domingo, 31 de janeiro de 2010

Serie Andarilha - escrito em 18.11.2009.
Minhas palavras estão de férias, portanto vai de escritos antigos, mas novos no blog.

 

Ainda no processo de seguir teus passos....

Ah!!! Continuas......continuo eu....

Mudaste o rumo....sigo-te.
O processo continua.
Inexplicável, interessante.

Incompreensível.....para mim....para quase todos.....
Você.....nem sei se me ler....(isso foi no dia que escrevi, hoje já sei)
Quem és? Não sei, nem quero saber. Ou quero?
Quem sou? Uma navegante no teu rio, a atravessar a tua ponte – mente – palavras – emoções.
Escreves...não entendo....então eu crio, invento, transformo....

Na confusão solta, me amarro, e vou e volto, e sigo..

O bem e o mal, te forma, me forma.....é o mundo, somos todos...

O tudo, o nada. O caminho, o descaminho. O branco no preto, o preto no branco.....o arco-íris.
A ponte, a rede, o mar....a vida....Que nos liga, nos inunda, nos afoga, nos deixa nessa trama.
O céu, o sol, a lua, as estrelas......o universo, meu, teu, de muitos....palavras, emoções, intricados de seres....de mundos distantes...um elo ...a palavra...só ela, e ela é tudo.
A invisibilidade, o silêncio, o não ser – presente.
Eu – ainda não consigo fazer você atravessar a ponte até mim...Não do jeito que quero. Com a constância que gostaria. (só lembrando, isso foi no dia que foi escrito)
Amor? Não. Porque sempre se pensa em amor? Não me falem de amor romântico - seres que pensam...só.
No pensar diverso, amplo, solto, irrestrito e até o restrito, a emoção borbulha, palavras se juntam.

O que pode parecer bizarro, ou amor,  não é, é o muito de sentimento transformado em versos, com poesia, do ser, do sentir, da vida. Nas palavras dos diversos mundos forma-se a ponte, quem atravessa é a emoção, no ir e vir. E na rede, os diversos fios se tramam, emoções se entrelaçam.

 
Nova Frigurgo-2009
E aí Mai, lembranças...saudades.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Final de tarde em Pipa - Rio Grande do Norte - maio/2009














quarta-feira, 27 de janeiro de 2010


Esse homem atravessou a rua lendo
Não podia parar...não podia parar a leitura
Pesqueira - PE



Série - A andarilha - 07.11.2009 (É uma série antiga, uma fome de ler....)


Tenho fome de comer tuas palavras. Mastigar cada letra, saboreando deliciosamente. Cada palavra deixar derreter na boca feito chocolate ao leite. E degustar as sensações.

Suas palavras não vão direto para a mente. Elas vão descendo pelo tubo digestivo e vão alimentando os órgãos, irrigando os pulmões, entram pela corrente sanguínea. Sinto subir pelos braços e descer pelas pernas. São quentes, hora aquecem, hora queimam. Parece dilatar veias e artérias. O coração vai bombeando emoção, bobeando emoção....e o cérebro vai ficando tonto, rodopiando a massa encefálica, produzindo sons, feito o carro de boi que passa na estrada de barro.

Fico minutos (que parecem horas) apreciando. Fico extasiada, pasma, muda. Seria possível calar diante da exuberância de tão belas palavras? Na impossibilidade da expressão, uma garra aperta a garganta, rasga o peito, o choro se debate querendo achar o caminho da liberdade.

Palavras não ditas, são palavras escritas. E a fome que rói o estômago, não se sacia, e busca mais. Mas esse estômago que digere palavras, já não ronca, para não assustar. Ele se contorce diante do esplendor do...do....do....conjunto de palavras, sonoras, visuais, auditivas e intensas.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010



De vez em quando
Também canso
Canso
Da vida
Dos dias
Do trabalho
De mim
Das pessoas


Canso até do cansaço de mim
Me levanto e vou dançar!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Foto: Nova Friburgo-RJ
(estava com Mai do blog http://inspirar-poesia.blogspot.com/




Este mundo de ilusão
Me tira os pés do chão
Coloca minha cabeça nos ares
O pensamento tem asas
A alma saltita

Pelo mundo de ilusão
Caminho, choro, sorrio
Encontro palavras que amam minhas palavras
Fazem amores e dão frutos
Frutificam ilusões
Enfeitiçam os sonhos
Encantam os pensamentos

Tenho pés de plumas
Coração bordado
Alma abraçada
Neste mundo de ilusão






 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

.
Margem do rio em Tamandaré-PE


Mas eu, quando navego pelo rio, rio acima e rio abaixo, apreciando as profundezas das águas, ou as margens, nas madrugadas ou dia claro, não ouso falar tudo que deságua em mim, nem relatar o que se passa no meu pensamento de águas fluídas.......talvez nem a um padre eu contaria as febres, as obscenidades, os delírios ....do encontro dos rios com os mares.

