Mostrando postagens com marcador natureza de um ser. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador natureza de um ser. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012


série: natureza de um ser


Mar, lindo mar. Sabia que por trás das ondas imensas e revoltas, tem a água que flui em correntes mornas. Água mole. Água que vai e vem. Água fluída. És emoção, mar. E eu sabia que meu receio em chegar próximo procedia. Precaução diante da beleza escondida deste mar, de ser mar. Diante da vontade de mergulhar. E de se permitir ser tragada pelas ondas, pelo fundo encantador deste oceano. Mar, tens tubarão, tens estrelas que brilham, que no fundo, no fundo, estão encobertas em algas de desejos, que se movimentam com vida. Quando arrebatas nas pedras, é um grito de socorro, para ser livre. Porque mesmo sendo mar, nesta imensidão de ser, neste ser de encantar e encantamento, és mar. E estás preso nesta imensidão de água, que flui, e vai e vem. Talvez mar, você queira ser gaivota.




 
para ler outros escritos desta mesma série é só clicar no marcador.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

série: natureza de um ser





Dança a natureza
Uma nova coreografia

Grafia simultânea
Entre dor e ternura

Pintura de paisagens
Gesticulando cores
Um novo compasso

Passos leves de afeto
Sapateados fortes de realidade

Idade, o tempo
Reflexões de uma nova natureza



texto: 01.10.11




segunda-feira, 3 de outubro de 2011

série: natureza de um ser


Observo a natureza que se apresenta
Carregada de lirismo
Onde antes era ódio, revolta, criticismo

Caminha a natureza mais leve
Sem perder o peso
Da reflexão e da consciência

Se antes folhas de chumbo pesavam na alma
Hoje leves folhas de outono flutuam
Sem perder a densidade
Nem as nervuras
Nem os orvalhos das lágrimas

sábado, 1 de outubro de 2011

Série: natureza de um ser



O outono permeia o tempo
As folhas das páginas da vida
Amarelam o verde de outrora
As árvores emudecem nuas

Os galhos secos dos verões passados
Não ferem a minha alma despida
Em tuas mãos resta o cheiro da primavera
E em teus olhos os ventos de outono

Amenos ventos abraçam as minhas folhas
Sem ser rude me sopra cantos de passarinho
Será mesmo uma nova estação?
Me resguardo nas surpresas dos tempos incertos



27.09.11