sábado, 14 de março de 2009

O todo é muito bonito. Divido em parte para expressar o que sinto. O todo é lindo. Mas subdivido por não saber juntar o todo em mim e dizer toda a beleza. Porque o todo me parte em partes inteiras, caídas de mim. São pedaços do céu que se desprendem do meu horizonte. São palavras que entram me despedaçando. É um remexido estranho de palavras, do sentir, da incompreensão do que sinto ao ler. A andarilha retoma, sempre pelo mesmo motivo. Pelo todo, pelos pedaços que ficam em mim. Brilhando e piscando igual às estrelas. Me perfurando a alma e apertando o peito. É preciso expressar o muito, que no espaço pequeno não pode ser dito. Porque ela precisa voltar e precisa seguir. Precisa falar, quando é prudente calar. Mas a andarilha anda dentro de mim, patinando palavras, que provocam chuvas de estrelas.....

23 comentários:

Mai disse...

É amiga...O todo.
Dois é bem mais que um mais um...
E, para além de uma inconsistência matemática, o todo não prescinde de partes, fragmentos porque há fragmentos que são infiéis, inócuos... Incompletudes...

Talvez a neurociência inaugure uma nova compreensão disso que é um fragmento que contém, em código, a genética do todo...
Células-tronco.

Mas não há possibilidade de que isto se estabeleça de forma análoga nas relaçoes Justamente porque há um outro...

Paulinha, és uma máquina de pensar, não?
Fotografa mais,Paula.
Porque sabes fazer super bem.
Mas amiga,
tem paciência contigo...

Beijos, andarilha-filósofa...

Mai

Kafia disse...

A forma como escreve é muito interessante!
Dá que pensar ;)

Sinto-me um pouco "dentro" do texto

glória disse...

Paula, essa andarilha sabe tecer mapas de sensações com palavras entornadas ao chão e ao tempo. te ler é flutuar. muito bom!

Anônimo disse...

Paulinha, são momentos de indecisões que nos perturbam e sem sabermos o que fazer, ficamos assim. Não fale, quando seu momentos for de silêncio. Pois tudo tem sua hora e fatalmente, tudo ficará em seu lugar. Apenas procure não se abater e siga.
Bom fim de semana e paz!
Beijos

Olhos de Mel disse...

Paulinha, esse comentário como anônimo, é meu.
Beijos

Everson Russo disse...

