segunda-feira, 19 de dezembro de 2011



Porque eu queria te abraçar.
Ficar em silêncio acompanhando o teu silêncio.

Porque eu queria te ajudar a chorar.
Enxugar as lágrimas da tua dor.

Porque eu queria te escutar.
Ficar junto da tua voz, das tuas lembranças.

Porque eu queria ser colo
Para deitar teu sofrimento


8 comentários:

Maria disse...

Esta imagem perturba-me sempre.
O teu poema é lindo!

Um beijo, Paula.

Maria Dias disse...

...Q lindo Paula...E a imagem é sem comentários, assim como vc escreveu(quero ficar em silêncio).

Tatiana Moreira disse...

Hoje tudo o que eu mais queria era um colo para calar as dores da minha alma.
Creio que seja assim... Como em seu poema. Apenas ter em quem confiar e me entregar!

Vivian disse...

...profundo demais!

eu apenas deixo bjs!

muahhhhhhhhhhhhhhhhh

myra disse...

sim...ter um colo...
lindo, beijos

Everson Russo disse...

Interessante, eu estava com algo assim na cabeça pra escrever,,,tentar me expressar o que ando sentindo,,,muitas vezes é isso, a gente não quer nada mais do que um abraço bem apertado, sem perguntas, sem respostas, apenas com o olhar brilhante e o silêncio que toca e cativa a alma,,,talvez seja um momento de reflexão,,,do desejo do mais puro eu,,,o íntimo do coração...beijos de bom dia pra ti...

mfc disse...

Querer ser colo e saber sê-lo é uma atitude lindíssima!

O Sibarita disse...

Queria abraçar? Oxente! Fácil, fácil... kkkkkkk

Fia, fia! kkkkk

Tem sofrimento é? Ômopai! kkkk Em resposta vai aí... kkkkkk

Confessional

Acende as tuas luas ó noites de primaveras,
Pela fome e pela sede a luz do olhar amado
É cumplicidade dos desejos. Ai quem dera
Anjos-aurora e querubins pelo céu sonhado...

É que no deserto vagueiam as horas tortas,
Não sei como e nem sei com qual achaque
Mas, construo as palavras em letras mortas
Na tática de ter-te aqui... O coração tic-tac...

Pendulando no espaço de sombra e luz
No sentido anti-horário do gume afiado
Em ardores de chamas que a noite seduz,
Fogo aberto de um céu de pedra e ácido...

Toda paixão se oferece ao espanto ditoso
Assim, a noite desencarna do dia espesso,
A luz dos versos cobiça o teu seio amoroso
Pulsando, assim, por dentro e pelo avesso...

Pelo bem-aventurado do íntimo infinito
De ponta a ponta no querer eu me atiço
Do amor que principia o dulçor bendito
Porque és: a celeste, o inferno, o feitiço...

O Sibarita