi no olho do furacão
Com tantas descobertas
Anjo de luz
Um ano
Muitas mudanças
Várias descobertas

Comecei a escrever em agosto de 2007. Tudo começou quando li uma matéria no jornal. Senti algo diferente, tinha a impressão do jornal vibrar. Depois mais duas matéria em semanas seguintes, a mesma sensação. Muito forte. Quando observava, o mesmo jornalista. Um e-mail para contato. Elogiei. Pedi mais matérias. Ele enviou várias, e eu tendo várias emoções e descobertas de mim mesma. A partir dali minha vida mudou. Eu mudei. Comecei a escrever dia e noite, hoje estou melhor. Criei o blog para colocar o que escrevia. Assim conheci vocês e minha vida melhorou mais ainda. Um ano de muitas emoções, algumas quase me tiram do prumo, muitas descobertas. Está sendo o ano mais maravilhoso que vivi nos últimos cinco anos.

Li uma matéria no jornal
Sem nem abrir a janela
O sol e o mar me invadiram
Várias janelas foram abertas
Lembranças da infância
Retornaram com uma velocidade
Própria da criança
Sem medos, sem pudores, sem receios
Foi o sentimento mais estranho
Mais avassalador
E se não soubesse conduzir
Poderia ter sido destruidor
De mim, das relações
Uma simples matéria
Depois outras e outras
Magia, encanto, admiração
Fui jogada dentro de mim
Forçada a dar um mergulho
Sem preparo
Sem fôlego
Sem esperar
Sobrevivi
Hoje estou aqui
Contando a história
Cantando vitória
Até hoje não entendo
A primeira emoção
O primeiro encanto
E o porquê tudo aconteceu
Sei de toda a trajetória
Que veio depois
Sei dizer onde me perdi
E como me encontrei
Só não sei o que tinha na primeira matéria.
“E a música se fez magia”
Na matéria tinha magia
Minha vida foi transformada
Eu não sou mais a mesma
Hoje toca uma nova música dentro de mim
Música que embala
Que inquieta
Que transforma e move
Música que dá colorido ao sentir
Me faz escrever
Pensar
Sonhar
Desejar
Essa música me leva
Por lugares nunca antes visitado
O mundo do “eu”