Quem sou eu? Sou também o que escrevo. Não sou só isso. Sou muito mais do que não escrevo. Leiam o que escrevo. Não tentem ler a mim. Sou um livro de muito contos. A maioria não conto. Só conto, e olhe lá, quando me olham nos olhos, e se eu sentir que sou olhada com a alma, e ouvida com o coração. Sei da minha história, algumas inesquecíveis, outras tento esquecer, sei das minhas alegrias e dores. Sei do meu passado mal passado. Sei da sangria que escorreu. Sei das dores apuradas, cronificadas. Sei das belezas vividas. Alguns fatos esqueci, preciso dos amigos e familiares para lembrar-me, tanto do que vivi, como dos obstáculos que venci, da garra que tive e tenho. Sei da lista de sonhos realizados. Sei dos sonhos frustrados. Sei das vezes que a vida parou e ficou estancada sem emoção. Sei dos momentos que a vida desceu ladeira abaixo. Sei também das grandes viradas, das enormes conquistas, das grandes emoções. Existo porque sonho. E de sonho em sonho, realizados ou não, insisto em viver. E sonho, e planejo, e realizo, assim continuo essa caminhada chamada vida. Quem sou eu? Sei tão pouco de mim, ainda estou me descobrindo. Tirando de mim o passado mal digerido, abrindo a cortina da mente e limpando as poeiras. Sou um pouco do que escrevo....o resto talvez seja o que sonho. Sonho, logo existo. E para existir sonho.
sábado, 29 de agosto de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Logo cedo
Puxo a cortina
Abro a janela
Deixo entrar a claridade
Para tocar os olhos
Acordar o corpo
Que pulsa ansiando o teu
A beleza infinita me toca
Percorre os poros em arrepio
Desejo me jogar..... Em teus braços
À noite
Abro a janela
Na ânsia incontrolável
De te ver mais uma vez
Busco adormecer o corpo
Que ainda quente do despertar
Clama o corpo teu
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Faz tempo que acordei
Não quero levantar
Fecho os olhos
Remexo para lá e para cá
Com as mãos ansiosas
Tento desenhar meus sentimentos em você
Percorro suas linhas imaginárias
Sinto o cheiro da fonte que se derrama
Bebo dessa água emoção
É assim pulsando, vibrando, se derramando
Que gosto, que me extasio
Deixo-me ficar
E nesse instante prolongado
Novas emoções vão surgindo
Sem me levantar
Sinto outras manhãs sendo acordadas
É só deixar fluir
De olhos fechados posso ver melhor, sentir você
Abraçar o que vem se delineando em mim
Sinto sabores na ponta da língua
Pego cores e vou redesenhando
Em mim, por ti
Esse transbordar de sentimentos
Que eretos me sugam e se derramam por mim
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Gostaria de abrir a janela e deixar a voz sair. Gritar um grito sussurrado. Um apelo, um aperto de mão, um olhar. Apenas um olhar com palavras. Palavras derramadas de água marinha. Um topázio. Um brilhante. Uma esmeralda-esperança. Uma pedra jogada na janela. Só para saber de ti. E ouvir a voz da mente. Do ente que mora em ti. Não mente! Não me fale de cansaço De silêncio, de viagens. De preguiça, nem nada assim. Não me fale de você. Por enquanto não, só depois. Abre a janela e entra. Assobiando, quem sabe sorrindo com teus olhos dourados do sol. Ou azul do céu, verde do mar. Ou vermelho de saudade, com sal na ponta dos cílios. Ou preto da lama da estrada por onde andaste. Que importa a cor?
