sábado, 2 de novembro de 2013



Sigo a vida lembrando de ti. Um canto de pássaro. Uma janela aberta, um olhar para o lado de fora. Uma estrela mais brilhante. A lua despontando no meu pedaço de céu. Enquanto vou parindo saudades e o sol vai nascendo.

Sigo lembrando de ti. Um pouquinho aqui, um pouquinho ali. Um pedacinho de lembrança pela manhã, mais um pouquinho logo mais, e mais e mais ao longo do dia. Então, me sinto novamente prenhe de lembranças. Até que algo na natureza faça nascer uma lembrança enorme.

A vida me chama para ser vivida. E eu vivo. E eu lembro de ti na passagem da vida. A vida passa feito passa o verde da montanha enquanto se anda de trem. É rápido, tudo tão rápido. Já tentou agarrar um pé de mato enquanto o trem anda? Eu já. Feri a mão, fiquei apenas com algumas folhas esmagadas em minha mão misturadas com sangue. Assim é a vida, passa, fere, e deixa marcas de clorofila na alma. Sigo viajando a vida, lembrando de ti.


5 comentários:

myra disse...

...enqauanto vou parindo saudades e o sol vai nascendo...
QUE BELEZA!!! alias todo o poema e de arrepiar...de emocao!
Paula querida, te aadmiro!

Cidália Ferreira disse...

Bom dia
Paula Barros

Texto bonito, com sentimento.Gostei de ler
Bom fim de semana
Beijo
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Até que a saudade seja doce, há um todo um caminho de sangue e dor...
Cabe tentar suavizar a densidade da noite para que possa nascer mais límpida outra manhã...
beijo amigo

Paulo Francisco disse...

Não gosto da saudade que dói. Mas achei esse passeio pelo trem da vida de uma belezura única.
Um beijo grande.

O Sibarita disse...

A vida foi feita para ser vivida, então, siga viajando-a, lembrando... kkkkkkkk

Porreta!

O Sibarita