terça-feira, 31 de março de 2009

Museu do Trem - Curitiba


Teve uma época que andei nos trilhos.
O trem só seguia em frente. Sempre cheguei. Poucas emoções.
Outra época, decidir descarrilhar o trem.
Foi a melhor época. Muitas emoções.
Depois decidi ser os trilhos.
Nenhum trem passou. Nenhum apito. Nenhuma emoção.
Atualmente. Decidi ser o maquinista.
Algumas vezes andarei nos trilhos. Outras não.
O trem que guio agora faz voltas. Anda de ré. Anda em vários trilhos. E por vezes seguirá descarrilhado.
Como será? Não sei.
Mas penso que bom vai ser no dia que deixar o trem andar sem maquinista. Nem que seja por uns dias. Sei lá..... (às vezes cansa andar nos trilhos, ou ser o maquinista.......)
Passeio de trem pela Serra do Mar - Curitiba
(o trem parado pode ser lindo, mas poder trilhar novos caminhos é que faz a vida vibrar os trilhos, penso.)
 

53 comentários:

JC disse...

O texo que publicaste, relata de uma forma e descreve na perfeição as várias fazes da nossa vida.
Umas vezes mais certinha, outras nem por isso, mais ao "sabor do vento". Coo sempre cativantes os textos que publicas.
Beijinhos

Olavo disse...

Belo texto..
Também ja fui o maquinista nessa vida...ja fui trilho..e assim fui..
o importante é que de todas elas tirei lições importantes.

Não tc mais não??
Beijão

Elcio Tuiribepi disse...

Oi paula, andar nos trilhos é perigoso, o trem vem e "pimba" na gente...rsrs
Brincadeiras a parte, um belo escrito que fala sobre liberdade, o poder escolher os caminhos, as paisgens a serem trilhadas...
Não visitei ainda o blog do Rangel, mas o do Dauri conheço, e lá com certeza fazemos ótimas colheitas também, admiro a forma como ele escreve, talento puro, deveria lançar um livro, mas nem falo nada, já sei a opinião dele sobre isso, embora eu discorde dele...Boa semana Paula, ainda na correria, para variar...
Um abraço na alma...

Codinome Beija-Flor disse...

A gente precisa mesmo aprender não andar muito na "linha" qua às vezes o trem para pela gente e a gente nem percebe, só vê depois o estrago que ele deixou.
Seja mesmo maquinista, puxa a dordinha do apito, vamos ouvir o som d vida ... piuiiiiiiiiiiiiiii
Bjos

Bruna Isidoro Sampaio disse...

Ai que vontade de descarrilhar Mundo a fora!!!
Grande beijooo

Everson Russo disse...

Nessa vida louca é bom de vez em quando sairmos dos trilhos sim, outras ser o maquinista e comandar, ser passageiro e reclamar, mas tem uma outra muito interessante tambem a se ter...andar pelos trilhos na direção do trem, de vez em quando é bom correr perigo tambem...rs...pode parecer loucura, mas é bom, principalmente se esse trem for o de Cazuza, um trem para as estrelas....muitos beijos e uma linda terça pra ti...

Branca disse...

...às vezes é bom sair do rumo, tomar caminhos diferentes mas completamente livres, sem amarras, um verdadeiro 'deixo a vida me levar'!


Gostei muito do post! Boa semana pra vc...bjo!

A menina do mundo roxo! disse...

Eu me emocionei muito quando li o post. Eu gosto de ter fortes emoções na vida como andar de trem! Eu adoro, sentir o vento sobre o meu rosto, e o cheiro da natureza! Tá lindo seu blog viu?!
Beijão

Simples Assim... disse...

Sabe o que acho? Que o que define essa andarilha não é o personagem que ela representa no momento, se é trem, trilho ou condutor, mas a forma que encara qualquer uma dessas funções. A sua ânsia de explorar o caminho, a caminhada, as descobertas do mundo a sua volta, os mergulhos dentro de vc mesma, é isso que te define. Essa maleabilidade, essa oscilação de papéis já é um sinal disso. Por que ser um só se podemos ser tantos e de tantas maneiras? Por que não explorar cada potencialidade, jogar luz em cada cantinho obscuro? Por que não se aventurar?