Vou navegando, descobrindo mares, adentrando rios, hora a emoção toma o leme e me dirigi, hora a razão toma o comando.....no encontro do rio com o mar, nas porocas de mim, me navegam palavras....
 
Rio São Francisco - Penedo - Al
 
Praia Bela - Paraiba
É lindo o encontro do rio com o mar. Um espetáculo bonito.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Deixa eu desenhar minhas poesias no teu corpo
Sussurrar no teu ouvido as palavras sensuais que não escrevo
Beijar cada canto que arrepie como se fosse um verso
Fazer rimar meus sons com os teus



Deixa eu passear com os meus dedos
Contando histórias sem fim
Descrevendo as cenas dos sentimentos
Sussurando as vozes dos personagens


Deixa eu penetrar os teus gemidos
Com os poemas nunca escritos
Deixá-los percorridos na pele
Incritos em hieróglifos
Leitura que só minha língua saberá ler

Deixa eu construir um livro em tua pele....


 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010


foto Brasília - 2009

Muitas vezes penso e sinto que o escrever pode ser um delírio da alma. Uma expansão de nós mesmos com a alma se dilatando, soltando-se, libertando a nós mesmos.

Por isso sempre digo que o poeta não mente. Ele sente, sente em demasia, sente o que não entende, sente o improvável, sente o que não vê e não é palpável, sente a ilusão como se fosse real....tudo é sentimento.

Alguns sentimentos são inexplicáveis, indeclaráveis, impublicáveis, e que muitas vezes não podem ser vividos. Mas para a emoção existe. O querer existe. A fantasia existe.

Vem a poesia e fala por nós, com metáforas ou não, com entendimentos ou não. Acalma o coração. Faz a alma dançar, pular, cantar, assoviar. A razão se inquieta e arde.
Mas que importa a razão? Se o corpo sente a emoção. Se a poesia dá voz e movimento a alma.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

foto: Arraial do Cabo - RJ



O silêncio e o afastamento
Quando muito precisa ser dito
E ouvido, e esclarecido
Pode inundar o outro de fantasmas
E abrir fendas no relacionamento

01.01.10

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010


Foto tirada de um mirante na estrada de Alagoas.


Vamos rodopiar por esse mundo de fantasia
Suspirando o cansaço do dia
Inspirando melodias e poesias


Vamos voltar a ser criança
Empinar os nossos sonhos nos céus azuis
Deixar voar os pensamentos
Como se fossem as mais belas borboletas


Vamos brincar como criança
Deixar correr a ilusão
Pelas campinas verdes


Vamos nos dá as mãos das emoções
E deixar saltitar poesias
Nos escorregos das nossas almas


Vamos no ser criança
Deixar o adulto mergulhar
Nas mais profundas águas cristalinas da mente
Colhendo as conchas peroladas da ternura

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010


 

A valsa da vida

Terás condição
De me dar a tua mão
Para seguir por mais uns dias
Ouvindo está canção


Está canção
Que embala
E faz dançar
A emoção


Me toca com outra canção
Suave e bela
Para eu não parar
Na vida não

Me toca com o teu olhar
Que a melodia
De cada dia
Seja por si só
Uma nova canção

Me coloca no coração
E faz valsar a vida então
Escuto os toques em harmonia
Que me levam por outros dias

domingo, 10 de janeiro de 2010

 
Ela morava numa mata deserta. Escondida de todos. Numa bela tarde caiu um raio na floresta abrindo uma clareira por onde foram entrando seres mágicos do sentir.

Ela foi despertando do sono. Começou a caminhar aturdida, tonta, ainda cega com o clarão. Chegou num novo mundo com o coração exposto. Gente de todo tipo passeavam para lá e para cá. Alguns com o coração enfaixado de preto, outros o coração tinha luz neon. Ela ficou encantada com um mundo onde os corações falavam, sorriam, choravam, contavam histórias.

Apresentava-se na cidade o Circo das Emoções, espetáculo lindo. Tinha corações se apresentando. Corações malabaristas, dançarinos, trapezistas, palhaços, anões, gigantes, engolidores de fogo. Alguns corações estavam contundidos e ficavam na platéia ou nos bastidores, esperando a recuperação para voltarem a se apresentar no belo espetáculo.

