Era janeiro, parece que foi ontem, e eu pedia em silêncio, me deixe sonhar. O silêncio era só da minha voz, dentro de mim era um grito, um pedido de socorro, uma solicitação. Os dias passaram, sempre passam, mas eu não perdi o elo, não perdi a vontade de sonhar. E sonhei muitos dias. Continue caminhando pelas caminhos de sonhos. Teve lágrimas doces acompanhadas de sorriso, e lágrimas salgadas valsando nas bochechas com gosto de tristeza. Teve dias mais sombrios e outros mais alegres. Dias mais noturnos e noites ensolaradas. Mas eu continuei caminhando. Estamos chegando em dezembro. Em teus olhos passaram nuvens invernais. Mas você continua chovendo poesia. E eu sigo a minha dança de sonhos e fantasias. Vou remando por rios diversos, mas o teu rio deságua em mim um mar de belezas. E eu invento contos que não te conto, invento poesias que declamo nos galhos das árvore que pouso. Vou remando, rumo a novos dias. A canoa segue a correnteza do rio. Feito eu sigo as tuas poesias.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Se
Quando penso em você, seja que pensamento for, a origem, o dia, a hora, o local, a música que toca, a palavra se sempre é uma condicionante. É sempre uma partícula que pesa. Está sempre condicionada a que você queira. Se pudesse. Se quisesse. Se tivesse. Se ouvisse. Se me visse. Se, se, se...Feito uma cigarra em fim de tarde, canto esta cantiga, canto até explodir sentimentos pelos poros.
domingo, 27 de novembro de 2011
Se pudesse ofertar meu colo, queria ter a sabedoria de oferecer um colo com o silêncio que necessitas. Mas se precisares de alguma voz, que ele estivesse acompanhado de voz. Ou do som do mar. Queria que ele tivesse o cheiro das lembranças que precisas lembrar. Ou um cheiro muito próprio para fazer esquecer. Queria estender meu colo feito o sol ao nascer, que se estende no cume da montanha, vai chegando de mansinho e mudando a cor da natureza, dando novos tons a paisagem. Ou um colo que lembrasse uma casinha aconchegante na serra. Quem sabe lembrasse um ninho de passarinho. Se pudesse ofertar meu colo ele teria a maciez da palavra ternura. A doçura da palavra cuidado. Teria o espaço necessário para descansares teus pensamentos. E sentires teus sentimentos.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Quero te dar as mãos
Correr a favor do tempo
A favor do vento
Ajudar a realizar um sonho teu
Os dias vem galopando
Levantando poeira na estrada
Arrancando pedras do caminho
Se arranhando em galhos de aveloz
Quero apenas te dar as mãos
Realizar um sonho teu
Um sonho que desenhe paisagem nas lembranças
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Muitas vezes quis estender minhas mãos em tua direção. Mãos de criança para correr nas montanhas. Mãos de adulto para sair pelo mundo viajando, descobrindo lugares. Mãos que dizem foi um prazer em lhe conhecer. Mãos de amigos. Mãos que fazem carinho. Mãos que dizem, estou aqui. Mãos que simbolizam. Mãos que falam. Mãos que silenciam. Mãos que apóiam. Então, eu queria estender minhas mãos em tua direção.E te fazer um carinho.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
O ser humano, muito deles, tem o poder incrível de juntar os cacos. Os cacos da vida, dos erros, das lembranças, dos sonhos esfarelados, das ilusões e transformar em belos mosaicos de vida. Ficam vidas dentro de vidas. Vidas mesmo partidas, mas coloridas. Vidas sofridas, em cacos, formando uma nova vida. "Há, os cacos!" Ah! os cacos que nos formam e montam a vida. Mesmo um caco e em caco, o ser humano tem o poder de reconstruir-se, de sonhar e colorir a vida.