Entra sorrindo, com os olhos brilhando Pode entrar, estou esperando Estou tão confusa, pela ausência. Por esse silêncio com batuques em minha mente. E de galopes no coração. Sobes por minhas tranças de pensamentos, crescidas de pensar em ti. Chega um pouco mais. Não pergunta nada do meu passado. Do tempo que você se foi. Por enquanto não. Apenas empurra a janela. Deita entre eu e a saudade. Assim que você entrar ela se vai. Saberei que você chegou....
domingo, 23 de agosto de 2009
Dois anos - O anjo, eu e a nova vida.
fotos Brasília-2009
fotos Brasília-2009 O anjinho, o meu anjinho, e como eu criei, chamo ele de meu, mesmo que ele não seja anjo, mesmo que ele não goste de ser chamado anjo, mesmo que tenha sido um anjinho com um grande tridente pegando fogo a escalpelar a minha alma, a depenar as asas que eu também criei. Mas tudo bem, anjo-humano que é anjo, até quando enfia o tridente na alma, tem um propósito, mesmo sem saber. E eu aproveitei a alma em chamas e afoguei em lágrimas. Depois...ah, depois....eu fui..., de alma lavada. Porque quando fazemos o que sonhamos, e entendemos até onde o sonho pode ir, e sonho não pode incluir outras pessoas que não queiram ser sonhadas (isso não é amor carnal), criei novas asas, e ando pisando mais firme. Voltando ao texto. Ele gosta muito de usar essa frase – “E os sonhos têm o tamanho que se possa dar a eles.” MA. E de tanto ler isso, acreditei, e conhecer ele passou a ser meu sonho. E o sonho ficou do tamanho do céu, sem bordas, sem curvas, o céu era plano, azul anil, e o sol brilhava no céu, e as palavras dele brilhavam (brilham) na alma. E fui sonhando, sonhando....realizando alguns sonhos, e sonhando mais, criando asas, pintando as asas, me apoderando de mim, e meu maior sonho passou a ser conhecer ele. Mas não foi daquela vez. Mas ele também sempre falou de superação, de dores, de reinventar os sonho....(emocionada, enquanto escrevo, me lembrei disso agora). E me superei, e fiz tudo que tinha me proposto, se ele não via motivo para eu conhecê-lo, me conheci, peguei a minha força pelas mãos, calcei nos pés os sonho, e voei.....por entre nuvens continuei me vendo, me lendo e me reescrevendo. E ninguém, e nem ele, entende porque ele é eleito o meu anjo.
sábado, 22 de agosto de 2009
Ele voou.....
Uma semana pode passar rápido ou não. Depende da nossa emoção. Essa semana estive mais triste, mesmo quando fiquei muito alegre. Estava mais sensível. A morte do meu amigo de blog me fez ficar triste, e pensando em muitas outras coisas. A morte me faz pensar a vida. Ler a irmã dele ir no blog dele todo dia e escrever falando com ele como sempre fez, me dói. Consigo sentir a saudade imensa que ela sente. Ele morreu às 22 horas do sábado 14. Esse horário para mim foi muito significativo, marcante. Passamos uma época conversando no MSN e ele dizia sempre, entre as 22 horas, esse horário estou livre. Esse foi o horário que ele voou para uma outra dimensão. Se libertou das dores físicas e mentais, se libertou das lembranças que carregava muitas vezes em forma de fardos, se libertou de uma vida que o limitava quando tinha tanta vida dentro dele querendo viver......às 22 horas ele marcou um encontro em outro lugar e voou.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Um texto da série andarilha. Para os novatos no blog, essa é uma série de pensamentos. Para conhecer os outros da mesma série, mas que não são continuação, é só clicar no rodapé - a andarilha.
Lembranças andarilhas
A lembrança, o que é lembrar? Lembrar de quem não se conhece. De quem escreve, de quem diz sem dizer, de quem grita o grito bambo, o grito cego, o grito agudo no peito fechado. Não pode se abrir.
Vim correndo. Pensando. Atropelando os pensamentos em zig zag. Atenta a eles, gostando da emoção que desfilava em mim.
Penso em você. Nas suas palavras que não escuto o som, mas que me falam. Gostaria de lhe presentear um livro que ainda não saiu, mas o conteúdo é triste, estou lendo, lendo e lembrando da sua cantiga, da sua melodia, que muitas vezes é triste.
