segunda-feira, 22 de novembro de 2010


O tempo árido
De sangrar nariz
Trazia o desagradável vento seco
Insensível ao meu vazio

O céu azulejado
Tingido de longitude
Me lembrava a distância que nos separa

Uma poeira esperta
Confundia os pensamentos
Fazendo sentir saudade do não vivido
E lembrar do desconhecido



Em cada degrau da escada
Uma pegada de saudade
Que pena
Não estas aqui
No alto da escada
Os redemoinhos de vento
Secos, vazios, tontos
Traziam grãos caídos do céu azul
Que arranhavam os olhos
E aumentavam a vontade de ti





Fotos Portugal - Alentejo
(Monsaraz e talvez de Alandroal - não tenho certeza)


14 comentários:

Nanda Assis disse...

o calor anda insuportável, e as footos lindas!!! senti daqui o sol forte.

bjosss...

VELOSO disse...

Não sei, acho que sou a única pessoa que tem saudade de Portugal mesmo sem nunca ter estado lá! Parabens Paula!

myra disse...

beleza , sempre, fotos e palavras! adoro vir aqui te ver!!!
beijos

Mai disse...

Paula eu adorei poder acompanhar teu pensamento ao longo da caminhada...
Um conto, uma lembrança, um reencontro.

Excelente o texto e a fotografia.
Comunhão perfeita.

bjo

Carlos de Thalisson T. Vasconcelos disse...

Belo poema, belíssimas fotografias.

▒▓█► JOTA ENE disse...

ººº
Gostei da sequência das fotos ...


Bjo

Marcella Castro disse...

Oi, Paula! Lindas as suas fotos!
Esse sentimento é tão bom e tão ruim.. tudo nos faz lembrar da pessoa, esteja onde estivermos!
Beijos!

Armindo C. Alves disse...

PAULA
Como é bom recordar, recriar e passear no espaço.
As fotografias, de qualidade, acompanhadas de legendas perfeitas e romanticamente idealizadas, impõem uma realidade tão grande, que quem vê e lê, se sente transportado e conclui o percurso. O tempo árido e vento seco, com remoínhos arrastando ciscos de areia vindos de céu azul, arranhando os olhos, completam a cena, lembrando despedida.

Beijos.

Everson Russo disse...

Nossa, profundo e cheio de saudades,,,cheio da distancia do tempo,,,lindo...beijos de bom dia pra ti.

voandoporai disse...

Moro atualmente em recife também.
aqui é bem quente...

Amei suas fotos e os sentimentos e palavras ligadas a eles...
Sou apaixonada por fotos também.

Amei seu blog.
Parabéns!

walter disse...

Paula

estou bobo... as pedras do castelo cederam à tua emoção!

lindo de mais... me emocionei!

eu já estive nesse castelo e tal como tu permaneço na dúvida e não vou nem arriscar... são centenas né Paula? rsrsrs

um beijo enorme
walter

Mário Lopes disse...

Ficou o olhar. E a pomba. A solidão de porta entreaberta. Sair da sombra e enfrentar a luz que arde? Das pedras antigas só o sol conhece o seu silêncio. Ou o vento. Já não se demoram nelas as mãos que as alisam, as que sabem ouvir a sua música de água. Só a pomba ficou. Habituada que está a penetrar o azul. Sem medo.


Lindíssimas fotografias, Paula. E a poesia da ausência - como grito de papoula na seara - nas tuas palavras, também.


Um abraço de muito longe e um beijo terno, para ti.

Tiago Batista disse...

Olá Paula! Obrigado pela visita!
Conheço bem a zona q visitou, a minha terra é pertinho de Monsaraz, de Évora onde você ficou hospedada são 80km! Volte e venha conhecer a Vila de Amareleja =)
Cumprimentos

Daniel Savio disse...

Bonita a poesia, mas engraçado que o clima seco consegue preservar melhor as construções, ao contraio de regiões vivas e úmidas...

Hua, kkk, ha, ha, fiquei pensando nisto.

Fique com Deus, menina Paula Barros.
Um abraço.