quarta-feira, 16 de maio de 2012

Carícias do vento






Ela ouviu ecoar lá da montanha o seu nome. O eco repetia, repetia, o nome dela. Ela entendeu que alguém queria vê-la. Que alguém sentia vontade de estar com ela, abraçadinho, cheio de carinho e cafuné. Sentiu vontade de responder aquele chamado. Mas a montanha estava distante. Ele estava distante. Junto a ela só o mar. O mar imenso. Mas o mar não toca a montanha, não toca aquela montanha. Mas tinha o vento. O vento tem manias. Tem vontades. O vento é feito criança, puxa a saia da moça, se joga nas folhas caídas no chão, desalinha o cabelo das senhoras. O vento é independente. E o vento vai longe. Pensava ela na beira do mar. E começou a responder aquele chamado. Podia ser que ele ouvisse. Não, ouvir não, ela queria que ele sentisse o vento lhe arrepiando os braços. Sentisse o vento lhe acariciando a nuca. Lhe cheirando a cabeça. Vai vento, vai lá na montanha e abraça ele. Fica juntinho a ele dançando, feito você dança com as folhas. E toda vez que o vento passar ele vai se lembrar de mim.



9 comentários:

Rui Pires - Olhar d'Ouro disse...

O vento, a montanha, o mar... tudo pode trazer recordações ou fazer sonhar!
Bonito texto Paula!
bj

Elcio Tuiribepi disse...

Oi Paula...

Brincando a sério com as palavras você acabou fazendo duo com a natureza...uma sintonia sinfonica com as palavras, se é que podemos falar assim...rs, O vento é feito criança,gostei dessa comparação, mas na realidade, se formos comparar, o vento é como o pensamento...voa...rs
Um abraço na alma...boa quinta...
beijo

myra disse...

LINDA COMPARAçAO, MAS A MIM, O VENTO ME ENLOUQUECE, PREFIRO O MAR!
mas sempre belo o que escreve, beijos

Mariangela disse...

Oi Paula!
O vento é exatamente assim, brincalhão, como uma criança.
Gostei da comparação!
Beijo
Mariangela

(Se você quiser me seguir também ficarei feliz!)

O Sibarita disse...

Ômodeu! kkk Quem lhe disse que esse vento lá ele não ouviu, não sentiu? Rpapazz acho que sentiu sim! kkkkkkkkkkkkkkkk

Mas, se a montanha vai a Maomé, por que não irá até essa dona moça do cafuné, do abraço, do carinho? Oi que vai, repare... kkkkkkkkkkk

Mil esse texto, a moça jogou duro, beleza, viu Fia?

O Sibarita

Sonhadora disse...

Minha querida

O vento é mesmo assim...faz e desfaz...acarícia e fere.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

BRANCAMAR disse...

Saudades de te vir ler minha querida Paula. Tenho andado mais intermitente na blogosfera, mas sempre tenho muita vontade de vir aqui.
Estive por Leiria esta semana, por motivos de saúde da filha, cidade de que tu gostaste e estou ouvindo hora a hora aquele sino da Sé tocando, lembras?
Sei que foi uma das coisas que te deixou recordações.

Volto Domingo à noite a casa e retorno com uns dias de férias no final do mês.

Adorei este teu vento, é um dos elementos da natureza de que mais gosto.

Beijinho grande para ti.
Até breve.
Branca

Marina Mattos disse...

consegui sentir uma brisinha por aqui :)

Rui Pires - Olhar d'Ouro disse...

Ah, quando o vento faz carícias gosto!