Queria dividir com você meus pensamentos. Ofertar lembranças. É, lembro sempre de você.
Lembro na música que escuto de vida e fala do anjo que sobrevoa a cidade. Você quer voar também? Eu chego junto a você voando.
Lembro de você nas curvas da estrada, ah...a neblina na serra, o frio nos braço. Você me abraça? Um abraço de alma e corpo, um abraço quente, despido de preconceitos, um abraço amigo, apertado, aconchegante. Você me envolve? Afirmo, suas palavras me envolvem.
Lembro de você, e sigo escrevendo o que não devo dizer. Não posso atravessar no seu caminho. Lhe tirar de rota. Ser a cerca de arame farpado no seu galope. Sim, quando olho um cavalo lembro de você também. Tenho a sensação que você gostaria muitas vezes de correr pelas campinas, deixando para trás muitas decisões, muitos pesos que não são seus, correr livre, em busca dos sonhos lá no horizonte. Lembra da linha do horizonte onde os olhos encontram mais lembranças? Olhamos o horizonte. Você o seu. Eu o meu. Nós, nem nos conhecemos, somos palavras em fagulhas.
Somos feitos de lembranças. E eu sigo lembrando de você. Acordo lhe buscando, tateando suas emoções que ficam no ar. Inspiro profundo e não expiro. Deixo o ar crescer no peito, inflar o coração, até ele ficar transparente de vontade de....escrever.
Sorrisos...Mai me entregou no comentário. Essa viagem foi feita com ela, e realmente tinha mais gente com a gente. Sempre tinha, não é Mai? rsrsrs Você, a família, e os locais maravilhosos. obrigada.
Comentário Mai:
Oi, amiga.Ficaram bonitas estas fotos em um dia nublado, me lembro. Enquanto conversávamos, outros dormiam.Lembrei q rumo ao mar na serramar, vezes pegavas teu bloco e escrevias. Fizeste isto algumas vezes. O q eu não sabia é que éramos os cinco e mais este UM, em teu pensamento. (risos muitos...)Abraços, querida.saudades de vcs
O blog dela, que escreve super bem http://inspirar-poesia.blogspot.com/
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
A folha
Esse post foi um comentário do comentário de Tossan
E esse tipo de folha lembra um outro post feito com uma fotografia dele.
Uma daquelas folhas me fez lembrar você. Sabe qual é?
Uma daquelas folhas tem influência do seu olhar Lembra?
Nunca me dei conta que ela está em todo lugar.
Na esquina, do outro lado da rua, nas praças, nas praias.
Em cada cantinho do Brasil.
No pátio do meu trabalho.
No meu coração.
Agosto Está ventando muito
Tem mais folhas no chão, muitas!
Tem mais lembranças
Tem uma árvore aqui no trabalho
Vejo quando chego.Aprecio da janela.
Foi batizada de Tossan Tem dias que dou bom dia a ela - “Oi, Tossan, bom dia!” Sorrio (com minha bobagem), e mando energias boas para você (e se eu não disser você nem vai saber) Quando vi “A Folha” no chão Me deu vontade de fazer uma série
Folhas
Além de ciclos, são lembranças
Além de vidas, são saudades
É emoção
Quando pensei na série
Não pensei em escrever algo triste Muito pelo contrário Mas meu momento me fez escrever assim ( a morte de Yossif) E lembrar das folhas Dos ventos, das lembranças, das saudades, dos ciclos, da vida como um todo
Saiba que você me emocionou em vários momentos Emociona! Me fez escrever Me faz, não é? (sorrisos, olha o tamanho!!!) Me faz fotografar com um novo olhar Me faz sempre lembrar de você Porque carinho não se explica Nem essa relação emoção x escrever
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Folhas caídas
Vidas que se vão
Uma nova dimensão
Um outro olhar
Um novo sentir
Saudade
Já foi folha para nascer
Já foi verde
Já esteve no pé, em pé
Foi beleza
Foi vista, admirada, ou não
Agora... Folhas caídas
No chão
No solo
Vem um vento....folha voa
Se vai....no ar
Se foi....do olhar
Uma outra dimensão
Saudade
Folhas caídas
Folhas que se vão
Ciclos da vida
Raízes ficam
Lembranças
Saudades.....
