Lendo Élcio, Mari Amorim, Tatiana (temas interligados)...lendo a mim mesma, percebo como se nós que estamos neste plano virtual e também no real somos como uma alameda, estamos ligados pelas raízes do ser, e nos entrelaçamos nas copas, nos ramos das nossas histórias de vida, nos galhos das nossas sensibilidades.
Muitos vão passar por esta alameda sem sentirem a beleza, sem usufruirem das brisas, sem aproveitarem os vendavais para fortificarem mais e mais as suas raízes, sem crescerem e sem darem frutos. Talvez não seja o momento. Outros e eu mesma, estamos mudando o rumo da nossas próprias histórias. Estamos vivendo e criando histórias. Estamos trazendo as emoções do virtual, o inexplicável, este sentir imenso, para a vida real. E trazendo a vida real para o virtual. Nestas trocas vamos caminhando na vida, nos dias, nas relações. Nossos galhos crescem e se entrelaçam com outros galhos. Vidas que se entrelaçam.
Por causa de uma experiência inusitada de abrir um jornal e ler uma matéria, e mais e mais matérias e de conversar com o jornalista tive a minha vida totalmente modificada. Criei o blog. Estou aqui entrelaçada com vocês, com outros. Nesta grande alameda de sentimentos, histórias de vida, de emoções. Muitos erros e muitos acertos, muitas vivências.
Quantas vezes mostrei as matérias para alguém, mostrei algo que vocês escrevem para alguém, mas nada acontecia com aquelas pessoas. Comigo foi uma reviravolta na minha vida. No entanto tenho consciência que aproveitei cada falta de entendimento, cada lágrima derramada, cada noite sem dormir, cada emoção forte, cada sentimento de carinho e amor imenso, para trilhar novos caminhos, ou os velhos caminhos com um novo olhar. Errando e falhando, volto a repetir, mas aprendendo a caminhar pelas alamedas da vida.
foto: Belo Horizonte