quarta-feira, 25 de maio de 2011

O trem e o olhar







O olhar segue o trilho
Perde-se no infinito do céu
A espera do trem

O trem insiste em não passar
Escuta-se o apito distante
A estação está abandonada

Segue o trem
Criando paisagens pelo caminho
Apitando suspiros de vida

Os trilhos em paralelas
Fazem curvas ao longo do tempo
O olhar espera
O trem não vem



(Não estou triste. Não é amor, nem paixão. São dois personagens, o trem e o olhar)


17 comentários:

retrato disse...

não vem?
vem concerteza. ele sabe que estás à sua espera para percorrerem, ambos, os trilhos que levam ao infinito das paisagens.

bj

Memória de Elefante disse...

Paula!

Teu poema me remeteu ao filósofo ingles contemporâneo John Gray, autor de Cachorros de palha , diz que a humanidade não nasceu para isso que tanto busca:conquistar e possuir...mas para aprender a enxergar.
Talvez não haja outra saída a não ser olhar, ouvir, conhecer e reagir.

Um beijo

Blue disse...

Neste trem eu quero embarcar. Mas não poso comprar um bilhete, pois não sei qual a linha que ele faz.
Senti falta na foto, o local em que foi batido o retrato...rssss

Beijo

Memória de Elefante disse...

Desculpe-me, complementando: gostei imenso de teu poema!
A poesia está além de qualquer linguagem.Para encontrá-la basta percebê-la nas coisas que nos circundam e tu consegues fazer isto de uma maneira perfeita!

Paula Barros disse...

A imagem é no Rio Grande do Sul.

Samaryna disse...

Paula, essa espera é deliciosa quando não importamos com o tempo. As vistas se perdem e encontra poesia por onde olha. Você já reparou isso? Deixo o meu afeto.

Vivian disse...

...Paulinha querida minha,
esta imagem e teu poema
fez-me 'viajar', por
tempos que não voltam
mais, mas permenecem
gravados em meu coração!

você é uma linda que eu
ADORO!

bjbjbjb

Carla disse...

Este post me lembrou a minha infância, as deliciosas viagens entre o Espírito Santo e Minas. Talvez por isso ainda hoje vejo o trem e os trilhos como algo lúdico. E ele não para de fazer "curvas ao longo do tempo"...

Saudades!

Nanda Assis disse...

lindo isso paula!!!

bjos...

myra disse...

gostei muito muito, mas quem sabe algun dia ha de chegar um trem "diferente"
beijos minha querida paula

Benno disse...

o trem
quando vai
é tão triste
o trem
quando vem
dá esperança
mas os trens só vão
e os trens nunca vêm
você partiu mas nunca volta
por isso o trem é triste
a estação deserta
a estrada de ferro infinita

Everson Russo disse...

Muitas vezes ficamos pela vida a espera desse trem do amor que nunca vem,,,e nosso olhar se perde no horizonte com o por do sol....acreditando sempre que no dia seguinte ele virá....grande beijo de bom dia.

Maria Dias disse...

Que linda imagem:os trilhos e as flores q daqui parecem hortências...Nossa! imagino as hortencias cobrindo os trilhos e quebrando a imagem dura e fria do ferro dos trilhos...Só o amor tem este poder Paula.

Beijos

Maria

mfc disse...

A espera sempre custa tanto!!

Everson Russo disse...

Beijos e beijos de bom final de semana.

Everson Russo disse...

Um grande beijo de bom sábado pra ti querida.

♥ κєκєl ♥ disse...

ESSA IMAGEM PARECE DOS LADOS DE GRAMADO NO RIO GRANDE DO SUL.....TEM MUITAS HORTENCIAS...BELEZA AOS OLHOS, MUITO MAIS QUE ETERNIZADA NUMA FOTO.

LINDO POEMA.