Vidas que se vão
Uma nova dimensão
Um outro olhar
Um novo sentir
Saudade
Já foi folha para nascer
Já foi verde
Já esteve no pé, em pé
Foi beleza
Foi vista, admirada, ou não
Agora... Folhas caídas
No chão
No solo
Vem um vento....folha voa
Se vai....no ar
Se foi....do olhar
Uma outra dimensão
Saudade
Folhas caídas
Folhas que se vão
Ciclos da vida
Raízes ficam
Lembranças
Saudades.....
fotos tiradas no Rio de Janeiro - julho/09
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Você é especial.....
Você é especial...
Quando sou silêncio você me escuta
Quando sou dor você me sopra
Quando sou alegria você sorri
Quando sou devaneios você me ler
Quando sou loucura você me interpreta
Quando não digo nada com nada você diz tudo
Quando não tenho palavras você me faz escrever
Quando fico muda você me faz falar
Quando sou lágrimas você me emociona
Quando sou tristeza você me faz alegre
Quando sou solidão você é madrugada com poesia
Quando sou barulho você é melodia
Quando estou perdida você é referência
Quando sou vento você é catavento
Quando quero ir você me faz ficar
Você é especial...
Queria ser água do mar
Queria ser a lua
Queria ser o sol
Queria ser as estrelas
Queria ser vento
Queria ser letras
Queria ser amor
Queria ser companhia
Queria ser cúmplice
Queria ser amiga
Quero ver você alegre, amando, bem com a vida
Queria ser borboleta para pousar no seu dedo agora
Mas agora sou lágrimas, escrevendo para você
Porque você me emociona e sempre me estende a mão
18.08.09 10h50
Para o amigo especial Everson - amigo dessa vida chamada blog. O de todos os dias, há mais de um ano.
http://olivrodosdiasdois.blogspot.com/
Você é especial... Quando sou silêncio você me escuta
Quando sou dor você me sopra
Quando sou alegria você sorri
Quando sou devaneios você me ler
Quando sou loucura você me interpreta
Quando não digo nada com nada você diz tudo
Quando não tenho palavras você me faz escrever
Quando fico muda você me faz falar
Quando sou lágrimas você me emociona
Quando sou tristeza você me faz alegre
Quando sou solidão você é madrugada com poesia
Quando sou barulho você é melodia
Quando estou perdida você é referência
Quando sou vento você é catavento
Quando quero ir você me faz ficar
Você é especial...
Queria ser água do mar
Queria ser a lua
Queria ser o sol
Queria ser as estrelas
Queria ser vento
Queria ser letras
Queria ser amor
Queria ser companhia
Queria ser cúmplice
Queria ser amiga
Quero ver você alegre, amando, bem com a vida
Queria ser borboleta para pousar no seu dedo agora
Mas agora sou lágrimas, escrevendo para você
Porque você me emociona e sempre me estende a mão
18.08.09 10h50
Para o amigo especial Everson - amigo dessa vida chamada blog. O de todos os dias, há mais de um ano.
http://olivrodosdiasdois.blogspot.com/
domingo, 16 de agosto de 2009
Ele se foi.... No meu peito a saudade, na face as lágrimas, na mente as lembranças.
A lagoa Rodrigues de Freitas
O calçadão
Se foi.... Espero que tenha partido correndo, como corria quando era mais jovem, nos calçadões das praias do Rio de Janeiro. Na velocidade necessária para se livrar das crises existenciais que tanto o angustiava. Espero que consiga ouvir o carinho dos que amava. Os aplausos, o carinho, os elogios recebidos muitas vezes não foi sentido. Espero que tenha pensado que estava pulando do arpoador. Ou vendo o pôr-do-sol. Que tenha sido uma passagem tranqüila. Nos poucos contatos pude perceber o peso da culpa, uma culpa que se atribuía, tornando seus dias mais pesados. Me ajudou num período que muito precisei. Foi especial. Dizia a ele que tivemos um reencontro de vidas passadas. Onde ele era o mesmo, na mesma cidade que amo, com o mesmo carinho que sentia antes, e eu tinha morrido e reencarnado em outra cidade, com muito carinho por ele. E ríamos. Não nos encontramos quando fui ao Rio. Ele já estava doente. Disse que era melhor eu não vê-lo naquele estado.