É essa sua coragem discreta, que não fica alardeando suas façanhas aos quatro cantos, que apenas vive e sobrevive aos percalços mantendo uma certa doçura no olhar, é isso que gosto tanto nos seus textos. Justamente por isso venho seguindo os passos da andarilha, sejam eles dados na areia, nos trilhos ou nas nuvens.

Bjs !!!

Paulo Palavra disse...

como assim sem maquinista?
a gte tem sempre que ser o maquinista... sempre ter o controle. ainda que, no controle, nos descontrolemos (de propósito, ou não).

Uma aprendiz disse...

Lindo mesmo.

Me emocionei.
Parabéns pela escolha.

um grande beijo, amigaaa

Milady - Ainda sem Blog disse...

PAssando, dizendo um oi... tô viva, amando!!!

Sem blog, mas com uma cara metade, aliás com uma cara inteira!!! volto ainda esse ano! mas aviso!!!

Beijos´!!!!

Tatiana disse...

Eu simplesmente adorei o seu post!

Pois quem de nós nunca se sentiu assim?

Que seus caminhos sejam belos...assim como a beleza que encontrei aqui em suas palavras!

Beijinhos

Cleo disse...

Tão bom ser livre e escolher o próprio caminho, ser o condutor ou deixar-se conduzir, andar dentro ou fora dos trilhos. Post lindo, adorei tua viagem, ainda bem que não trocastes o post não.
Beijos com carinho
Cleo

carissa disse...

Gostei muito do seu texto.
Muito inspirador.

Bjs!

DE VEZ EM QDO VENHO AQUI disse...

qm anda no trilho corre o risco de ser atropelado pela vida, prefiro voar como a borboleta, leve, sem amarras, levando comigo a delicadeza de cada instante,
belo post, belas fotos!!
bjs Paula, tenha uma ótima semana!!!

rui disse...

paula.....olhe o importante nao é o meio de transporte.... mas sim chegar ao destino que nos proposemos..... cada pessoa seguirá
o seu trilho..... e vai depender de cada um se nao descarrilha......

um beijo fique bem..........

trilho penso que é (caminho..destino...obejctivo..
percursso..... foi assim que pensei

boa noite
Rui

Márri disse...

Ei Paula,

Ando tão fora dos trilhos,
o tempo tem sido o único alimento...

Tempo das profundezas,
meu guia, orixá,
o Deus das minhas horas,
Minha morte e cura...


Um abraço e feliz tempo de maquinista, como também feliz seja seu tempo de desmaquinar...

Franzé Oliveira disse...

Quando eu era menino, faz tempo (risos). Viajei de trem. Morava perto da estação e gostava de ver chegar e parti. Lembrança boa de menino. O barulho típico, saudade. Me fez lembrar coisas boas.

Bjos com ternura.

Maria Dias disse...

Oi!

Amei este trem colorido!Adorei a idéia do trem sem maquinista(só a emoção te guiando).Vou tentar visitar as tuas paradas(os links)e levo comigo minha malinha azul!rs...

Beijinho!

Naty e Carlos disse...

ola passei para conhecer teu cantinho e adorei parabens.
bjs naty

byfranzao disse...

Reflexivo......gostei

Garota Misteriosa disse...

Verdade, as vezes acontecem tntas coisas qe dá vontade de deixar a vida seguir teu rumo, sem dar palpite...Mas isso sempre nos traráconseguencias, daí que é necessário estar sempre nos guiando, para que assim possamos diminuir as curvas erradas da vida.

Lindo texto.

Sobre a Hora do Planeta, que pena mas fica assim não, ainda está em tempo, busque diminuir pequenas coisas do seu dia a dia que tu já fará alguma coisa, como economizar a água, a luz...pesquise e veja onde vc pode contribuir para o mundo e para vc mesma:)

Bjões da Brenda

Dois Rios disse...

