quarta-feira, 3 de março de 2010

Da série Andarilha

A cada passo sinto o sangue despir as veias. Jorrar a emoção represada. O grito que pulsa.Esse percurso é dilacerante, emocionante. Tece os "eus" que me compõe.

Deitam-se nus, expostos ao sol.

Do sol, o astro rei, apenas o brilho que despe, e o silêncio que tece conjecturas.

A caminhada não seria assim, caso não fosse assim, com idas e vindas, rasgando a seda do coração.

28.09.209


Sempre encontro algo que escrevi,  hoje pensei: Será que eu entendo o que escrevo. O por quê escrevi.

17 comentários:

Tatiana disse...

Creio que você escreva com a alma e coração... Na latência do momento.
Suas palavras são sempre tocantes.

Um abraço carinhoso

Mai disse...

Penso como a Tatiana - você flagra instantes - fotografa e com palavras, captura o momento. Então sempre há um todo mas a cada frase eu percebo um flash.

Não sei...É assim que tento ler-te.
beijos, amiga

Pelos caminhos da vida. disse...

Senti saudades desse cantinho e vim desejar um ótimo dia para vc Paula.

beijooo.

Everson Russo disse...

Sol tocando a pele, dourando os sentimentos,,,aquecendo a alma,,,fazendo dos amantes ardentes paixoes....e assim vamos celebrando a vida...beijos carinhosos e um dia lindo pra ti...saudades viu? rs..rs..rs...deve ser o blogger...ainda nao colocou o Mozzila?

Le Vautour disse...

É interessante, não, Paula? Sempre digo que todos temos heterônimos, como Fernando Pessoa, e agora você está aí falando um tantinho dos seus. Paulo Bomfim, no Soneto dos Muitos Eus, fala um pouco sobre os dele, também. Peculiar encontrarmos um pouco de nós aqui e acolá, dentro e fora da própria alma, dentro e fora da própria vida, e melhor ainda relermos o que talvez não fôssemos numa certa época, e hoje somos, ou então o que éramos e não somos mais, só que agora com mais entendimento...
Adorei, minha querida filósofa.
Abraço de duas asas!

Dilly ♥ disse...

Hmm, tocante e reflexivo.
Gostei do teu jeito de escrever.
Gostei da imagem.
Mas ainda sinto que tenho que aprender a ler-te.
Beeijos ♥

Memória de Elefante disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
prafrente disse...

"rasgando a seda do coração"...
O coração...tão forte e tão frágil...ás vezes seria melhor termos, no lugar dele, uma pedra...mas talvez não...afinal o amor não seria tão forte se não tivessemos de lutar por ele...

Beijinho de Portugal

Paulo Palavra disse...

paula, tu não anda pensando em se profissionalizar nesse lance de fotografia, não?

Luan Fernando disse...

Eu adoro o sol; está fotografia fico belíssima, estou apaixonada por ela, e amei a lua logo abaixo também. Resumindo amo su blog.
Beijos Juliane

Ana Cristina Cattete Quevedo disse...

A emoção é sempre úinica e especial, penso eu.
Num determinado momento penssamos e agimos de acordo com nossas emoções da hora.
No outro dia: um sentimento diferente.
A alma é a mesma, mas o que seria de nós se a cumplicidade do Tempo e o danado do Destino terem suas mãos amarradas, unidas por um laço?

Obrigada pelo carinho e pela preocupação, Paula. To melhor hoje.

:)

Beijo

Dauri Batisti disse...

Seda do coração? seda do coração. Mas a seda se encontra também alem do coração, não? A cada passo é possível sentir a vida antes e depois da emoção, nos pés, na mente, na consciencia, no raciocínio, nas mãos... muito sentimento pode fazer o ponto passar, penso, acho, nao sei. Gosto mais nas escritas da imaginação do que da emoção. Falo isso porque sinto que fazemos caminhos opostos na escrita. Isso não quer dizer que eu esteja certo, não, até admiro este teu modo "coração aberto" de escrever.
Escrevo isso pois que penso que não é só o pensar igual que faz a troca acontecer nos blogs.

Um beijo

Dani Pedroza disse...

Porque eu sou muito abusada e não tenho o menor medo do fracasso, vou me atrever a responder a pergunta final, ok?

Acho que entender não é a palavra apropriada pra definir a sua relação com o que você escreve, com os seus motivos. Acho que você conhece sim, eles lhe são familiares, mas o processo de conhecimento não é a compreensão, é uma coisa mais profunda, mais densa, mais natural. Como se "entendesse" com o coração, com a pele, com cada célula do seu corpo. E como estou mesmo muito ousada vou chegar ao cúmulo de dizer que sua relação com seus escritos é semelhante a sua relação com seus sentimentos. Eles são seus, saem de você, mas são tão fortes, tão grandes, que têm vida própria. E talvez essa vida às vezes faça mais sentido pra você que a sua própria. Agora chega, né? Pra tudo tem limite... rs.

Quanto àquele desabafo, está onde deveria mesmo estar, guardado entre pessoas que estão bem longe, mas que, de uma forma imexplicável, se entendem. Há coisas que não devem mesmo estar expostas, não pra todos.

Sabe, querida, mudar faz parte da natureza de quase tudo que eu conheço. Mesmo o que parece estático, em geral, não é. No máximo, está. Acontece que certas coisas parecem que mudaram, mas ainda estão lá, do mesmo jeito, só que por algum motivo não se mostram mais tão facilmente. Daí cabe a nós chegarmos mais perto ou deixar tudo como está. Como já disse aqui várias vezes, você é uma pessoa muito sensível. Confio que saberá o que fazer (ou não fazer). Eu, por aqui, torço pra que o encanto volte ou se mostre denovo. Bjs.

tossan disse...

Paula a tua ode é nua, dá pra ver tudo lá dentro. Você é verdadeira e por isso é amada aqui na blogosfera. Linda foto! Beijo

Daniel Savio disse...

Nem todo mundo tem tanto conciência de si próprio, mas sempre vai sentir o que fez, então o x da questão é se sentir bem com o que foi feito...

Fique com Deus, menina Paula Barros.
Um abraço.

Jardineiro de Plantão disse...

A foto é esplendorosa. Bravo

Abraço

Le Vautour disse...

Voltei pra cá também. Você e o Tossan são a mesma pessoa ou são almas gêmeas? Rsss.... eu já havia perguntado isso? Os dois ar-re-ben-tam. Ma-ra-vi-lha!