terça-feira, 20 de outubro de 2009


Rio em Ilha Bela - SP
set-09

Sinto-me uma andorinha sem asas
Não consigo me deixar voar
Não posso te deter, ó rio
Não posso te fazer desaguar no meu mar


Minhas lágrimas me inundam por dentro
Não consigo aumentar o teu fluxo
Com as águas que escorrem de mim
E por mim me afogam


Ó, rio, de beleza inconfundível
De leito que arrasta-me
Passaste lavando minhas raízes
E seguistes teu rumo
O teu destino
Com a imponência de quem sabe seguir
Contornado margens.....
 


21 comentários:

Daniel Hiver disse...

Que coisa! Sentir-se pássaro, mas descobrir-se sem asas...
De fato um peso enorme tentar voar e não conseguir. Mesmo assim os céus não podem nos conter. Por que somos capazes de dizer o que sentimos. Somos dos que escrevem!

Memória de Elefante disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vivian disse...

...Paula querida,
já lhe disse em outras vezes
que tu brincas com as palavras
de maneira única!

adoro..

beijo, linda!

.Lis disse...

Paula, que lindo poema!
Me surpreendo sempre com suas palavras tão bem postas. Parabéns.
Quisera saber poetar assim ,tenho só a alma , e muitos bloqueios. Mas ,adoro admirar!
com meus abraços

Eurico disse...

Passando pra te deixar um abraço e meditar sobre o rio que flui aqui no teu blogue.
Bom ter vc na terrinha!

Ava disse...

Voar... Querida, quando nos sentimos sem asas, nosso mundo desaba...

Precisamos do espaço... dos horizontes... da liberdade de planar por aí...


Beijos!

Elcio Tuiribepi disse...

OI Paula, passeando pelos blogs e vendo as produções de cada um, deu vontade de escrever também, fico admirado como tantas pessoas escrevem de forma tão bacana, como surgem tantas idéias, tanto estilos e assim a gente vai lendo e aprendendo, interagindo e colhendo um pouquinho de cada um...
Gostei da parte que as águas inunam, mas que ao mesmo tempo escorrem...fica parecendo mesmo um rio a caminho do mar...
Um abraço na alma...boa semana..

Nanda Assis disse...

nossa muito lindo!!!! e me fez pensar. acho q todos nos precisamos aprender a seguir contornando margens.

bjosss...

tossan® disse...

Nós só temos asas nos devaneios, a não ser se voarmos de asa delta! Belo poema! Beijo

Angelo A. P. Nascimento disse...

Lindo poema.
Somos todos esse rio que desafoga.
Que bom que vc gostou de meu espaço.
Gostei muito do que li por aqui.
bjs

in natura disse...

É muito difícil voar se asas, mas no seu poema eu consigo. Gostei daqui. Beijuss

Adolfo Payés disse...

Un gusto inmenso conocer tu blog.. me ha gustado mucho. acogedor y tus versos son maravillosos, te sigo para poder leerte con mas frecuencia.


Un abrazo
Con mis Saludos fraternos...

A Magia da Noite disse...

por vezes é bom deixar-nos seguir na corrente do rio, única forma que temos para desaguar no mar.

FERNANDA & POEMAS disse...

QUERIDA PAULINHA, QUE BELÍSSIMA FOTO E POEMA... PERFEITO!!!
ABRAÇO-TE COM CARINHO,
FERNANDINHA

myra disse...

como sempre acho que vc. tem um talento especial para brincar - em serio - com as palavras!
belo e bela imagem,
beijos,

Everson Russo disse...

Interessante, o amor é como um rio mesmo, como o mar, por mais que a gente queira mudar, jamais consegue, ele vai seguir seu curso, seu caminho é pre determinado, não muda, a não ser nas tempestades, onde fica mais agitado, louco, mas depois volta a calmaria e ao curso...ou seja, não temos como prender nenhum coração ao nosso coração, se ele tiver de ir que vá, e se tiver que ser uma onda, que um dia vai voltar, que avise com antecedencia pra que eu não vá a praia nesse dia...nossa, acho que falei bobagem...mas foi o que senti...muito lindo, sentimental e reflexivo seu poema...como sempre....beijos menina,,,,uma linda quarta feira pra ti.

Pedro disse...

Verdade, a gente não consegue controlar todos os cursos para o nosso mar...

Cadinho RoCo disse...

O rio não para nunca.
Cadinho RoCo

Daniel Savio disse...

Meio triste não, pois se você se sente tragada pelo rio, deixou de lutar nas correntezas del...

Mas belo texto

Fique com Deus, menina Paula.
Um abraço.

Jardineiro de Plantão disse...

Ó, rio, de beleza inconfundível
De leito que me arrasta
Passaste lavando minhas raízes
E seguistes teu rumo
O teu destino
.......

Muito belo, este seu pensamento... estou ouvindo, Roberta Miranda... a musica da musa e este seu poema me levaram até à outra margem...

Um grande XiCoração.

Carlos

Memória de Elefante disse...
Este comentário foi removido pelo autor.