sábado, 30 de abril de 2011




Poderia te amar
Bem sabes que poderia te amar
E por medo de te amar
Não te amei

Consegui controlar o amor a tempo
No tempo certo, dele crescer por outras vias
De tomar outros caminhos
E se tornar amizade

A distância, os impedimentos
As nossas experiências que são chão, que são raizes
Que é tronco enraizado
Me fez vestir razão

Consegui captar no ser grande
A luz da partilha, a alegria da cumplicidade
O abraço de respeito
Mas parei o crescer da admiração
Antes que esse conjunto se chamasse amor

Admirada da tua beleza interior
Da grandeza do teu ser
Aliviada sorrio
Emocionada escrevo
Poderia te amar



(Esclarecendo, meus escritos não tem sequência lógica. Não tenho só um muso ou uma musa. Sao várias as fontes que me inspiram.)

quinta-feira, 28 de abril de 2011



Lendo Élcio, Mari Amorim, Tatiana (temas interligados)...lendo a mim mesma, percebo como se nós que estamos neste plano virtual e também no real somos como uma alameda, estamos ligados pelas raízes do ser, e nos entrelaçamos nas copas, nos ramos das nossas histórias de vida, nos galhos das nossas sensibilidades. 
Muitos vão passar por esta alameda sem sentirem a beleza, sem usufruirem das brisas, sem aproveitarem os vendavais para fortificarem mais e mais as suas raízes, sem crescerem e sem darem frutos. Talvez não seja o momento. Outros e eu mesma, estamos mudando o rumo da nossas próprias histórias. Estamos vivendo e criando histórias. Estamos trazendo as emoções do virtual, o inexplicável, este sentir imenso, para a vida real. E trazendo a vida real para o virtual. Nestas trocas vamos caminhando na vida, nos dias, nas relações. Nossos galhos crescem e se entrelaçam com outros galhos. Vidas que se entrelaçam.

Por causa de uma experiência inusitada de abrir um jornal e ler uma matéria, e mais e mais matérias e de conversar com o jornalista tive a minha vida totalmente modificada. Criei o blog. Estou aqui entrelaçada com vocês, com outros. Nesta grande alameda de sentimentos, histórias de vida, de emoções. Muitos erros e muitos acertos, muitas vivências.

Quantas vezes mostrei as matérias para alguém, mostrei algo que vocês escrevem para alguém, mas nada acontecia com aquelas pessoas. Comigo foi uma reviravolta na minha vida. No entanto tenho consciência que aproveitei cada falta de entendimento, cada lágrima derramada, cada noite sem dormir, cada emoção forte, cada sentimento de carinho e amor imenso, para trilhar novos caminhos, ou os velhos caminhos com um novo olhar. Errando e falhando, volto a repetir, mas aprendendo a caminhar pelas alamedas da vida.



foto: Belo Horizonte


quarta-feira, 27 de abril de 2011




Passo silenciosa
O coração samba
Requebra todo faceiro
Me denunciando

Os sons e as cores
Das tuas fantasias
Me vestem de carnavais
É folia dentro do peito

Silenciosa sigo
Olhos, sangue, pele, arrepios, lágrimas
Dançam
Desfilam ao som do coração

terça-feira, 26 de abril de 2011

Desabafo




Já não sei como proceder comigo
Por mais que me escute e me aconselhe
Por mais paciência e disciplina que me disponha a ter
Por mais oração
Me desestruturo diante da tua beleza

Ela é imensa
Assombra
Assusta
Fastiga
Espanta

Ela me chama
Me encontra
Percorre o meu sangue
Visita o meu passado
Enlaça a alma

Ela é uma beleza bela, estonteante
Que me enche de suspiros
Gemidos de dores do espírito
Pontadas em coração sem pontes
Um paraíso perdido dentro de mim

Já não sei o que faço comigo
Porque me perco e me acho
Diante da tua imensidão
Preciso dela para me sentir assim
Em êxtase


foto: Lencóis Maranhenses - Maranhão

segunda-feira, 25 de abril de 2011




Deixo as luzes das tuas palavras me penetrarem
Os espectros de cada configuração vão tomando conta de mim
Me desenham, me pintam
Me torno borboleta, passsarinho, flor, mulher

Deixo os sons das tuas palavras
Dançarem no baixo ventre
A dança das mariposas na luz
Em noite de chuva

Deixo as fantasias preecherem
Os vazios do corpo
Os vãos da mente
Crio coreografias no ar
Dançando a dança maravilhosa
De te pertencer

sexta-feira, 22 de abril de 2011




Tento não me preocupar
O quanto estou distante
Dos que me proporcionam
Emoções, sentimentos,
Saudades, lembranças

Tento cada vez mais
Me aproximar de mim, me sentir
Deixar os arrepios da alma
Tomarem conta do corpo

