segunda-feira, 11 de maio de 2009

Brasília 2009. Um novo século? Anteontem, passado, muito passado. O hoje ainda mal passado. Sangrando o peito. Espanto, preconceito, julgamento, maldade. Indiferença, incompreensão, insensibilidade, não e nãos, a mão fechada, o olhar partido, o rosto virado. O vento frio, os olhos úmidos. Os silêncios, dos Marcelos, dos Rangeis, dos Silvios, das Marias....dos bem-te-vis. Do concreto, eco, eco...a ranger no peito. Brasília 2009. Retas e curvas. Modernidade, ousadia, coragem, liberdade O colorido dos azulejos de Athos Bulcão. O branco de Niemayer. O sonho de Juscelino. O planejamento de Lúcio Costa. O meu eu. O sonho, o planejamento, a ousadia, o voo, a força, os pés no lugar das asas. O acolhimento dos Bergamaschi. Os abraços dos Cíceros, Paulos, Diegos, Mauros dos muitos Severinos. Brasília, abril. A mente, os olhos, a alma. Fechou a admiração, a comunicação, o coração, a emoção. O silêncio do eixo monumental num domingo de manhã, flores coloridas, céu azul, sorrisos. Os sons variados do eixo monumental perto da rodoviária às 18 horas dos dias da semana. Gente, vida. A vida passa. Os sons dos nãos e das ausências atropelam a faixa limite entre a serenidade e o desalinho do ser. 2009 possibilidades de ver Brasília, ou muito mais. De se ver. Gente que vai e vem. Olhares que se cruzam. Eu e gente que vai e que vem. Sem o olhar. O côncavo e o convexo. A amplidão do céu azul. A negritude da chuva por cair. Nos olhos o solo vermelho. No sangue a emoção borbulhando. O mundo a desabar em mim. O eixo a segurar. As asas norte e sul me dando chão para caminhar. Por mim. Brasília, 2009.....um não deixando a umidade dos olhos relativamente alta, um não ressecando a emoção...um não, um não, um não......chão, solo, emoção......muitos sins, sinos a tocarem em mim.

17 comentários:

Everson Russo disse...

Fiquei meio perdido, alias como sempre, mas diria que o silencio muitas vezes nos diz muito, muitas vezes ao deparar com ele é que refletimos tudo que precisamos, o silencio nos dá a oportunidade de observar, de sentir e de ser...milhoes de beijos e muito silencio em uma semana cheia de amor e muito carinho....

Everson Russo disse...

Esqueci de citar,rs,,fiquei meio perdido pelo silencio ter nomes...rs...rs..beijos

•.¸¸.ஐBruneLLa França disse...

Nossa! Que viagem, que pmergulho profundo em Brasília. Que intensidade de sentires e de palavras que arrebatam!

Beijos e borboleteios

Mai disse...

Existe um lugar onde todas as viagens, todas as experiências, todos os sinos repercutem, soam, sonoros sinais...
Existe um lugar onde os silêncios são sonoros e soam como sinos, sinalizando a indiferença dos homens e acentuando a nossa solidão.
O Coração é um desses.
Existem lugares em que os sonhos de homens tornam-se reais em concretude. O sonho e o pensamento faz-se, na ação, Obra.
Existem lugares em que os arquitetos erigem a sua Arte em concreto.
Brasília é um desses.
Existe um lugar em que a palavra escrita, significa a emoção guardada no coração dos homens.
Na arqueologia do coração humano, vamos encontrar tudo isto que está neste teu texto, Paula.
A beleza arquitetônica de um lugar, a frieza de concretos-homens, a aridez do indiferente silêncio... E os nomes, os variados nomes que personificam isto que é a natureza humana.

Teu texto é vida, vida vivida no chão de Brasília.
O sim e o Não. O som e o silêncio.
Os sinos, os sinais.
Os sinos chamam, avisam, comunicam.
Em Brasília - os poderes.
Na vontade de poder, sempre haverá opressão.

Qual é teu poder, Paula?
Onde está a tua liberdade?
Onde teus limites?
Que 'Não', que 'silêncio' é bastante para te impressionar ou paralisar?
Tu és muito, muito mais.
Beijos, querida.
Fica bem.
Carinho,
Mai

Paulo Palavra disse...

mãe virtual, parabéns pelo seu dia!!
beijo!

Blue disse...

Brasília dos mil encantos,
da Andarilha que em seu chão pisou e passeou.
De alguém que muito sentiu,
um não que deixou seus olhos em lágrimas!