Leu no cartaz: vaga para novos corações. Encantada com o que assistia, inscreveu o seu coração para participar do espetáculo. Esquecendo-se da última vez que decidiu engolir fogo, andar na corda bamba, atirar-se sem rede de proteção.

A sua primeira apresentação, nesse circo maravilhoso, foi como domadora de leão. Sem experiência foi com o coração na mão, pulsando alegremente. Não sabia ela que o leão não era alimentado há vários dias...

sábado, 9 de janeiro de 2010




Sorrio em poros inundados
O meu problema é também a minha salvação
Ouvir e ver antes do dito
Observar o marulhar do mar
A me trazer segredos, mistérios, silêncios


Nem direito de sofrer eu tenho
Porque brinco em rodopios de ventos
Me sabendo alérgica
A alguns sentimentos ventania
Não prometo nada a ninguém
Quando se trata de me dar
De me prometer

 
Porque sou feita de porções
Carne, sangue, emoção
Corpo que pulsa
Coração que lateja
Alma que voa

Sou feita de uma matéria desconhecida
Nem eu me conheço
Não tente me entender
Razão e emoção brigam eternamente
Mas quando a emoção me inunda e transborda
Me dou, me entrego
Sem prometer, nem pedir nada em troca
E vivo o certo, e vivo o errado
Mas o errado vira o certo

Só os momentos vividos
Ultrapassando os meus limites
Assustando a razão
Foram os melhores
São lembranças que estão vivas

 
Não prometo nada
Porque é o cheiro que exala de mim
Junto com as mãos que ficam buliçosas
E a água na boca
Que define o quanto de mim terás
Nem eu sei.




 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


Não afunda com o silêncio do mar
Balança, balança
Impacienta-se com o vento frio
Com as ondas inquietas

Aprendeu a nadar com tempestades
Mesmo quando sente a fragilidade bater no casco

01.01.10

 


Os mistérios do amor são sempre muitos
O amor faz badalar os sinos do coração
Traz  novos ventos ao tempo.

 

terça-feira, 5 de janeiro de 2010



Sob o silêncio da lua
Que me sorria e acenava
Mostrando a sua ausência
E o seu silêncio
Explodi em palavras




Se a tristeza me faz escrever
Fico com a alma pulando contente
01.01.10

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Continuando a Série Silêncio. Estou bem. Foi um momento que fez surgir vários escritos.


Foto: Paraty-09


O silêncio do outro desfolha
Arranca seiva dos olhos
Faz da alma uma árvore nua
Vulnerável ao vento, ao sol, a chuva
Ao mar de inquietações
Desestabiliza as raízes

01.01.10

domingo, 3 de janeiro de 2010





Vejo furos na minha barriga. Um furo ali, outro acolá. Imagino que minha barriga poderia se transformar num campo lavrado para plantar flores. Tornaria um campo alado de pensamentos que brotam flores.

No umbigo, ali, central, o centro da vida, plantaria a mais bela. Só para você.

Seria uma flor alimentada por mim, para crescer forte e bela. Para você, só para você.

 








Foto: Recife-dez/09



No meio do caminho
Foi largada
Trilhos de silêncio
Que não levam a lugar nenhum

01.01.10


sábado, 2 de janeiro de 2010



Importa ver você voar



Se precisas de silêncio
Tentarei encontrar junto as minhas vozes
Aquela que possa se ausentar
Para te dar a paz que se faz necessário nesse momento
Visando proporcionar tua felicidade


Se precisas de silêncio
Para pintar as asas dos teus sentimentos
Ficarei o mais distante possível
Para acompanhar o teu processo de libertação


Se precisas de silêncio
Para voar com as asas coloridas
Perfumando outro jardim
Serei a flor muda
Que o teu silêncio tenta silenciar

01.01.10

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010


Foto- Niterói-RJ


Dia um de Janeiro foi um dia parado. O céu estava fechado. O vento não funcionou. As nuvens não abriram.

As árvores assistiam a ausência de cor, a mudez do vento, a paralisia das nuvens.

Um cachorro latia ao longe. Solitário. Talvez inquieto com o silêncio que se instalava no ar.

Na ausência é preferível latir (escrever) o barulho que o silêncio faz.

01.01.10

Foto-Arpoador-RJ

Sentou-se na ponta da ausência para escutar até onde ia o silêncio.

01.01.10