Tento deixar as belezas que vejo
Entrarem por todos os meus poros
Invadindo os meus pensamentos

Me permito chorar, sorrir, inventar
Dançar com ou sem música
Conciliar a vida real com a ilusão
Me transportar, fantasiar

Desço e subo degraus da minha mente
Volto no tempo, me projeto no futuro
Vivo a vida real com sabores, ora amargo, ora doce
É a vida real

Da ilusão, quero o sabor da ilusão
Cheiro o pescoço do céu
Piso na areia movediça do mais profundo do meu ser

Quero os arrepios reais
Das fantasias que me transportam
Vivo a transformação dos dias
Quero ouvir a música que toca em mim

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Feliz Páscoa



Vamos dividir este coelho de chocolate?
Uma feliz páscoa de paz e amor

domingo, 17 de abril de 2011




Achei um peixinho na praia, estava na areia, era laranja, era de plástico. Olhei ao redor, nenhuma criança, nenhum suposto dono, peguei o peixinho. Levava o peixinho com muito carinho, talvez desse a alguma criança. Não dei. Minha criança gostava de ter nas mãos um peixinho, sujo de areia, com gosto de mar. Só depois mergulhei o peixinho para tirar-lhe a areia. Levei comigo.

Enquanto andava, com o peixinho laranja nas mãos,  pensei em você, que anda a bordar figuras em meus pensamentos. Andando com os pés a tocar a areia, a chutar a água salgada do mar, e deixando as lembranças me navegarem, lembrei que não lembro de  ter visto você pintar peixinhos. Já pintou? Já vi barcos, pássaros, árvores, trens, cavalos...você cria mundos, e tem sido bem coloridos.

Então, segui com o peixinho laranja e com os pensamentos. Ele sorri. Não precisa de ar, nem do mar, precisa só de uma criança para brincar com ele. Desenha um peixinho para mim. Vou devolver o peixinho laranja para a mar, quem sabe uma criança brinque com ele feito eu brinco com com você.


Foto: Aquário de Aracaju

sexta-feira, 15 de abril de 2011



Me emocionar e ter que me controlar. É feito andar pelas falésias, medindo os passos na beira do abismo. Porque a emoção fica extasiada diante da beleza imensa do mar.  É querer dar uns passos a mais, é a sensação que o infinito é perto, que o impossível é possível. É sentir a alma se arrepiar, os olhos marejarem. Aprisionar a emoção é ter um pé na beira da falésia e o outro suspenso no ar, quase dentro do mar.


É tentar ter equilíbrio, quando a emoção desequilibra todos os sentidos.

foto: Rio Grande do Norte, perto de Pipa.

quarta-feira, 13 de abril de 2011




Hoje está tudo azul. O céu, o mar, os olhos, a alma. O sol apareceu, está brilhando. Abri a cortina, a janela, e deixei o vento me abraçar. Um vento bom. Um vento de céu azul, de sol refletindo no mar. Um vento vindo do mar, me causando ondas de lembranças. Um ar de liberdade. Os pássaros cantavam sorridentes. O meu amado bem-te-vi deu sinal de vida, cantava e de árvore em árvore voava feliz. Que alívio! Hoje bordo minha alma de azul. Adoro azul. Adoro!

terça-feira, 12 de abril de 2011



Ando com ares de inverno
Um tanto nublada
Um pouco mofada
Já ficando enferrujada

De amor não sei escrever
Porque me proíbo de sentir
Escorrego nas poças do meu inverno
Patinando emoções

As tuas cores me deixam verão
Com ar de primavera
E aspecto de outono
Vibrando rumo a renovação
Das novas estações

segunda-feira, 11 de abril de 2011




Tempo chuvoso
Alma nublada
Saudade me alaga



Recife - três dias de chuva.

terça-feira, 5 de abril de 2011



Muitos poetas, editores, escritores, dizem ser difícil viver da poesia. Difícil mesmo, eu acho, é viver a poesia. A poesia do encontro. A poesia do amor. A poesia da entrega. A poesia de uma vida mais leve. A poesia da liberdade de ser....

segunda-feira, 4 de abril de 2011


O que escorre dos meus olhos quando te bebo? Está água salgada de mar, que me inunda o peito. Escorre dos meus olhos uma parte de mim. Talvez o muito do que eu gostaria de ser. O muito do que nunca serei. Não sei o que me escorre.
Talvez a criança que fica distante, cada dia mais distante. A criança que não fui, em espontaneidade. O adulto que não serei. Mesmo tentando ser.
Por que só quando te bebo encharcam meus olhos assim? Talvez seja a adulta que ainda sonha. São tantos os talvez, e eu me confundo. E meus olhos viram mar. São tantos rios desaguando em mim. O mar transborda e vasa minhas águas salgadas e doces.