O BOM DO TODO, HOJE EM LETRAS MAIUSCULAS..RS..RS..É QUE SE ELE ESTILHAÇAR TEREMOS TEMPO E FAREMOS COM PRAZER A RECOMPOSIÇÃO, É SEMPRE MUITO BOM RECONSTRUIR, VIVER A PLENITUDE, OU EM PEQUENAS PORÇÕES QUE TAMBEM DEIXAM UM GOSTO DE QUERO MAIS,E POR MAIS QUE A GENTE SE EXPRESSE, POR MAIS QUE A GENTE SE ABRA, NUNCA É POR INTEIRO, VOCE PODE VIVER MIL ANOS COM UMA PESSOA QUE NAO VAI CONHECE LA TOTALMENTE, ALIAS, NEM A NÓS MESMOS CONHECEMOS POR INTEIRO, E ANTES QUE EU ME PERCA..RS..RS..SEMPRE ACONTECE,COMENTANDO SEU COMENTARIO..RS..RS..MUITAS VEZES OLHAMOS O "POETA" COMO UM TODO, AI, VOLTANDO AO SEU POST, LEMOS SUA ALMA, SUAS MADRUGADAS, SEUS DELIRIOS, SUAS OMISSÕES, NUNCA MENTIRAS, EU ACHO QUE UM POETA, AGORA SEM ASPAS, NUNCA MENTE, EU DIRIA QUE O QUE ALGUNS ACHAM MENTIRA É A VISÃO DELE DO MUNDO, OU DO QUE SENTIU, SE UM DIA UM POETA TE DISSER QUE VIU UMA ARVORE PLANTADA NO CÉU, ELE NÃO MENTIU JAMAIS, TALVEZ, NO MAXIMO ELE TENHA OLHADO O CEU COM OUTROS OLHOS, O OLHAR DAQUELE DIA, VEJO QUE O PROBLEMA DE SE APAIXONAR POR UM POETA, POR UM CANTOR FAMOSO, POR UM JOGADOR DE FUTEBOL, É SE APAIXONAR PELA OBRA, PELA IMAGEM LINDA QUE ELE CONSTRUIU, E NA PRATICA, ALIAS ALGUEM JÁ ESCREVEU ISSO "O POETA TAMBEM QUERIA AMAR" OU "O MAIOR MEDO DO POETA É NÃO VER A PROXIMA ESTÃÇÃO", A MODESTIA ME IMPEDE DE DIZER QUEM FOI, RS..RS..RS..RS...É QUE, QUANDO CHEGAR ATÉ ELE, VERÁ QUE ELE SOFRE NA MESMA INTENSIDADE DO QUE ESCREVE, ELE SENTE TUDO AQUILO, QUANDO UMA LAGRIMA CAI SOBRE O PAPEL E BORRA A ESCRITA, FOI A ALMA DELE PEDINDO AMOR, ELE CAI JUNTO COM UM RAIO, ELE ROLA COM A CHUVA NO CHAÕ, ELE SOFRE COM A FOME DE AMOR, EU PENSO QUE UM "POETA", AGORA COM ASPAS, NÃO É FELIZ POR NÃO TER DESCOBERTO A PLENITUDE DO QUE SENTE E NEM COMO SENTE, ELE APENAS É UM LOUCO SONHADOR QUE JAMAIS ESTARÁ PREPARADO PRO AMOR, QUE JAMAIS DECIFRARÁ O AMOR, PORQUE O DIA QUE O FIZER, SUA POESIA PERDERÁ O SENTIDO...ENTENDEU TUDO? SE ENTENDEU POR FAVOR ME EXPLICA, EU NÃO ENTENDI NADA QUE ESCREVI...RS..RS..RS..ACHO QUE TO NAQUELES DIAS...CONSCIENCIA ALTERADA, WORD ABERTO...VIAJANDO NO PLANETA....BEIJOS NO CORAÇÃO, UM LINDO SABADO E ME PERDOE PELA NOVELA QUE ESCREVI...

Armando Maynard disse...

Prezada Paula, espectadora educada, que sabe se portar em uma sala de cinema. Gostei de sua primeira visita, achei muito simpática sua abordagem.Obrigado pela visita. Inquietações geram reflexões que tansformam-se em crescimento. Um abraço, Armando.[recomentarios.blogspot.com]

Jardineiro de Plantão disse...

Pascal...um dia escreveu.


"Quando considero a pequena duração de minha vida absorvida na eternidade precedente e seguinte, o pequeno espaço que ocupo ou mesmo que vejo, abismado na infinita imensidão dos espaços que ignoro e que me ignoram, assusto-me e me espanto de me ver aqui e não lá; pois não há razão por que aqui e não lá, por que agora e não então. Quem me pôs aqui? Por ordem e conduta de quem este lugar e este tempo me foram destinados?”


O todo é anterior às suas partes. Embora feito de partes, o todo como ente actualiza sua essência, no momento em que ele está de fato inteiro, completo. O todo, na realidade, perde muito de seu significado, da sua importância intrínseca, no momento em que, para ser analisado, é dissecado em suas partes. O todo é um fato fenomenológico global...
Eu por mim, prefiro o todo, se bem que por vezes algumas das partes se sobrevalorizem sobre o todo.

Abraços

Camila disse...

Gosto quando a andarilha sai para por aí... geralmente ela volta cheia de energia e boas histórias para contar.

BeijO

*Carol Carolina* disse...

"é preciso expressar o muito, que no espaço pequeno, não pode ser dito"


ai, esse trecho, me calou!

ando meio sentimental demais! rsrs

beijossssss

Eurico disse...

