segunda-feira, 13 de março de 2017



Acostumou-se com a solidão. O silêncio maravilhado e florido da solidão. O silêncio perturbador da solidão. O silêncio para lidar com o caos da casa, da mesa da sala, da alma em desalinho. O silêncio do horizonte visto da janela. O silêncio para contemplar a lua. O silêncio das madrugadas. Das noites insones. Do sol nascendo. Acostumou-se ao silêncio. Da plenitude de estar só vagando por si, pela casa, em silêncio. Nem toda gente é suportável. Quebra a película protetora do seu silêncio, da sua paz. Lhe desequilibra. Não é qualquer um que é suportável para abrir o seu silêncio e deixar entrar sons, sorrisos, lamúrias, calores e arrepios. O silêncio é encantador, quando se enamora dele.

4 comentários:

Cidália Ferreira disse...

Eu própria me acostumei a ela. Posso dizer que gosto de estar comigo mesma ...

Saudades, hein?? :)

Beijinhos e uma excelente semana

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Paulo Francisco disse...

Adoro esse silêncio tão particular. Muito bom esse texto. quase um espelho. Beijogrande

Sonia Pallone disse...

Eu amo a minha solidão e sou muito apaixonada pelo meu silêncio...Nele cabem todos os sons que me alimentam...

Francisco disse...

Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui...aqui é o meu lugar! rsrs
Beijos!