domingo, 24 de julho de 2011






Olho a tua foto e me pergunto, o que mudou? E o meu coração faz um baticutum dentro do peito. Uma arritimia boa, tenho vontade de pegar o embalo dele e sair pelo mundo, dançando na chuva, dançando no sol, fazendo piruetas. Nem olho mais a tua foto, e ficou gravado o teu sorriso na retina, e a imagem foi transferida para a mente, como um salvar como. E me pergunto, o que mudou? E o coração continua saltitando. Penso o quanto a dona deste coração é boba. Qual a diferença em saber como és? E o coração já se acalmando, só rebola, feito criança brincando de bambolê. A imaginação foi criando várias vesões de uma mesma pessoa. Enquanto o teu sorriso sorri, e os teus olhos da cor que gosto também sorriem, lembro das tuas feições, e todas as outras versões de ti, que criei, vão se desfazendo, feito papel de parede de outdoor molhado. Ao ver a tua imagem, eu sorria, como quem retribuia o teu sorriso, olhava os teus olhos profundamente como se eles me olhassem, olhei o teu corpo, os teus braços, e as tuas mãos me chamaram a atenção. Bonitas mãos.



9 comentários:

myra disse...

a imagem aqui està contigo, e a imagem voltarà, e ja nao serà imagem, mas realidade!!!
beijosssssssssssssss

Everson Russo disse...

Esse louco coração quando acelera, quando se ve em amor,,,quer voar distante,,,encontrar com outro no infinito...grande beijo de boa semana pra ti.

mfc disse...

Bonito post...
Sabes que também tenho um fascínio pelas mãos?!
Olho-as sempre... sempre!

Memória de Elefante disse...

Paula!

Além do azar e da sorte,dos genes e das circunstâncias, de nossa coragem ou nossa covardia, existe o que chamamos fatalidade mito ou realidade contra a qual não podemos muito.A gente pode tentar o possível a cada momento.A cada dia nesta vida, realizamos um trabalho a quatro mãos:nós e o velho amigo/inimigo chamado destino, abrindo e povoando um espaço que a cada gesto e pensamento nosso se expande e se ilumina, ou se apaga na neblina dos desejos.
Certamente ainda há tempo de viver e sentir essas mãos e esse olhar te sorrindo sustentada pela esperança , porque nada é impossível quando existe o indefinível parentesco da alma...

Emocionante teu texto!

Um beijo

EDER RIBEIRO disse...

As images que formamos do outro diz muito mais o que gostariam que ele fosse do que realmente o que ele é. Bjos.

Maria disse...

E eu acho que as mãos também sorriem... logo depois dos olhos...

:))
Beijos, Paula.

Blue disse...

As mãos escrevem.
As mãos percorrem caminhos.
As mãos sentem.

Beijo

Paulo Francisco disse...

O que fica gravado em nós?
Um beijo

Daniel Hiver disse...

Olha uma foto minha de uma época em que os cliques eram menos apovarantes. E a imagem que vejo do meu rosto sugere uma dúvida. Sou eu mesmo agora? Ou o que era ficou trancado em algum ponto do tempo e não veio comigo?
abraço!