Para ele o arpoador tão amado
"Leva meu coração, o jogue no mar do Arpoador" - Iosif Landau
Enquanto corria e remava contava a proximidade da chegada como vitória. Já no final da trajetória chamada vida, era difícil, doloroso, vê-lo falando do final, contando os dias de forma regressiva. Assistir os seus dias se expirando, cansado, sem ânimo, muitas vezes sem querer conversar. Sempre fumando. Respiração por um fio. Muitas vezes via a morte como um momento de libertação, principalmente das dores da alma. Mas sofria pela lucidez impressionante. Falava da morte dos amigos e sofria. Falava dos amores. Lembrava de tantos momentos. Falava do trabalho, da família e....de tantas outras coisas. Era triste, muito triste, ouvi-lo falar da vida distante e da morte chegando, e ele lúcido, extremamente inteligente e crítico, com os outros, com o mundo, e mais ainda com ele mesmo. Sofria da lucidez tão lúcida. 85 Anos, uma história de vida. Li seus livros que me foram enviados. Muitas vezes não contive as lágrimas, ou lendo os livros, ou conversando pelo MSN. Uma vida que ele escrevia e falava com o peso da culpa, sempre ela, fazendo o belo ficar feio. Dizia que faria diferente algumas coisas da sua vida...e citava várias. Queria muito ter conseguido aliviar as culpas que ele sentia. Mas já tão imbuído no sofrimento não queria falar, não queria ouvir. Discutimos algumas vezes por bobagens, os dois com gênios fortes. Ele sabia que não tinha muito tempo. Mesmo chorando, fico feliz de ter feito parte de alguns dias da vida dele. E ele da minha. E poder lembrar dele vivo em mim.
Repetia para ele o carinho imenso que sentia. Mas ele queria viver ..... Minha primeira perda real de um blogueiro.Importante para mim, presente em mim.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Ele, o sentir
Os olhos procuravam aquele sentir, sempre
Buscava incessantemente
Impressionante a sensação causada
A alma se iluminava
Tentou calar o sentir
Mas sentia a vida calar-se
Em vão silenciava os olhos
A alma chorava
Clamava a busca
Rodopiava procurando o viço da vida
Provocou lembranças
Reviveu os diálogos internos O
nde vive a energia boa
Fazendo renascer a vida
Os olhos brilharam
A alma sorri
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Me espanta essa loucura
Sorrio
Fecho os olhos e deixo chegar
No pega e solta
No vibrar do que está por vir
O desejo
Não dito, expresso
O simbolismo
Da boca que anseia
Do corpo trêmulo
Do abraço envolvendo
As minhas mãos em tuas costas
Percorrendo o corpo, a nuca, cada canto, o todo
O cheiro, o ar entrando
O corpo se modificando
Lençóis de seda escorregadios, macios
Os cheiros que exalam
Sorrio
Fecho os olhos e deixo chegar
No pega e solta
No vibrar do que está por vir
O desejo
Não dito, expresso
O simbolismo
Da boca que anseia
Do corpo trêmulo
Do abraço envolvendo
As minhas mãos em tuas costas
Percorrendo o corpo, a nuca, cada canto, o todo
O cheiro, o ar entrando
O corpo se modificando
Lençóis de seda escorregadios, macios
Os cheiros que exalam
Os fluídos que embalam
O corpo em arrepio
Os sonhos sendo vividos
Ainda não, ainda não
Te espero, te aguardo
Se preciso vou
Me entrego
Quente, úmida
Desejosa
Apenas eu e você e nossas sonhos
Para viver as fantasias
Tantas vezes mentalizadas
E ousadamente faladas
Vem, não demore