Brasília do Presidente e todos os eleitos,
que tanto prometem mas ficam nas promessas.
Quem sabe um dia eles também terão que ouvir um não,
e aí será a voz do povo dizendo bem alto:
chega de tanta corrupção!

Beijos

Avassaladora disse...

Paula e suas metáforas... Se foi não em vez de sim, talvez seja a mão de destino...
Por mais que não queiramos acreditar no destino, ele está sempre a nos pregar alguma peça...
Vc sempre a arranhar o coração, até sangrar...

Beijos e carinhos!

Linda semana!

~ Marina ~ disse...

Viajei...Brasília...lágrimas e vôos...

Obrigada!

Beijos! }}}

Jardineiro de Plantão disse...

Sigo... não comento... meio cansado deambulo... leio... a escritora se mostra... logo se esconde... a poetiza mostra a alma...esconde o jogo... carrega nas emoções e eu leio... não comento... meio cansado deambulo pelas palavras. Agora a escriba desabrocha que nem flor em Primavera, não resisto e comento... só que não sei comentar... não sei o que escrever, tantas as entrelinhas da escritora... as frases estão lá... tantas as emoções sentidas... tantas, que me deixam ver as vivências da escritora. Leio o que escrevo... e vi que continuo... continuo deambulando sem comentar.

Beijo

caurosa disse...

Minha cara amiga Paula Barros, eu também aprendi a ver Brasília de vários ângulos. Meu filho foi para lá em busca de novos horizonte, de certa forma eu também fui junto.

Muita paz e harmonia,

Forte abraço

Caurosa

Leo Mandoki, Jr. disse...

..sabe...a alma do viajante não sofre de melancolia nem de saudade...pq o viajante parte sempre sem olhar para trás e tem sempre a convicção de q um dia ele volta....
beijos

Diego Gonçalves Amaral disse...

Buenas nova amiga, sou do Tri Buenas, e gostaria de deixar aqui a seguinte mensagem, gosto de gente que pensa e que interage com os posts, portanto minha casa está aberta a te receber e fiquei muito contente com sua participação!

Brasília só conheço de famas e histórias! Agora um pouquinho mais através dos teus olhos!

bj e obrigado!

Maria Dias disse...

Brasília deixou saudade...E saudade boa.Sinto q vc realmente viveu Brasília...É bom poder voar para o lugar q bem se quer né?Deve ser bom sair as ruas sem tanto compromisso e observar as pessoas q andam de um lado para o outro(para quem escreve como vc é muito bom observar o outro)Percebo q estar em Brasília assim sem tanto compromisso te fez muito bem!

Beijinhos Paula!

Maria

C.S. disse...

Hum foi mesmo a cidade que mecheu contigo ou alguém da cidade?
O certo é que voltaste inspirada, isso é bom, quando encontramos algo que nos inspira...mesmo que seja apenas uma cidade...

Paula
Sobre o teu comentário no meu canto, muitas vezes o que eu escrevo não necessáriamente sobre mim, por acaso aquele texto é...
Mas aquilo da mão a me chamar é verdade, eu tinha sonhos com essa mão me convidando a saltar de um abismo, eu não creio muito em premonições, mas acho que esse sonho foi isso, pois muitas vezes eu saltei de um abismo a convite de uma mão.
Isso de cair e alguém me apanhar, faz parte do meu crescimento, saber pedir ajuda também é crescer não é?
Quanto aos anonimos, affffffff, odeio ser indelicada mas odeio anonimos...decidi simplesmente não dar atenção para eles, porque se fossem pessoas com boas intenções se revelariam, se se escondem é porque existe algo feio a esconder...por isso não me interessa o que eles dizem, porque soa falso...
Se calhar vais notar uma mudança no blog, cansei de falar mansinho...
Bem,beijo p ti e te cuida.

Dauri Batisti disse...

Interessante esta tua ligação com Brasília, nesta viagem que te fez escrever tanto sobre esta cidade. Que este exercício sobre Brasília te traga muito prazer.

Beijo.

Daniel Savio disse...

Bela homenagem a Brasilia, mas cadê a homenagem ao pessoal que te hospedou?!

Uma fotinha de costa não conta...

Hua, kkk, ha, ha, brincadeira com um fundo de maldade.

Fique com Deus, menina Paula.
Um abraço.

O Sibarita disse...

Eita que Brasilia deixou a dona moça encantadíssima! Hummmm... kkkk

É, né mole não! kkkkkkkkkk

Bacana a homenagem!

bjs
O Sibarita