quarta-feira, 11 de maio de 2011

Me repito
As emoções se repetem
Os escritos dizem a mesma coisa, de forma diferente, em tempos diferentes
Achei este texto, escrito em 23.02.11 E vi que tem relação com o texto do post abaixo.



Existe uma demora em trocar a cortina da janela. Essa demora é real, a cortina antiga continua lá. No entanto, a minha ansiedade em ver uma nova cortina torna os dias mais longos e pesados. Há quem diga para se controlar a ansiedade, ter paciência, como forma de ser equilibrada. Já me equilibro demais. Por vezes já me equilibrei em arame farpado,eletrizado, em dia de temporal. Agora, só queria a cortina nova. Só isso.

Talvez este descontrole controlado da ansiedade me fez ir lá nas gavetas e arrumar todas as cortinas, colocando em ordem. Agora tenho as outras cortinas em ordem, numeradas, e vou tocando, olhando de novo, alinhavando o meu pensamento com as costuras das cortinas. Muitas vezes a gente olha e não vê. Olha e não sente. Por causa da ansiedade, por causa da emoção. Se a ansiedade, esta ânsia de ver a cortina, por vezes me descortina, é esta mesma ansiedade que me fez tomar a decisão de na tranqüilidade da noite, rever em ordem, calmamente, todas as outras cortinas.

15 comentários:

Mai disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mai disse...

Oi, querida,

acho que tens um pouco de razão: a gente vai tentando organizar os pensamentos, as palavras, os textos, as gavetas, as cortinas, e ao mesmo tempo são tantas as coisas que desejamos mudar nesta vida...
e não só a cortina, mas a própria janela, o olhar, o ritmo...

Sabe, Paula, eu penso que, por motivos diversos, talvez todos estejamos nessa mesma inquietude.
Talvez sejam as mudanças necessárias versus nossa resistência. Mas é isto aí, vale ir sendo, pelejando, experimentando; só não vale desistir.

um grande abraço,

fica bem!

Maria Dias disse...

Mais uma vez a ansiedade te ronda feito gato ronronando ansioso por algo ou alguma coisa...As cortinas deste texto seriam para cobrir a visao de fora para dentro de tua casa ou de dentro de tua casa para o mundo q está lá? ou, simplesmente seria uma vontade de recomeçar...casa limpa e arrumada para receber o novo ano...Já limpei as vidraças e lavei as cortinas tantas vezes. Adoro o cheiro de roupas limpas e a casa arrumada...Colocarinha um vasinho de flor para as visitas(dá um aconchego.rs...).E Mai apareceu!Seja bem vinda Mai!

Vivian disse...

...vou fazer uma brincadeira
para te ajudar a relaxar...

por que você não pega todas
estas cortinas e monta uma
loja bem chic?

rsrs

sorry querida.

num resistí em brincar
contigo, mas é claro
que entendí seus conflitos.

afinal, quem não os tem?

bj, linda!

Ilaine disse...

Paula! Existem traços em nós que carregamos por todos os tempos. Traços em forma de emoções e sentimentos. A escrita é o nosso espelho, então, falamos repetidas vezes daquilo que nos povoa. A cortina, a ansiedade e a demora - a noite, a tranquilidade: a vida desenhada em tantas outras cortinas!Beijo

myra disse...

esta frase é sensacional, aliàs como o resto...sensibilidade à flor de pele, minha amiga querida.
"Se a ansiedade, esta ânsia de ver a cortina, por vezes me descortina, é esta mesma ansiedade que me fez tomar a decisão de na tranqüilidade da noite, rever em ordem, calmamente, todas as outras cortinas"...
beijosssssssssss

Elcio Tuiribepi disse...

Oi Paula

Também acho dificil lidar com a ansidade, já fui pior neste quesito, hoje tento melhorar, mas não é fácil
Gostei dessa expressão:
Por vezes já me equilibrei em arame farpado,eletrizado, em dia de temporal.
lembrei do meu poema "Circense...conjecturas de um palhaço"
Nesse nosso mundão tão corrido temos que ser mesmo de circo, fazer malabarismo, domar leões,andar na corda bamba e ainda fazer palhaçada pra não deixar a peteca cair...eita vida..rs
Obrigado pelas palavras lá no Verseiro...boa quinta pra você amiga
Um abraço na alma
Beijo

Everson Russo disse...

Por muitas vezes tenho tido essa mesma sensaçao,,,a repetição das coisas,,,dos acontecimentos,,,sentimentos,,,e pior,,,dos versos que andam escassos...grande beijo de bom dia pra ti querida...

Isabel Cristina disse...

Oi amiga,
esta tua inquietação me fez lembrar que tudo na vida tem seu tempo, deixa essa ansiedade passar que coisas melhores em nossas vidas virão, que você não é a primeira nem será a última a sentir essa inquietação, nada tá bom, sempre esta faltando alguma coisa, estou tentanto colocar esse tempo em prática, não é fácil , mas respira fundo e deixa essa fasse passar .

Estou com saudades,
bjs Isabel Maranhao

Benno disse...

Eu também às vezes encontro textos antigos que estão em perfeita sincronia com os atuais, porém nem sempre, pois às vezes eu mudo de opinião e de estado de espírito. Beijos

Sonia Pallone disse...

Como é bom te ler Paula, lamento não estar sempre presente por causa da falta de tempo absoluta, mas sempre que posso, venho me emocionar com as coisas que vc escreve e que encantam meu coração. Vc tem uma 'singeleza' de alma. É isso. Bjs.

Everson Russo disse...

As emoções são nosso combustivel de vida,,de desejos e sonhos,,,um grande beijo de bom final de semana pra ti querida...

Memória de Elefante disse...

Paula!

Ah!Como te entendo!!!

Somos eternos malabaristas na vida.
E a espera é um exercício de paciência...


Um beijo

Everson Russo disse...

Um otimo domingo pra ti minha querida amiga e uma semana recheada de carinho e paz...beijos e beijos...

Emoções disse...

Poetas, homens da arte em geral.
Foram e sempre serão como uma ponte
Entre o imaginário antigo e o real presente.
Como bons feiticeiros trazem
Ás almas insatisfeitas como que uma porção mágica
Que causa um breve delírio voluptuoso
Um extasiar fugaz, que alivia os ais,
Dos inconformados com a realidade contemporânea.
Todavia seu ungüento não dura mais que alguns instantes
Seu efeito curador se converte em um maior pesar
Maior que a dor atroz do passado.
Portanto, dou um conselho aos amantes das belas artes.
Não dêem ouvidos aos artistas do presente
Sejam vocês mesmos uma ponte e o viajante
Para ir ao mundo da pura arte...
Vão ao encontro do elixir da eterna melancolia
Na fonte, na sua origem, onde jorra com perfeição,
Tanto o bem, quanto o mal dos seus sublimes criadores.