Um comenário no blog de Karl , em 01.01.10.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Estou vivendo a vida. Não que antes não vivesse, vivia. Atualmente decidi voltar a andar comigo. A me perguntar onde quero estar, com quem quero estar, e geralmente quero estar comigo. Eu e eu, sem desentendimentos, só a liberdade de estarmos juntas andando pelas ruas de paralelepípedos. Ruas de paralelepípedos tem um encanto especial, um gosto de passado, de liberdade. Cada passo pelos paralelepípedos em desnível, um sentimento de asas se abrindo, o olhar segue na frente sorrindo. Sou eu. Eu e eu de mãos dadas, muito carinho, me ouvindo, me sentindo, me percebendo. Eu e a vida caminhando pelas ruas de paralelepípedos, descobrindo outras vidas, olhares, sorrisos, ouvindo músicas e histórias. D. Maria fez o coquetel de morango, espontaneamente soltei um beijo para ela em agradecimento. Jorge, sorriso cativante, do outro lado do balcão me fala dele, parece que nos conhecemos há muitos anos. Ariane, tem um modo de pensar igual ao meu, de andar só pelas ruas da cidade, e se sente bem no bairro do Recife Antigo, onde tem ruas de paralelepípedos. Rafael, chega e se junta ao grupo, é falante, professor de português, estudioso de Clarice Lispector, declama poemas de Florbela Espanca ali, junto ao balcão, naquele bar de esquina, numa rua de paralelepípedos. A vida acontece, estou vivendo a vida, estou me sentindo, enquanto ando por ruas de paralelepípedos.
domingo, 13 de novembro de 2011
Poderia tentar escrever sobre a minha imaginação, desejos e fantasias. Talvez tivesse muito a contar. A descrever. Mas é como se fossem nossos momentos, um segredo, algo que acontece entre quatro paredes. Mesmo que você nem saiba que faz parte desses sonhos de olhos abertos e de corpo quente. Mas tenho você como cúmplice, e como objeto do meu desejo, és o desejo que me deseja.
Muitas vezes te acariciei, te toquei, abri os botões da tua alma despida e te beijei com carinho. Momentos de poesia escrita com os dedos na tua pele em arrepio.
Várias vezes te sussurrei palavras de amor. Palavras que nunca escrevi. Palavras que tomam um sentido mais poético quando faladas olhando nos olhos e musicadas nas teclas do corpo.
Poderia escrever contos e contos onde os personagens se amassem. Mas fico com a imaginação, só minha, para não desvendar os mistérios de tanto te desejar, e não perder o encanto de estar contigo em pensamento.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Série: amigo imaginário
Cada vez que vivo a vida intensamente
Que descubro lugares e gentes
Que me permito e me descubro
Mais lembro de você
Como sua ausência é tão presente
Me impressiona este preenchimento
Da sua falta
E que sou eu e que é vida
É descoberta, é deslumbramento
É ausência nos lugares cheios de vidas
Onde há vida, há vontade dentro de mim
De sua presença
terça-feira, 8 de novembro de 2011
série: natureza de um ser
Dança a natureza
Uma nova coreografia
Grafia simultânea
Entre dor e ternura
Pintura de paisagens
Gesticulando cores
Um novo compasso
Passos leves de afeto
Sapateados fortes de realidade
Idade, o tempo
Reflexões de uma nova natureza
texto: 01.10.11
Marcadores:
natureza de um ser
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
sábado, 5 de novembro de 2011
Em 14.05.2009 pensei assim. Hoje senti vontade de expressar no blog.
Para um escritor-poeta, Dauri Batisti, que admiro a escrita, demais.
Às vezes penso em te dizer: fica com Deus. Mas ao terminar de te ler percebo que Deus é quem deve gostar de estar ao teu lado. E talvez sopre palavras em teus ouvidos.
O pouco que conheço de Deus, acho que ele gosta de te ouvir.
fotos: Paróquia da Ressurreição
Vitória-Espírito Santo - março-2010
Para um escritor-poeta, Dauri Batisti, que admiro a escrita, demais.
Às vezes penso em te dizer: fica com Deus. Mas ao terminar de te ler percebo que Deus é quem deve gostar de estar ao teu lado. E talvez sopre palavras em teus ouvidos.
O pouco que conheço de Deus, acho que ele gosta de te ouvir.
fotos: Paróquia da Ressurreição
Vitória-Espírito Santo - março-2010
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Beijos melodiosos em teus lábios
Em teu corpo
Em tuas mãos
Beijos musicados em tons
Nos teus olhos
Em teus sonhos
Beijos dedilhados em acordes
Acordando teus desejos
Beijos ritmados
Percorrendo teus cheiros
Beijos consentidos
Em todos os teus sentidos
Tocados suavemente
Beijos e beijos
Nas partituras da tua pele
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Flamula no peito bandeiras hasteadas
Variados sentimentos
O verde da esperança
Na seca árdua da vida
O azul do céu largo e infinito
Do preto dos olhos
Que agora veem colorido
O amarelo do ouro
Que reluz em mim
As brancas nuvens desse imenso céu
Mar de tantos sentimentos bons
17.04.09
Escrito em Brasília em frente das bandeiras
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