segunda-feira, 3 de outubro de 2011

série: natureza de um ser


Observo a natureza que se apresenta
Carregada de lirismo
Onde antes era ódio, revolta, criticismo

Caminha a natureza mais leve
Sem perder o peso
Da reflexão e da consciência

Se antes folhas de chumbo pesavam na alma
Hoje leves folhas de outono flutuam
Sem perder a densidade
Nem as nervuras
Nem os orvalhos das lágrimas

6 comentários:

Tatiana Moreira disse...

O peso das folhas se dará pelo que nós adubamos a árvore dos nossos sentimentos.
Que os bons ventos tragam folhas novas em uma boa estação!
Um abraço carinhoso

mfc disse...

A Natureza nunca desilude!

Ilaine disse...

"... os orvalhos das lágrimas!"

Folhas flutuam. Outras nascem. Os ciclos que se movem.

O que escreves é sempre lindo. Sempre profundo. Ah, minha querida! Este seu universo.... Grande beijo!

Everson Russo disse...

A natureza é leve ao olhar, e implacável no existir, num mesmo momento é calmaria de sol, no outro tempestade e inquietude,,,como é o amor...mas nada se movimenta sem o toque fiel do Criador...beijos de bom dia pra ti querida...

Rui Pires - Olhar d'Ouro disse...

Lindo!!!
Parabéns Paula!
Bj

Memória de Elefante disse...

Paula!

Nada é impossível no processo do qual estamos inluídos como as árvores na floresta e as conchas na areia: transformação, não deterioração, soma, não redução, milagre cotidiano, não crueldade implacável.

Muito bonito!
Um beijo