Lindo texto, amiga. Vim te dizer q a Dayse foi levada à revelia por uma contraparente, Allana com ela. E não nos deixam falar com ela ao telefone. Está incomunicável. Juntei uma turma de amigos do trabalho e vou lá domingo. A notícia que tenho de Allana foi um choro distante que ouvimos ao ligarmos pra lá.
É de doer.
Abraço.

Simples Assim... disse...

O todo de parte, a parte do todo. Somos um e outro. Somos um mundo dentro do mundo. Somos um elemento de algo muito maior. Às vezes, somos pouco, muito pouco. Mas nunca somos tudo, sempre há muito mais, dentro e fora de nós. E é por isso mesmo que andarilha não pára, não cala, mesmo quando não fala.

Bjs, querida !!!

Neto disse...

Tudo o que nos completa (ou complementa) é saudavel ao nosso espírito.

E sobre esse texto tão profundo, eu diria que, é por meio do silêncio que falamos todas as verdades.

Abraços

O Sibarita disse...

Ave Cristo! É a andarilha aflorando de novo, é fia? kkkkkkkkkkk

Ainda bem que ela gosta de azul!

Mas, moça ligue não, a vida são seguimentos, são caminhos, são cactos, são flores e aprendizados, né não? kkkkkkkkkkk

O que gosto dessa andarilhas são as chuvas de estrelas, oi que beleza! kkkkk

Sei não, viu? Um dia desse uma dessas chuvas cairam no mar de Jauá, será que foi lá ela a Andarilha? Vai me diz! kkkkkkkk

Atô tô meu Pai!

bjs
O Sibarita

Elcio Tuiribepi disse...

Olá Paula, as vezes peco por ser de certa forma inteiro, mesmo quando fatiado em fragmentos, acho que estou aprendendo, apenas acho, pois a vontade de expressar, escrever é grande, até aqui mesmo nos blogs amigos quando me enveredo a comentar, surgem comentários gigantescos...
Sei lá, acho que isso é muito de cada um, cada um tem sua forma de se expressar...O texto aqui tb fez lembrar a Mai e o Dauri...aliás o Dauri é campeão em dar nós na cabeça da gente...vai usar entrelinhas assim lá na Conchinchina...um abraço na alma...

De vez em qdo venho aqui!! disse...

ela vai e volta e sempre volta com outra estrela para complementar os fragmentos, somos seres fragmentados mesmo, mas qdo temos a sabedoria de juntar a estrelas da vida, patinamos nesse céu tao rico de querer, de sentir de ser...bjs ,amo seus posts!!!
lane

Sedokao Morutaru disse...

o Todo se torna tão pequeno, dentro do infinito.

Tata disse...

Paula, que lindo esse seu post!!
Todas nós temos essa andarilha dentro de nós que ás vezes pede a palavra, que pede que se cale, que solta estrelas no céu da boca,que põe o doce e o amargo em nossa fala! Algumas vezes precipitada, outras certeira como uma flecha!
Lindo!!!
ADOREI VIU!
bjinhos e bom fim de semana!

Maria disse...

belíssimas palavras, amei tudo aqui.
bjs

Katia Ribeiro disse...

Adorei o texto, mas algumas vezes é necessário um pouco mais que o todo para nos preencher. Obrigada pelas palavras, não desistirei tão fácil, pode ter certeza, beijinhos e volte sempre :*

•.¸¸.ஐBruneLLa França disse...

*________________________________*
Suas partes estão em todo texto!
Sensível, lindo, inteligente, amo muito!
Beijos e borboleteios

Daniel Savio disse...

Analisar os pedaços de nós mesmos não é a mesma coisa que analisar o todo, bem como é verdade o contrario...

Somos tão complexos que não deveriamos não ser classificados, mas classificamos apenas por facilitar a nossa compreensão de tudo.

Mas por que está pequena "tortura"?

Fique com Deus, menina Paula.
Um abraço.

Sol da meia noite disse...

Que as palavras ditas, quando é prudente calar, sempre derramem uma chuva de estrelas...

Jinho *