Pois é Paula, é a (nossa) vida e as suas tantas etapas. Anda, para, descarrila, pega um atalho, desvia, vai, volta e assim prossegue. Umas vezes sobre os trilhos e outra vezes descarrilada.

Beijo,
Inês

PreDatado disse...

Um estilo de texto que adoro. Colocar-me nos componentes, ser o todo por partes, sentir e viver cada uma. Sem maquinações.

[ rod ] disse...

Intenso e real... qto lirismo ao som da maquinária estação. O trem não transporta só pessoas ou cargas... transporta emoção pura a brisa da serra...

Um beijo moça e,




Oh, NOVIDADE NO AR:

O dogMas visita o blogue Quase 3.0 HOJE com o post inédito MEMÓRIAS...

Vai lá ler o que escrevi.


http://quase3ponto0.blogspot.com/

tossan disse...

Descarrilha
maria fumaça
sai do trilho
viaja sem destino
sai da frente
trepas nos beirais
fique nas pontas
e não na boca
do túnel

Beijo Paula,
se fores numa
festa, não apenas vá,
te convides também.

Pelos caminhos da vida. disse...

Belas palvras inspiradoras.

Ah...me bateu uma saudade de outrora qdo viajava de trem.

beijooo.

Ademerson Novais disse...

Adoro sempre que posso vir aqui e ler teus escritos...navegar em tuas emoçoes que compartilha de uma forma tão facil com a gente..com o que lêem...

E viajar...e ser um trilho...o trem..o maquinista.....ou simplesmente deixa-lo flutuar....tenho muito passos a dar...muitas estradas a caminhar...mais fico muito feliz quando alguem conta a historia de suas caminhadas...

Bjs e parabens

Ademerson Novais de Andrade

FRAN "O Samurai" disse...

Oi Paula!

Saudades!

Entre andar nos trilhos e fora deles, eu sou bem modesto, gosto de andar na linha, emoções diferentes são boas, mas as vezes sair dos trilhos demais, faz a gente não ter como voltar a trás...

Melhor viver como maquinista ou como passageiro, mas é sempre bom andar nos trilhos da vida.

Beijos.

Pelo menos eu sempre tenho um destino a chegar...

Avassaladora disse...

Paula, querida, o melhor é descarrilhar...rs
É quando vivemos nossas mais fortes emoções!

Serra do mar... Que delícia... Tenho uma foto quase identica a essa... Paranaguá, onde o mar nos espera... Viagem de emoções fortes! Grandes e doces lembranças!
O passado guarda tantas recordações...
Hoje vc puxou por tantas com esse texto!

Beijos e carinhos!

Bandys disse...

Paula,
Eu sempre pego o ultimo vagão do ultimo trem e vou pra o infinito, rsrrs, coisas de mudanças.Voce esta certa...sempre procuro mudar
beijos

Nanda Assis disse...

adoro sua criatividade de usar a vida com as coisas dela. amo muito vc e seu blog.

bjosss...

Dani M. disse...

Oi Paula. Adorei o texto. Fico nesse dilema as vezes, de conduzir ou ser conduzida. As vezes sinto como se estivese sempre a deriva, sem saber exatamente para onde estou sendo levada. Como ser o maquinista? como ter o controle da situação? E, as vezes, é bom ser só espectador mesmo, ficar vendo o trem passar, hahahahaha...
Num tô falando coisa com coisa né? deve ser a saudade. Como vc não sabia desse show? eu que moro aqui no Maranhão ouço falar dele a um tempão. O marido foi sem pensar duas vezes, hehehe...
Um dia apareço aí pra conhecer sua terra também.
Abraço Paula. Volta sempre lá no A Louca da Casa.

Dani M. disse...

Oi Paula. Adorei o texto. Fico nesse dilema as vezes, de conduzir ou ser conduzida. As vezes sinto como se estivese sempre a deriva, sem saber exatamente para onde estou sendo levada. Como ser o maquinista? como ter o controle da situação? E, as vezes, é bom ser só espectador mesmo, ficar vendo o trem passar, hahahahaha...
Num tô falando coisa com coisa né? deve ser a saudade. Como vc não sabia desse show? eu que moro aqui no Maranhão ouço falar dele a um tempão. O marido foi sem pensar duas vezes, hehehe...
Um dia apareço aí pra conhecer sua terra também.
Abraço Paula. Volta sempre lá no A Louca da Casa.

