sexta-feira, 15 de abril de 2011



Me emocionar e ter que me controlar. É feito andar pelas falésias, medindo os passos na beira do abismo. Porque a emoção fica extasiada diante da beleza imensa do mar.  É querer dar uns passos a mais, é a sensação que o infinito é perto, que o impossível é possível. É sentir a alma se arrepiar, os olhos marejarem. Aprisionar a emoção é ter um pé na beira da falésia e o outro suspenso no ar, quase dentro do mar.


É tentar ter equilíbrio, quando a emoção desequilibra todos os sentidos.

foto: Rio Grande do Norte, perto de Pipa.

14 comentários:

Samaryna disse...

Paula, que texto belo para nos falar de limites. Um ótimo final de semana. Aproveitei o comentário sobre o "açougue" e fiz um texto. Logo publicarei. Deixo o meu afeto.

Elcio Tuiribepi disse...

Oi Paula...
Quando se consegue andar assim é sinal de que o equilibrio está em dia...mas não é fácil, temos de estar conscientes dos nossos limites, das nossas fronteiras...
Quanto ao post lá...então...era tudo muito intenso, mas na próxima fase, a da adolescência, vai ser relatada esse tal descobrta, onde o respeito um pelo outro foi crescendo, muito mais que isso...a admiração...o bem querer...
Resumindo...somos individuais, mas que se preciso for se aglomeram num mesmo espaço...
Essa descoberta do respeito, da admiração veio um pouco mais tarde, mas de uma forma tão madura que hoje sabemos o exato ponto onde cada um pode interferir na vida do outro....isso nos trouxe paz, amizade, companherismo...enfim...rsrs
Me alonguei...
Um abraço na alma
Beijo

Samaryna disse...

Paula, durante muito tempo me prendi com medo do que os outros iriam falar, mas percebi que a libertação me daria a oportunidade de tomar muitos copos de alegria. Então, vá, saia e divirta-se.

Fico feliz por saber que você se identifica com os meus texto. Deixo o meu afeto.

mfc disse...

Que lindo este meu companheiro de sempre... o mar!

tossan® disse...

Infeliz é aquele que mora longe do mar que tanto ama. Belo texto Paula
ele diz o que sinto também. Beijo

PS: Uma das prais mais bonitas que já vi.

C@urosa disse...

Olá querida amiga Paula Barros, que imagem maravilhosa, uma beleza, o nordeste lindo, lindo.

forte abraço

C@urosa

Poeta Mauro Rocha disse...

Ola! Paula!! Realmente é muito bonito nosso país!!

Tenha um ótimo fim de semana.

Bjs

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida Paula

São momentos assim,
que dão o sentido da vida.
Que nos fazem sentir
que há algo maior do que nós,
maior que a Terra,
maior que o Universo...

Que haja sempre sonhos
por sonhar.

Sotnas disse...

Olá Paula, que tudo esteja e permaneça bem contigo!
Emocionante e tão transbordante de emoção poema postado por você, e assim demonstra toda sensibilidade existente em ti, muito bom escrito mesmo, e belos sentimentos de intensa nobreza carrega dentro de ti!
Gostei deveras da imagem também, e agradecido pelas tuas carinhosas visitas e comentários convido-te a comparecer ao sotblog, com certeza sairá de lá com um selo e claro, algumas poucas regras que com certeza será qualquer empecilho a escritora que em ti habita, então estamos acertados, te aguardo lá!
E desejo a você e todos ao redor felicidades sempre, grande abraço e até mais!

epee disse...

Emoção e comoção... o sentido sem sentido. No equilíbrio das palavras que sustentam a intenção e a [pré]tensão do sentimento que aflora pele e razão. Sentida,vivida e experimentada... sem limitá-la ao corpo. Transpondo sentidos e até razões... desmedidas.

Com deve ser.

¬
Bom domingo, Paula.

epee disse...

**Como deve ser!
¬

Ilaine disse...

"A sensação de que o infinito é perto". Paula, que texto maravilhoso. O mar é forte, ele nos fala tantas coisas em seu azul infinito. Você consegue unir a imagem com as palavras perfeitas. Há muita emoção em toda parte. Deixe fluir! Beijo

myra disse...

esta sensaçao tua que o infinito é perto, é uma maravilha...eu gostaria tanto de viver perto do mar...
beijos, minha querida Paula

BRANCAMAR disse...

Paula,

Os teus textos são cada vez mais lindos, mais intensos, emocionantes, tão bem escritos!
Minha querida um dia destes viras escritora, estou a gostar tanto das tuas prosas poéticas, que nem sei se lhes chame prosas ou poemas livres.

Mais uma vez adorei a fotografia. Parece que no dia 15 andamos as duas pelos passeios junto do mar, molhando os pés em lados opostos do Atlântico.

É tão repousante essa sensação do infinito perto!

Beijinhos para ti.
Branca