sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Percurso Vitória - Pedra Azul, umas duas horas de viagem. Entra um casal, senta-se atrás das cadeiras que estávamos sentadas. O homem começa a conversar com a companheira. Conversa alto, bem alto, fala sem parar. Nos incomoda. Mas começo a prestar atenção à conversa. Ela reclama que ele fala alto, ele baixa o volume da voz, tento ouvir (adoro ouvir conversas dos outros). O sacrifício dura pouco, ele aumenta de novo a voz. E diz: "quem acha que eu falo alto é porque nunca me v...iu de cueca no quarto dizendo palavras de amor". Oh!!!! Justifica que é descendente de italiano e por isso fala alto. Para duas palavras ele diz uns cinco mô. (ah, me irrita). Ao longo da conversa intercala mô, várias vezes, com juras de amor, e narra alguns chamegos e carinhos que gosta de fazer, massagens e tudo mais, julgo . Comento com minha filha. Ela também já não estava suportando tanto mô e acha a mesma coisa. que o relacionamento seja recente. Até porque ainda está na fase da propaganda pessoal, e muito môA conversa segue, a viagem também (lembrem-se, duas horas de viagem). A coitada (para mim) estava super alegre. Quando tentava falar, ele se apropriava de uma palavra e cantava uma música. E, claro, ela nunca completava um assunto. Das palavras tomadas emprestadas surgiam músicas de Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Emilinha Borba, entre outros. Até que ela comentou algo da paisagem, e usou a palavra plácida. E ele cantou o hino nacional quase todo - Ouviram do Ipiranga as margens plácidas. Para mim ele estaria eliminado para sempre. Ele próprio achava engraçado, e dizia que tinha este dom (dom????) de ao ouvir algumas palavras cantar um música. E pasmem, fala que ninguém, ninguém, nunca mais irá reclamar dele cantar. Trauma de infância. A mãe mandava ele parar de cantar. Em outro momento ela comenta que tinha rezado para aparecer alguém na vida dela, e apareceu ele. (ou rezinha fraca, para mim, claro, ou então o Santo é muito do sem noção) Comento com a minha filha que gostaria de saber qual foi o santo. Para eu nunca rezar para um santo desse. Quando tive oportunidade vi que estavam de alianças na mão direita. E numa outra oportunidade perguntei a quanto tempo estavam juntos. Há três meses. Vão casar em abril. Enquanto ouvia a conversava rezava para que Deus (é, nestes casos nem uso intermediários) me livrasse de um mô desse tipo.

6 comentários:

Paulo Francisco disse...

Gargalhadas!
Cuidado hein! Quem muito desdém acaba comprando. Mais Gargalhadas! A primeira do ano.
Um beijo Grande

Cidália Ferreira disse...

Muito bom loool

Beijos
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Camila disse...

Se descobrir qual foi o santo, me conte pois não quero correr o risco também, heim?!
Ótimo 2015

Beijocas

Existe Sempre Um Lugar disse...

Boa tarde, Mô... Existe santos bons e santos menos bons com muitos defeitos, talvez o homem de origem italiana necessitasse de consultar um outro santo conselheiro que lhe dissesse que o falar alto, não é sinonimo da razão.
AG

O Sibarita disse...

Ô MÔ! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

E ai Mô? Você não foi chamada para ser madrinha do casamento não? Se não foi, Mô e Môa perderam uma grande oportunidade de tê-la para chamar de Ô Madi!(Madrinha) kkkkkkkkkkkkk

Ô essa menina vc gosta de ouvir conversa é? Aimôpai! kkkkkkkkkkk

Um texto porreta leve, descontraído... kkkk

O Sibarita

brisonmattos disse...

A verdade é que a INVEJA é phoda.