quinta-feira, 29 de setembro de 2011




O dia amanheceu, porque amanhece todos os dias.
O sol se levantou, porque se levanta todos os dias.
Amanheci sem amanhecer. Levantei sem levantar.
Me carrego de amanheceres por amanhecer.

Escuto músicas saindo do rádio, músicas que me tocam.
Ando adormecendo e amanhecendo mais sensível.
A seleção de músicas era toda romântica e em tons lentos.
Os cantores cantavam arrastando a voz.
Enquanto eu arrastava o sono lentamente pela casa.
Arrasto o corpo, empurro o dia, vagorosa.

Este dia que eu amanheci adormecida de noites.
Carregando a cama vazia dentro do peito.
Recebo notícias diversas pelo e-mail.

A modernidade silenciou a voz do carteiro.
Aproximou mais rápido as distâncias.
Escuto a voz da emoção chamando nos meus portões.
Sorrio, a modernidade ajudou a acordar meu dia.


29.09.11




5 comentários:

Diego disse...

sensacional.

Blue disse...

Só não pode faltar a energia.
A que move as máquinas...... rsssss.

Beijo

Elcio Tuiribepi disse...

Oi Paula...amanhecer com música faz bem a alma, faz dançar o coração e a mente, o ritmo embala, a letra faz companhia e a gente amanhece lentamente...
Hoje posso dizer que a greve silenciou a voz o carteiro...to esprnado uma encomenda do meu irmão até agora nada...isso não é modernidade...é salário baixo mesmo...rs...assim como o dos bancários...rs
Um abraço na alma...boa sexta...
Bjo

myra disse...

..." carregando a cama vazia dentro do peito..."
tudo que escreve é tao sensacional!!!!
adoro.
bjs

EDER RIBEIRO disse...

Concordo com a Myra, e a frase que ela destacou no seu comentário é de uma profundidade impar. Bjos.