domingo, 11 de dezembro de 2011




Impossível ter sobriedade
Depois de beber do teu sangue
Sugar tuas entranhas

Reais ou ficcionais
Pulsa a artéria
Escorre um sumo da alma
Embriago-me

Tonta, esbarro em mim
Me derrubo neste mar profundo
Mergulho sem ar para enxergar
O próximo passo, o próximo nado

Dai-me lucidez
Porque desaprumei mais uma vez
Entortei as linhas paralelas do ser



9 comentários:

EDER RIBEIRO disse...

Paula, que surpresa prazeroso te ver tão viceral. Arrasou. Estou estupefato. Aplausos com sorriso de orelha a orelha. Vivas e bjos.

myra disse...

aplausos meus tambem,
espero ter lucidez atè o ultimo suspiro...é o mias importante!
bem para mim nesta idade...
beijossssssssssssss

Maria disse...

A intensidade das tuas palavras transforma este poema numa leitura de arrepio!
Gostei muito.

Beijos, Paula.

mfc disse...

Mas é exactamente o sonho o que nos pode guiar e fazer sorrir!

Blue disse...

Sobriedade é difícil de ter,
depois de te ler!

Beijo

BRANCAMAR disse...

Paula,

Que bom que as linhas paralelas se entortaram, ahah, assim passam a ser linhas cruzadas, bem melhor.
A lucidez não acredito que perdeste, conheço-te bem e se te embriagaste num sumo da alma e mergulhaste num mar profundo, bom para ti, nunca te arrependas.

Beijinhos de carinho e amizade.
Branca

O Sibarita disse...

Oxente! kkkk Tá desaprumada, é? kkk

Se desaprume não fia! É no desaprumo que se faz um novo rumo, repare ...

ÔMOPAI! A critura tá azuretadinha... kkkkkkkkkkkk

Pois é o próximo passo, o próximo nado e nada, cadê? kkkkkkkk

Porreta sua poesia, diz porque diz, faça fé!

"Que pena! Se dos meus poemas
Envio-te mensagens decifradas.
É que fico na palidez do teu olhar
Largo de rumores e luas entocadas,
À noite a incendiar-te e, entre mim,
Labirintos, gris-notícias cifradas..."

O Sibarita

Vivian disse...

...desaprumada fico eu
quando mergulho na
intensidade da tua
inspiração!

owwww coisa linda!

muahhhhhhhhh

Armindo C. Alves disse...

A única forma de nos encontrarmos, é entortando as linhas demasiado paralelas da vida e da nossa própria censura.
Parabéns pelo "desaprumo".

Beijos