quarta-feira, 6 de novembro de 2013







Se pudesse ofertar meu colo, queria ter a sabedoria de oferecer um colo com o silêncio que necessitas. Mas se precisares de alguma voz, que ele estivesse acompanhado de voz. Ou do som do mar. Queria que ele tivesse o cheiro das lembranças que precisas lembrar. Ou um cheiro muito próprio para fazer esquecer. Queria estender meu colo feito o sol ao nascer, que se estende no cume da montanha, vai chegando de mansinho e mudando a cor da natureza, dando novos tons a paisagem. Ou um colo que lembrasse uma casinha aconchegante na serra. Quem sabe lembrasse um ninho de passarinho. Se pudesse ofertar meu colo ele teria a maciez da palavra ternura. A doçura da palavra cuidado. Teria o espaço necessário para descansares teus pensamentos. E sentires teus sentimentos.



4 comentários:

Ricardo- águialivre disse...

Lindo...E quem não gosta de um pouco de colinho amigo e cheio de ternura?

Deixo um abraço
***
http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/

brisonmattos disse...

Esse é o típico colo de bom gosto. Um dia ainda vou ter um colo assim pra mim. Parabéns pelo lindo texto.

eder ribeiro disse...

Paula, vc me emocionou com essa poética prosa. Amei demais. Bjos.

O Sibarita disse...

Ah seria tão bom! Esse colo, essa maciez... aiaiaiaia kkkkk

Paula, Paula! kkkkkkkkk

Demais!

O Sibarita