O tempo urge
O corpo em labaredas chama
O corpo em arrepio
Os sonhos sendo vividos
Ainda não, ainda não
Te espero, te aguardo
Se preciso vou
Me entrego
Quente, úmida
Desejosa
Apenas eu e você e nossas sonhos
Para viver as fantasias
Tantas vezes mentalizadas
E ousadamente faladas
Vem, não demore
O tempo urge
O corpo em labaredas chama
domingo, 9 de agosto de 2009
Escrever
É o descompasso da mente
Entre o querer e o poder
Entre o ter e o ser
É o pulsar do corpo chamando
É o poder da mente controlando
É o não dito sendo dito
É a volúpia do corpo se derretendo em palavras que ardem
Inspiram, suspiram, transpiram
A solidão buscando companhia
A tristeza indo ao encontro da alegria
Escrever
É o caminho que a mente encontra
Para libertar o incontrolável
Confessar o inconfessável
Manter a loucura lúcida
Enquadrar as desmedidas ânsias
Aliviar a pressão do que não quer e não pode calar
São metáforas ajudando a mascarar a beleza da emoção
Escrever
É dizer o que pulsa, vibra
Queima, arde
E muitas vezes não está sendo vivido
Escrever
É soltar o que não nos cabe
O que explode em mil pedaços a alma
É alinhar o céu e o mar
A terra e a lua
O desejo e a razão
Os mistérios
São nossos extremos
São enxurradas de sentimentos pedindo para seguir o curso da vida
É o descompasso da mente
Entre o querer e o poder
Entre o ter e o ser
É o pulsar do corpo chamando
É o poder da mente controlando
É o não dito sendo dito
É a volúpia do corpo se derretendo em palavras que ardem
Inspiram, suspiram, transpiram
A solidão buscando companhia
A tristeza indo ao encontro da alegria
Escrever
É o caminho que a mente encontra
Para libertar o incontrolável
Confessar o inconfessável
Manter a loucura lúcida
Enquadrar as desmedidas ânsias
Aliviar a pressão do que não quer e não pode calar
São metáforas ajudando a mascarar a beleza da emoção
Escrever
É dizer o que pulsa, vibra
Queima, arde
E muitas vezes não está sendo vivido
Escrever
É soltar o que não nos cabe
O que explode em mil pedaços a alma
É alinhar o céu e o mar
A terra e a lua
O desejo e a razão
Os mistérios
São nossos extremos
São enxurradas de sentimentos pedindo para seguir o curso da vida
(escrever é muito mais...esse é meu momento)
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Vem....
Me tira desse mundo de fantasias
Dos sonhos irreais
Me tira dos rodopios das emoções vazias
Me leva com você para um mundo real
Onde possámos sonhar juntos
E de mãos dadas possámos rodopiar nas emoções
Sentindo o calor dos corpos
O pulsar ....do coração
Me tira desse mundo que criei
Me leva para viver as fantasias com você
Vamos emocionar a vida
Rodopiar os dias
Vamos chorar e sorrir juntos
Quero ser real todos os dias
Deixa te olhar
Te escutar
Me escuta
Vamos viver...apenas viver
A vida de todos os dias
E amar, amar muito
Vem!
Dos sonhos irreais
Me tira dos rodopios das emoções vazias
Me leva com você para um mundo real
Onde possámos sonhar juntos
E de mãos dadas possámos rodopiar nas emoções
Sentindo o calor dos corpos
O pulsar ....do coração
Me tira desse mundo que criei
Me leva para viver as fantasias com você
Vamos emocionar a vida
Rodopiar os dias
Vamos chorar e sorrir juntos
Quero ser real todos os dias
Deixa te olhar
Te escutar
Me escuta
Vamos viver...apenas viver
A vida de todos os dias
E amar, amar muito
Vem!
