terça-feira, 26 de abril de 2011

Desabafo




Já não sei como proceder comigo
Por mais que me escute e me aconselhe
Por mais paciência e disciplina que me disponha a ter
Por mais oração
Me desestruturo diante da tua beleza

Ela é imensa
Assombra
Assusta
Fastiga
Espanta

Ela me chama
Me encontra
Percorre o meu sangue
Visita o meu passado
Enlaça a alma

Ela é uma beleza bela, estonteante
Que me enche de suspiros
Gemidos de dores do espírito
Pontadas em coração sem pontes
Um paraíso perdido dentro de mim

Já não sei o que faço comigo
Porque me perco e me acho
Diante da tua imensidão
Preciso dela para me sentir assim
Em êxtase


foto: Lencóis Maranhenses - Maranhão

15 comentários:

Blue disse...

Mas o desabafo pode ser um começo!

Beijo

Mari Amorim disse...

Paula,
gostei de seu desabafo,é muito bom quando sentimos o amor em toda sua dimensão,quando olhamos esse amor como as lentes de aumento do coração!
Gosto de olhar e cuidar do meu amor com esta lente,como se não houvesse amanhã,é arriscado mas vale a pena!
desculpe-me,acabei me empolgando.
Boas energias!
Mari

Vivian disse...

...Paula querida,
se entendí é diante desta
natureza estonteante que
te perdes em amores.

tbm sinto-me assim muitas
vezes.

bjbjbj

myra disse...

mais de normal sentir-se assim!
beijos muitosssssssss

mfc disse...

Atingir esse extase está reservado a poucos!

Samaryna disse...

"Gemidos de dores do espírito/pontadas em um coração sem ponte". Se uma dia já li a dor tão poeticamente descrita, que chego ao exagero de querer senti-la, eu não me lembro. Paulinha eu que me rendo a sua prosa tão poética qto aos teus poemas que me leva ao período romântico, onde o sofrimento nos deu obras primas. Deixo o meu afeto e um convite para escrevermos juntas, que tal?

Sonhadora disse...

Minha querida

Cada palavra do teu desabafo, escorre amor e paixão...vive esse amor que a vida é curta.

Deixo um beijinho
Sonhadora

Constantino, Guardador de Vacas disse...

Não há limites para a contemplação da beleza.

Memória de Elefante disse...

Paula!
Lembrei e transcrevo este trecho que sempre me fala de Álvaro de Campos em A Passagem das Horas:

"Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto demais ou de menos.
Seja como for a vida, de tão interessante que é a todos os momentos,
A vida chega a doer, a enjoar, a cotar, a roçar, a ranger,
A dar vontade de dar pulos, de ficar no chão,
De sair para fora de todas as casas, de todas as lógicas, de todas as sacadas
E ir ser selvagem entre árvores e esquecimentos".

Um beijo

epee disse...

O amor. E sua beleza. O encantamento. E a outra beleza. Os versos. De amor. E as incertezas que a levarão ao encontro das certezas.

¬
Boa semana, Paula.

Everson Russo disse...

Entregue se,,,deixe lever pelos sentmentos e pela beleza contida em tudo,,,grande beijo de bom dia...

Samaryna disse...

Paula, dei boas gargalhadas do teu comentário "impublicável". Fiz uma releitura do teu poema e o senti de uma forma espiritual, realmente a beleza divina nos eleva. Deixo o meu afeto.

Eurico disse...

Maravilhosa estesia!
Essa tua maneira amorosa de olhar é que faz belas as tuas produções, tanto fotográficas, quanto literárias.
Ficamos deleitados e gratos.

Abraço, amiga.

Dona Sra. Urtigão disse...

Poetando lindamente...E as fotos...

Mariangela disse...

É muito bonita essa paisagem!
O seu olhar contemplativo,e o seu desabafo, é de uma sensibilidade enorme, muito lindo!
Grande abraço
Mariangela