Pena disse...

Linda Amiga:
O seu valor pessoal, social e humano, dentro dos trilhos ou fora deles, delicia e maravilha.
Um post perfeito com uma mensagem de pura significação de um sentir sincero, sentido e profundo.
Agradecido, pela visita
Beijinhos de imenso respeito.

pena

OBRIGADO pela sua linda amizade.
Uma Páscoa feliz junto dos seus.

Everson Russo disse...

Vindo trazer meus beijos carinhosos e desejar a voce um lindo dia em paz e poesia...

Inside Me disse...

andar sempre na linha às vezes cansa... mas é típico do trem, e nossas vidas tem hora q sobem morro acima e descem tb, rs, precisamos nos adaptar. bjocas

Pelos caminhos da vida. disse...

Ao nascer de mais um dia, tudo é lindo e maravilhoso. O caminho que se prossegue, a verdade que se faz presente e a vida que se expressa são os dons da plenitude Divina.

Bom dia Paula.

beijooo.


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Pelos caminhos da vida. disse...

Ao nascer de mais um dia, tudo é lindo e maravilhoso. O caminho que se prossegue, a verdade que se faz presente e a vida que se expressa são os dons da plenitude Divina.

Bom dia Paula.

beijooo.


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Daniel Savio disse...

Belo texto, mas temos uma incrivel qualidade, pois podemos mudar as nossas opiniões e melhor de tudo que podemos curti-las...

Fique com Deus, menina Paula.
Um abraço.

Cotovia disse...

...o importante é navegar, com o comando ou ao comando dos outros, pouco importa. Parar é MORRER!


Belo texto

F. Reoli disse...

O trem sempre acaba por encontrar as montanhas azuis... beijos!

Amarísio Araújo disse...

Paula,

Descarrilhar,às vezes,é inevitável,
é um destino de certos trens e seus maquinistas.E a vida costuma exigir de nós um pouco de cada coisa:ser trem,ser maquinista,ser trilho.
Adorei o texto.Fez-me refletir sobre a condução do trem da minha história.

Beijos carinhosos.

Anônimo disse...

Paula, nunca troque seu post, por outro de outra pena, a sua escrita é inolvidável é poesia mesmo na prosa... quem não tem a tentação de descarrilar, de mudar de trilho... sair da linha, todo o ser humano, tem essa tendência natural de viver a vida de cortar a corda que o trava.

Beijo de um Alentejano.

Jardineiro de Plantão disse...

O Alentejano acima, é boémio, sonhador, pela vida apaixonado.

Rsss

Vilminha disse...

Querida amiga, PRIMEIRO DE ABRIL. KKKKKKKKKK BEIJOS.

Diego disse...

"Minha vida é andar por este país..."

Blue disse...

Oi! Andamos nos trilhos... Os trilhos nos levam a lugares as vezes conhecidos, noutros a serem explorados. A vida é um trilho sem fim. E não podemos descarrilhar! Bjs

lugirão disse...

Muito bom teu post, metaforicamente já fui tudo de trilho a maquinista.

Na real, nunca andei de trem, tenho curiosidade de saber como é.

Beijos

mundo azul disse...

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As palavras de despedida são sempre tristes, mas, as fotos me deixaram feliz... É Curitiba, a minha cidade!


Obrigada por posta-las!!!


Beijos no coração...

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Sol da meia noite disse...

Gostei muito de ler.
Quando se anda nos trilhos, quando tudo é por demais perfeito, tanta coisa se perde e a tanta outra se renuncia.

Um beijinho *
:-)

O Sibarita disse...

Ô dona maquinista! kkkk Alivie, viu? kkkk

Eu nunca vi quem anda fora do trilho se dá bem, no inicio pode até ser, mas, sim, mas, depois... kkkkkk O bicho pega! kkkkkkk

bjs
O Sibarita