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
As horas vão passando. Focamos muitas vezes nossa atenção em fatos aparentemente sem significados, mas que nos prendem a emoção. Talvez por isso ficamos presos, e vimos e voltamos e nos repetimos.As horas passam. Um dia não seremos mais os mesmos, e o que nos prendia a atenção já não nos prende. E nós podemos ir sem voltar. Ou mesmo voltando, voltamos mais libertos da emoção que nos prendia.As horas vão passando. Dias, meses, anos também vão passando. E nós? Passamos por horas, dias e anos e nem sempre nos desprendemos da emoção que nos prendia.Sei lá, é tão confuso, as amarras da emoção, nos ligando no tempo.
Sou sol, sou neblina
Sou estrela, sou lágrimas
Sou palavras não escritas
Sou também as escritas
Sou a bucha do canhão, sou rosa
Sou espinho, sou perfume
Sou caminhos, sou passos
Sou busca e desencontro
Sou espera e encontro
Sou idas e vindas
Sou braços cruzados, coração ferido
Sou mão estendida, sou abraços
Sou pedaços, sou inteira
Ainda não sei tudo que sou
Nem tudo que posso
Sou humana, sou pedra, sou emoção.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Viajar e aprender
Se a vida não fosse um eterno aprendizado eu não acharia o menor sentido em viver. E muitas vezes não acho mesmo, eu vivo por teimosia, por curiosidade, para ver no que vai dar. É um esforço danado.
E lá estamos em Penedo e o tempo fechando, e começou a chover. Meu primo dizia e repetia: mas logo hoje está chovendo, ontem fez um dia lindo. E de repente a minha vozinha me disse: vocês foram presenteadas com chuva, frio e neblina......esse local é lindo assim. Acreditei, e tudo ficou lindo e gostoso. Rindo respondi para ele: nós estamos sendo presentadas, duas nordestinas vendo neblina, sentindo frio e vamos tomar um chocolate quente.
domingo, 2 de agosto de 2009
Vou começar a colocar a fotos por etapas. Aqui mostra um pouco do que vímos quando fomos a Nova Friburgo conhecer Mai - blogueira. Foram dias excelentes, inesquecíveis. Pela acolhida, ousadia de ambas as partes em se conhecerem, pelas conversas e orientações (dela para comigo) e por tudo que vimos. Ela fez questão de mostrar lugares belíssimos, e dava dicas para bater as fotos.
Essa ave nos trouxe lembranças......
Rio das Ostras - praça
Rio das Ostras
Búzios - chegamos estava nublado depois ficou lindo assim.
Búzios com sol
Búzios com o tempo nublado
Nova Friburgo - almoçamos no clube e depois Mai nos mostrou a área do clube. Cachoeiras, árvores,animais.
Country Clube de Nova Friburgo. Aqui estava acontecendo o Festival de Inverno. Assistimos shows de Flávio Venturini e Vanessa da Mata.
A entrada.
O bem-te-vi na cerejeira da casa de Mai.
Cantando para mim (claro que sempre penso que ele canta para mim rsrsrs)
Rio das Ostras - calçadão, bares com música ao vivo, sorveteria, lojas, praça.
Búzios - chegamos estava nublado depois ficou lindo assim.
Tivemos a sorte de pegar neblina em alguns lugares. Dá para imagina nordestinas vendo neblina?
Estrada de Nova Friburgo para Búzios.
Mai nos levou a Lumiar, uma cidade pequena, mas muito agradável. Tomamos chocolate quente para aproveitar o clima.
Fotos tiradas da casa de Mai. Vista maravilhosa. Pedra do elefante
Da janela, da varanda do quarto de Mai, no quintal.....temos lindas vistas.Se olharmos para dentro temos uma bela casa, aconchegante, cuidada com carinho, pessoas educadas e amáveis. Se olharmos para fora temos várias belezas, a natureza rodeando toda a casa.
O coração de Mai é enorme, estava com portas e janelas abertas para nos receber.
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